Futebol: Dois internacionais ugandeses reforçam Recreio de Águeda
Setembro 29, 2010
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Alex e Simon são os novos reforços do Recreio de Águeda, anunciou o clube no seu site. São atletas oriundos do Uganda (internacionais do seu país), ambos com 19 anos, provenientes de uma Academia de Futebol liderada pelos Ferdinand, a Proline Soccer Academy.
Julian Ferdinand (pai dos jogadores Rio Ferdinand, capitão do Manchester United e da selecção inglesa, e Anton Ferdinand, actualmente a jogar no Sunderland) acompanhou o processo e esteve durante a semana passada em Águeda, junto dos membros da comissão administrativa do Recreio, para alinhavar o acordo previamente estabelecido com o clube aguedense.
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Futebol distrital: Mourisquense - Fermentelos: qual deles (ainda) não se estreia a ganhar?
Setembro 29, 2010
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Nova jornada, a repetição dos resultados verificados na ronda anterior. O Águeda arrancou a segunda vitória consecutiva (a primeira fora do seu campo), o Mourisquense voltou a empatar (o primeiro ponto conseguido como visitante) e o Fermentelos perdeu novamente (terceira consecutiva, a segunda no seu campo).
Por isso, à terceira jornada, Mourisquense e Fermentelos ainda não lograram vencer. As duas equipas defrontam-se no próximo domingo, em Mourisca do Vouga, num momento em que conquistar pontos começa a ter redobrada importância para não caírem em situações classificativas complicadas. Mais o Fermentelos, que ainda não marcou qualquer golo e já desperdiçou seis pontos em sua casa, onde costuma ser forte.
Destaque para a goleada da Sanjoanense, a única a derrotar o Recreio de Águeda neste início de prova e líder isolada, e para a derrota caseira do União de Lamas diante do vizinho Paços de Brandão, que por sua vez se estreou a ganhar.
Além do Mourisquense – Fermentelos, a próxima jornada reserva para o Águeda um adversário que alimenta o desejo de lutar pelos lugares mais importantes da classificação, o Valecambrense.
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BTT: Ruben Almeida (sub-23) e Rafael Assunção (juniores) campeões nacionais de rampa
Setembro 29, 2010
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Ruben Almeida (Bicicletas Lavarinhas/Viana CC) e Rafael Assunção (Clube BTT Águeda), o primeiro em sub-23 e o segundo em juniores, sagraram-se campeões nacionais de rampa-Uphill, em BTT, na prova realizada em Manteigas, no domingo.
A prova, organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), consiste numa crono-escalada de três quilómetros em bicicleta de todo-o-terreno, tendo Ruben Almeida superado o segundo lugar alcançado em 2009 naquele mesmo local.
Ruben Almeida, de Povoa de Vale do Trigo (Belazaima do Chão), fez o melhor tempo entre todos os que participaram na crono-escalada, melhor mesmo (em 30 segundos) que o vencedor de elite e um nome consagrado no BTT nacional.
Rafael Assunção, de Barrô, deixou na segunda posição o anterior campeão nacional (Fábio Tomás - Clube BTT Seia) e relegou para a terceira posição o actual vencedor da Taça de Portugal XCO, Paulo Cepa (Póvoa BTT).
A Bttista de Aguada de Cima, Tânia Neves (Órbita – Bicicletas Portuguesas) também participou no campeonato nacional de rampa, em elites femininos, classificando-se em 5º lugar, a apenas 40 segundos do pódio.
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Valongo do Vouga: Nova creche inaugurada sábado
Setembro 29, 2010
por admin
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Na sexta-feira, dia 24, os dirigentes da Casa do Povo de Valongo do Vouga (CPVV) abriram as portas da nova Creche Sintz Baptista, que será inaugurada sábado dia 2 de Outubro, à comunicação social e população, para que pudessem apreciar e ficar a conhecer as suas condições.
Recorde-se que a construção da nova creche, financiada através do programa Pares, representa um investimento total de 841 mil euros, havendo a juntar mais 55 mil euros de equipamento, uma verba insuficiente, segundo Filipe Falcão, da direcção, “uma vez que para apetrechar convenientemente a creche ainda serão necessários entre 30 a 40 mil euros”.
Segundo Carlos Arede, presidente da direcção da Casa do Povo, adiantou no decorrer da visita, a nova creche entrará em funcionamento na segunda quinzena de Outubro e terá uma capacidade para 66 crianças (desde os 4 meses até aos 3 anos de idade).
