Beira-Mar assume gestão do estádio municipal em Janeiro de 2009
Outubro 31, 2008
por admin
Feito em Desporto, futebol nacional
O protocolo entre a Câmara Municipal de Aveiro e o Beira-Mar foi aprovado e o clube aveirense vai passar a assumir a gestão do Estádio Municipal a partir de Janeiro de 2009.
O documento foi submetido a votação quarta-feira à noite, em reunião extraordinária do executivo camarário e obteve a maioria necessária para oficializar a plataforma de entendimento com o clube “auri-negro”.
O Beira-Mar reagiu à aprovação do acordo com um comunicado no seu site oficial, sublinhando que este protocolo é “determinante para a consolidação do passivo do clube”.
De acordo com o comunicado, este pacto “cria condições de sustentabilidade para a sua sobrevivência, nomeadamente, na construção de novas infra-estruturas que potenciam o seu desenvolvimento”.
Todavia, o Beira-Mar anunciou que a situação do clube mantém-se “crítica”, com um passivo de cinco milhões de euros, “quase na sua totalidade com uma exigibilidade de curto prazo”.
O comunicado refere ainda que será agendada até dia 30 de Novembro uma Assembleia Geral de Sócios para aprovação do relatório e contas de 2007/08, onde será também debatido o momento actual do clube.
Educação: Ministra “sem pressa” na transferência de escolas para as autarquias
Outubro 31, 2008
por admin
Feito em Actualidade, Anadia, Arquivo, Municipios, educação
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje que o Governo não tem pressa na transferência de competências para as autarquias e andará ao ritmo que estas queiram, com os recursos disponíveis.
Segundo a ministra, “uma centena de autarquias já assinou a contratualização da transferência de competências e muitas outras querem fazê-lo agora” e o Ministério da Educação “andará ao ritmo que as autarquias queiram andar, com a tranquilidade e a pressa que o país tiver”.
“A disponibilidade para negociar tem na base a consciência de que estamos a partilhar problemas e o Ministério transfere os meios de que dispõe: nem mais, nem menos”, advertiu, tomando como referência os recursos afectos pelo Orçamento de Estado para as escolas, nos últimos cinco anos.
A ministra, que falava no 2º Encontro de Educação de Anadia, este ano dedicado ao tema da transferência de competências, lamentou a postura assumida na matéria pela Associação Nacional de Municípios Portugueses(ANMP), que “propôs uma metodologia diferente, tendo um padrão de despesa ideal com a transferência de recursos que o Ministério da Educação não tem”.
“Não vale a pena. Se estivermos à espera da situação ideal, a transferência(de competências) nunca acontece!”, comentou, afirmando estar ciente “da grande diversidade de situações”, dado que se há autarquias que “reivindicam a transferência de toda a área da Educação, outras rejeitam o princípio de que a Educação possa ser de competência local”.
Em causa está sobretudo a transferência de 900 escolas básicas 2.3 para os municípios, cujo impacto a ministra desvaloriza, comparando com as 6.000 escolas do 1º ciclo que as autarquias já gerem.
“Só nas grandes cidades é que é um grande aumento, porque na generalidade é só mais uma ou duas escolas que ficam a cargo da autarquia, em cuja manutenção muitos autarcas, de resto, já vinham colaborando”, argumentou.
Afirmando que “o Ministério da Educação transfere meios que nunca teve”, Maria de Lurdes Rodrigues referiu que 20 milhões de euros, “quase metade do PIDDAC do Ministério”, foram para as escolas cuidarem da manutenção, responsabilizando os estabelecimentos de ensino pela conservação e preparando condições para as autarquias aderirem.
Quanto a escolas “irrecuperáveis”, anunciou que está a decorrer o concurso para a substituição de 30 escolas básicas em adiantado estado de degradação.
Num extenso diagnóstico do parque escolar, em que historiou a sua construção desde os liceus e escolas técnicas do início do século XX e do programa dos centenários nas primárias, Maria de Lurdes Rodrigues aludiu também ao 1º ciclo e às escolas secundárias.
Quanto ao primeiro, deixou como recado aos autarcas que “não vale a pena dizer que o envelope financeiro(das verbas disponibilizadas pelo QREN) é pouco, antes de o gastar e o mais importante é concretizar”, deixando a garantia de que “não ficará nenhum centro escolar necessário por construir devido a problemas financeiros”.
Em relação às secundárias, salientou que o Ministério da Educação definiu um programa para as modernizar, que as abrangerá todas, ao abrigo do qual quatro estão concluídas, 26 em obra, 75 com projectos que serão objecto de concurso em Novembro, e outras tantas a lançar em Março próximo.