Na oportunidade, os responsáveis da instituição fizeram questão de vincar que a nova creche não pretende fazer concorrência a nenhuma outra existente na freguesia. Isto porque, a uns escassos 150 metros, funciona a creche do Centro Social Paroquial de Valongo do Vouga, pertencente à igreja.
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Contra factos…, por José Vidal
O facto é que a Feira do Leitão é uma marca de Águeda, integrada nos acontecimentos que todos já esperam e desejam, sendo sem dúvida alguma, um veículo de promoção não só do dito, mas antes de um concelho e uma região.
A feira tem sofrido grande evolução nos últimos anos, envolvendo maior número de parcerias e participantes, assente na melhoria da qualidade das suas instalações, serviços, espectáculos, proporcionando vivências significativas para quem a visita.
Como todos os projectos, é essencial reflectir no que se passou nas suas diversas realizações, de forma a permitir corrigir eventuais erros e programar alterações que permitam a sua evolução de forma sustentada.
Para quem participa todos os anos, existe uma sensação de estagnação, não querendo dizer que a feira não seja válida e de qualidade, permitindo pensar que seria importante tornar algumas situações diferentes, potencializar recursos, abrir a novas áreas de participação, como por exemplo da AEA.
Alguns pormenores afectam sem sentido a feira, pois ela na sua essência deve pressupor a participação do público, a ocupação dos seus tempos de lazer, o contacto com investidores, com vendedores, com entidades e instituições. Refiro explicitamente o pagamento de entrada em determinadas horas, quando pudemos observar num sábado à tarde, o recinto da feira vazio, com actividades de entretenimento sem ninguém, enquanto a margem sul do rio e as suas pontes, estavam lotadas de público a observar as actividades de canoagem.
O financiamento público à feira não pressupõem a obtenção de lucro que deve no entanto perseguir o equilíbrio financeiro, mas são as pessoas que a vivem de alguma forma que justificam esse investimento.
O facto é que as Instituições assentam a sua acção em leis e normativas que quando seguidas de forma literal, tornam as pessoas que nelas estão integradas, peças não pensantes, não opinativas, seguidistas, burocratas, sem sentido de serviço público.
O facto é que uma participação de violência doméstica grave, participada à GNR, ainda não tinha chegado ao Ministério Público e à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens seis dias após a ocorrência, o que é inadmissível, mas legal, pois poderiam fazê-lo em dez dias.
O facto é que feita a participação com carácter de urgência, ao Tribunal de Família e Menores, para protecção dos menores em relação ao eventual agressor, não foi tomada medida alguma, passados dias, pois os procedimentos burocráticos ultrapassam por adormecimento a capacidade decisória de quem tem as responsabilidades de actuar.
O facto é que a vítima tem que sobreviver, às vezes, no meio dos papéis, das normativas, das regras sem sentido que tornam insensíveis pessoas e agentes das instituições que existem supostamente para as proteger. O facto é que o PS e PSD, culpados de quase tudo o que de bom e de mau se passou no Portugal democrático, andam a brincar aos políticos, ao quem manda, ao quem tem mais poder, quem é mais culpado, revelando uma falta de sentido de estado assustadora, contribuindo ainda mais para a descredibilização da política e dos políticos, quando a situação de crise obriga ao recato das discussões, ao encontro de abrangências, à descoberta de soluções comuns. O facto é que no meio disto tudo, os oportunistas financeiros continuam a aparecer, os corruptos a roubar a energia de todos em negócios sem controlo, os dirigentes da coisa pública sem ética alguma, conforme é exemplo o projecto de aquisição de cerca de 400 viaturas de topo, na empresa Aguas de Portugal, tardiamente suspensa pelo Governo., somente depois de tal ser tornado público. O facto é que a crise é grave e é preciso acreditar naqueles que nos dirigem, de forma a conseguir vencer os obstáculos que se nos deparam, para tal o seu comportamento ético tem que ser irrepreensível.
JOSÉ MARQUES VIDAL
presidente da concelhia do PS/Águeda
Fazer.o.que.ainda.não.foi.feito@Águeda.pt, por Alberto Marques
Ao circular pela baixa da cidade, perante os placares e as máquinas que laboram junto ao rio, vem-me à memória o título do mais recente sucesso de Pedro Abrunhosa – “Fazer o que ainda não foi feito”.
A Câmara Municipal tomou a decisão de avançar com algumas obras “de regime”, potencialmente emblemáticas, mas cuja urgência é, no mínimo, discutível. Nesta época de crise económica persistente e profunda, agravada pelo crescente problema social daí decorrente, não consigo entender a necessidade de se gastarem vários milhões de euros na destruição e reconstrução de diversas obras já existentes.
Posso até conceder que as soluções originais encontradas para a requalificação de alguns espaços emblemáticos da cidade não tenham sido consensuais. Por mais aspectos positivos que existam, é sempre fácil apontar vários erros de concepção e construção que, porventura, mereceriam eventuais correcções. Também me parece óbvio que tais correcções carecem de análises cuidadas e, acima de tudo, a espera por melhores dias que permitam sustentar financeiramente os investimentos necessários.
Deixo-vos alguns exemplos: a requalificação da margem esquerda do rio Águeda, dividida em duas dispendiosas obras (o Largo 1º de Maio e a zona do Cais das Laranjeiras) promete reconverter estas zonas de acordo com a filosofia idealizada por este executivo; o projecto de regeneração urbana, prevê a radical transformação da zona central da cidade, incluindo intervenções profundas na Avenida Dr. Eugénio Ribeiro e, pela enésima vez, na Rua Fernando Caldeira, frente ao tribunal; o pavilhão desportivo do GICA vai ser reconvertido, cabendo à autarquia uma parte significativa dos custos; o Parque da Alta Vila tem sido repetidamente intervencionado. Nas ruas da cidade, vão nascendo as inenarráveis faixas vermelhas, supostamente destinadas aos ciclistas. E podia continuar com mais casos de obras que têm em comum a necessidade de destruir o que já está feito, para refazer de acordo com os novos gostos e tendências.
Note-se que estamos a falar de obras cujos custos importam em várias centenas de milhares de euros (algumas, em milhões de euros). Perante estas constatações, dirá o executivo que se trata de obras parcialmente financiadas por diversos programas de apoio, e que a autarquia só tem a ganhar com a sua realização. É um facto que as novas valências serão melhores do que as antigas. Seria o cúmulo se assim não fosse. Mas também é óbvio que o investimento por conta da autarquia nestas obras ascende a valores muito elevados e, ao optar por estes projectos, a Câmara deixa de lado muitos outros que aguardam há décadas pela concretização.
Este cenário poderia, facilmente, ser explorado de forma demagógica, como tantas vezes assistimos em situações análogas. Tentarei resistir a essa tentação. Não seria intelectualmente honesto fundamentar a intervenção política na exploração de opções de investimentos ditos “supérfluos” em detrimento de outros fundamentais (de cariz social, por exemplo). Não é disso que se trata. O que se passa é que está a gastar-se milhões a destruir e refazer obras que já estavam feitas, num contexto em que se aconselha precisamente o contrário.
Não ponho, tampouco, em causa a qualidade das soluções actualmente em construção. Como sempre, irão agradar a muitos, desagradando a alguns. Não é isso que está em causa. O que me espanta é a decisão de avançar para estes investimentos de milhões, refazendo o que já estava feito, quando há tanto ainda por fazer.
Como conseguirá o Presidente da Câmara explicar aos autarcas e populações das freguesias do concelho, os sucessivos adiamentos na realização de dezenas de “pequenas” (mas urgentes) obras que vão passando, ano após ano, de um Plano de Actividades para os próximos? Como reagirão os munícipes que aguardam a chegada da rede de saneamento onde ainda não existe? E o que sentirão os empresários cujas empresas são servidas por estradas de terra, poeirentas ou enlameadas, ao assistirem às sucessivas repavimentações? Para além de sugerir que devemos “Fazer o que ainda não foi feito”, a canção de Pedro Abrunhosa alerta que “Amanhã é sempre tarde demais”. E eu pergunto: será que ainda vamos a tempo?…
ALBERTO MARQUES
vice-presidente do PSD/Águeda
Voando sobre Águas turvas de Portugal, por Santos Silva
Os portugueses ficaram estupefactos esta semana, quando ouviram nos diferentes órgãos de comunicação social, o Sr. Presidente das Águas de Portugal declarar alto e bom som, que não iriam cumprir a recomendação do Governo em reduzir custos, quando questionado sobre a compra de 400 novos automóveis de alta cilindrada, para uso dos Administradores. Acrescentou também que era a Administração quem decidia a compra dos novos automóveis de acordo com a sua prioridade, por isso não cumpria a directiva governamental.