Estradas: Governo deu “luz verde” para ligação poente Aveiro/Ilhavo
Outubro 31, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Aveiro, Municipios, Ílhavo
A ligação poente entre Aveiro e Ílhavo foi hoje reconhecida de interesse público e autorizada a utilização de solos da Reserva Ecológica Nacional(REN), por despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e das Obras Públicas.
O despacho, assinado pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Machado Ferrão, e pelo secretário de Estado adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, publicado hoje no Diário da República, determina que “seja reconhecido o relevante interesse público da construção da ligação entre Aveiro e Ílhavo da Circular Interna Poente à cidade de Ílhavo, correspondente à segunda fase da variante norte.
A decisão realça a importância da obra “para a melhoria da acessibilidade e mobilidade municipal e intermunicipal, desviando o trânsito da EN 109 e da sua passagem pela cidade de Ílhavo e fazendo a ligação ao concelho de Aveiro”.
De acordo com o despacho, o traçado foi ajustado em fase de projecto, com diminuição da ocupação das áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional, utilizando 4.783 metros quadrados, e das classificadas como Reserva Agrícola Nacional (RAN), inicialmente previstas, e mereceu da Comissão Regional da Reserva Agrícola do Centro parecer favorável à utilização não agrícola dos solos da RAN.
A segunda fase da variante terá uma extensão de pouco mais de um quilómetro e conclui a Via Circular da cidade de Ílhavo, com candidatura apresentada ao Plano Nacional de Variantes e Circulares, estando em conformidade com os planos directores municipais(PDM) de Ílhavo e de Aveiro.
A Assembleia Municipal de Aveiro já havia reconhecido o interesse público municipal da sua construção, que recebeu igualmente parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).
O despacho conjunto dos dois secretários de Estado condiciona a obra, no entanto, a medidas de minimização, nomeadamente no que respeita ao escoamento das linhas de água e, particularmente à Ribeira da Amarona, cujo leito de cheia deverá ser preservado, bem como relativamente ao tratamento paisagístico da via.
LIDL ‘fugiu’ para Aveiro
Outubro 31, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Municipios, Águeda
Vitivinicultura: Estudos revelam possíveis novos aproveitamentos de resíduos da uva
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Aveiro, Municipios, economia
Resíduos resultantes da vitivinicultura poderão ser utilizados na indústria papeleira ou servir para aplicações idênticas às da cortiça, revelaram estudos desenvolvidos por investigadores da Universidade de Aveiro e do Instituto Politécnico de Viseu.
Os estudos, recentemente concluídos e que custaram mais de 6.400 euros, foram realizados no âmbito de um protocolo celebrado no início de Março entre o Instituto Politécnico de Viseu, a Universidade de Aveiro e o Grupo Tavfer, com sede em Carregal do Sal e que foi a entidade financiadora.
O objectivo foi estudar a composição química do engaço (parte lenhosa do cacho que suporta os bagos da uva) e do folhelho (pele da uva, onde se encontram os pigmentos, os aromas e os taninos) para perceber quais as suas possíveis aplicações.
“Os estudos efectuados são muito promissores”, avançou à Agência Lusa Luísa Paula Valente, do Departamento de Ambiente da Escola Superior de Tecnologia do IPV, que ficou responsável pela gestão do protocolo juntamente com Dmitry Evtyugin, da Universidade de Aveiro.
Segundo Luísa Paula Valente, “os estudos de composição química revelaram que o engaço apresenta fortes potencialidades em aplicações na indústria papeleira e biocompósitos”.
Já no folhelho, “foi verificada a presença de certos compostos com matéria cerosa possuindo aspectos estruturais semelhantes à cortiça, o que permite antever a utilização destes compostos em aplicações semelhantes à cortiça, assim como em produtos biomédicos e biocompósitos”.
Um biocompósito é todo e qualquer compósito que seja biodegradável, independentemente de ser de fontes renováveis ou não.
Luísa Paula Valente explicou que “o engaço é geralmente utilizado em ração para gado, adubo e combustível e o folhelho em adubo e combustível”.
Em Portugal, a gestão destes resíduos assume particular importância uma vez que, segundo dados do Instituto da Vinha e do Vinho, é o quinto país europeu ao nível da produção de vinho (cerca de sete milhões de hectolitros por ano).
“A grande quantidade de subprodutos gerados leva a que seja cada vez mais importante ter em conta os resíduos produzidos, bem como a consequente necessidade de se proceder ao estudo das possíveis reutilizações e aplicações dos mesmos”, defendeu.
A responsável avançou à Lusa que os resultados obtidos “estão a permitir perspectivar, num futuro próximo, a construção de uma estação piloto”, prosseguindo agora os estudos a nível industrial.
Explicou que “a vitivinicultura representa dentro da União Europeia dois por cento de todas as explorações agrícolas, num total de 1,5 milhões, o equivalente em área a 3,4 milhões de hectares”.
“Em 2004 as explorações vitivinícolas representaram 5,4 por cento da produção agrícola da União Europeia, sendo que em Portugal, França e Itália este valor se situou nos 10 por cento da produção agrícola dos respectivos países”, referiu.
Com o objectivo de gerir os resíduos formados pela vitivinicultura, surgiu o relatório da comissão das comunidades europeias de 2006 que previu a aplicação da nova Organização Comum do Mercado (OCM) Vitivinícola a 01 de Agosto de 2008.
“Nesta foram propostas medidas ao nível da protecção do ambiente, fundamentalmente na gestão/valorização dos resíduos, utilização de produtos fitofarmacêuticos e na protecção dos solos quanto à sua erosão e contaminação”, acrescentou.
Serranos representam o distrito em concurso etnográfico
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Municipios, cultura, Águeda
O Teatro Vista Alegre – Ílhavo foi palco, no dia 25, para a apresentação de projectos etnográficos para seleccionar o representante do distrito de Aveiro no concurso de etnografia Henrique Rabaço. Os Serranos - Associação Etnográfica foram os vencedores e trouxeram a responsabilidade de dignificar e representar as largas dezenas de grupos de folclore do distrito de Aveiro..
O espectáculo apresentado por Os Serranos denomina-se “Vizinhos de Corpo e Alma” e, em 15 minutos, conta como em 1900, na pequena aldeia serrana de Belazaima do Chão, o isolamento faz da vizinhança uma partilha de trabalhos, obrigações, devoção e diversão. Todas as gerações estão reunidas e todos os vizinhos se encontram sem excepção, incluindo a divindade que está tão próxima que mora na capela ou nos símbolos religiosos da aldeia. Os Serranos conseguem demonstrar, em apenas 15 minutos, como esta vizinhança se manifesta de diversos modos e se renova e altera como as estações do ano, sendo sempre apaixonada e interdependente. Neste espectáculo, os vizinhos de Belazaima começam por partilhar os serões longos e místicos do Inverno em que o canto serrano exprime uma força quase provocadora, depois atravessa períodos arroxeados de Quaresma marcados por manifestações de religiosidade profunda, como o Cantar das Almas, terminando com a jovialidade da Primavera, que rebenta e anuncia criação mundana, com jogos de terreiro, namoro e danças.
Noutro concurso paralelo, relativo à expressão musical, outra associação aguedense conquistou igualmente a responsabilidade de representar o distrito nesta modalidade. Foi a d’Orfeu e a força inovadora dos Toques do Caramulo, que se farão ouvir na Aula Magna da Reitoria, em Lisboa, porém no dia 8 de Novembro.
Toques do Caramulo na final nacional do Festimúsica
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Municipios, cultura, Águeda
Não é esta a única representação do concelho de Águeda na Aula Magna no fim-de-semana 8 e 9 Novembro (dias em que se realizam as finais nacionais do vários concursos temáticos da Fundação INATEL), pois Os Serranos - Associação Etnográfica foi apurada como representante distrital na área etnográfica.
“Bebés com Música” regressa à Alta Vila
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Municipios, Águeda
A casa de chá do parque da Alta Vila foi palco de mais um “Bebés com Música”, no domingo. O projecto junta bebés e pais com o objectivo de brincar com a música e com os sons, desfrutando e aprendendo a gostar de música através de experiências vibrantes num ambiente de originalidade e participação.
A experiência desta iniciativa foi “francamente positiva” de acordo com um dos pais presentes, tendo ficado patente a alegria dos mais pequenos, dos pais e dos avós que participaram entusiasticamente nesta iniciativa. “As crianças precisam de experimentar coisas novas, de brincar com o que as rodeia”, frisou outro dos pais.
Os dinamizadores e músicos Artur Fernandes e Bitocas promoveram actividades colectivas entre bebés e pais, oferecendo um ambiente familiar, no espaço da casa de chá do parque da Alta Vila.
Novo IC2 divide Águeda
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Freguesias, Trofa
Do lado dos que defendem a construção de um novo traçado, há quem acuse a Junta de Freguesia de “falta de transparência” e de “não defender a população” e falam mesmo em interesses económicos envolvidos neste processo
(informação completa na edição impressa do Região de Águeda)
Jacinto Abrantes: “Internacionalização ainda é vista como um antibiótico”
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Empresas, Entrevistas
Jacinto Abrantes, director comercial da Sociedade Comercial do Vouga, em resposta a cinco questões colocados pelo Região de Águeda, considera que a internacionalização ainda é vista como um antibiótico para as dificuldades
P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?
R>
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?
R>
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
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