Maior a estupefacção quando no seguimento da entrevista, Dulce Pássaro, para aqueles que não sabem e será maioria dos portugueses, é a ministra do Ambiente de José Sócrates e tutela as Águas de Portugal, declarou em tom seráfico e sobrevoando o problema, que estava atenta à questão, mas não tinha competência para a resolver.
Será assim que o governo consegue a consciência nacional necessária para suportar o apertar do cinto, que nos está a ser imposto? E ao que parece vai continuar… e mais duro ainda.
Todos nós, munícipes do Concelho de Águeda, sentimos no bolso e na conta que agora pagamos à nova empresa que gere o consumo de água, um aumento bem sensível na facturação. Antes tínhamos um interlocutor prestável e pronto para resolver os problemas quer de facturação quer de avarias, era o saudoso Serviço Municipalizado de Águas, que os responsáveis (alguns não concordaram) entregaram de mão beijada a uma Empresa mista, cujos administradores se deslocam em viaturas de alta cilindrada. Já percebemos porque pagamos mais!!! Sabemos hoje que muitos dos nossos políticos locais se arrependeram da decisão tomada, e seria diferente se fosse hoje.
Assim, entendemos que Pássaro encolha os ombros e não resolva a questão, quem se trama é sempre o Zé Pagante, cada vez mais depauperado, e ainda por cima confundido porque ninguém atende os seus problemas. A empresa resume-se a um balcão no Centro Comercial São Sebastião, onde todos os dias filas de munícipes esperam atendimento que nunca chega.
Ao que chegou o serviço municipalizado de águas… se fossem vivos os Senhores Torcato e Senhor Victor Melo, morreriam de síncope cardíaca, por verem tão mal tratado um serviço a que eles dedicaram toda uma vida. Pensamos e defendemos que Serviços de índole social, como este do abastecimento de água, em que as Câmaras gastaram milhões a criarem infraestruturas por todo o Concelho, jamais poderiam ser privatizadas. É fácil perceber porque os Administradores das Águas de Portugal só tenham ao seu serviço BWW classe 7, pois com a papinha feita, só basta facturar.
SANTOS SILVA
colaborador
A energia que nos falta!, por Vítor Martins
Segundo um estudo recentemente divulgado (Eugénio Rosa, Economista), o preço da energia pago pelas famílias em Portugal é muito superior ao preço médio dos países da União Europeia, mesmo utilizando
preços sem impostos (sem IVA ou/e sem ISP). Com dados divulgados pela própria Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, em Portugal, nos primeiros sete meses de 2010, o preço da gasolina95 sem impostos foi, em todos os meses, sempre superior ao preço médio da UE27, variando entre 3% e 7%, e o do gasóleo entre 6% e 7%. Mas a situação é mais grave no caso da electricidade. Em Portugal, as famílias, em geral, têm consumos anuais entre 2500 e 5000 kWh e os preços, também sem impostos, cobrados pelas empresas a essas famílias, no 2º semestre de 2009, foram superiores em 13,6% aos preços médios da União Europeia. Neste escalão de consumo, em apenas três países (Chipre, Holanda e Irlanda) os preços são superiores aos praticados pelas empresas em Portugal. E como tudo isto já não fosse suficiente, em Agosto deste ano, o governo criou mais um fundo para subsidiar as empresas de electricidade, que vai custar mais 60 milhões € por ano aos consumidores portugueses, ou seja, um aumento no preço da electricidade entre 1% e 2% (apoio ao mercado liberalizado, o que prova que a liberalização em vez de reduzir preços aumenta-os). E tanto a ERSE, a entidade reguladora, como o próprio governo, nada fazem para pôr cobro a esta situação. Mas é em relação ao gás natural que a diferença de preços é ainda maior. Até 30 de Junho de 2010, as tarifas do gás natural aumentaram mais de 18%, em Julho passado cerca de 15% mais e em Agosto mais 17%. Quer isto dizer que as empresas estão a pagar 50% mais caro o gás natural comparativamente a Janeiro de 2010. Mais caricato é o facto destes aumentos ocorrerem quando o Governo estabelece a liberalização do mercado do gás natural e a extinção das tarifas reguladas com o Decreto-Lei nº 66/2010, de 11 de Junho.
Em Portugal, os preços sem impostos cobrados às famílias pelas empresas por consumos anuais inferiores a 20 GJ são superiores aos preços médios da UE27 em 21,3%; e para consumos iguais ou superiores a 20Gj e até 200GJ os preços sem impostos em Portugal são superiores aos preços médios da UE27 em 37,6%. E estes dois escalões abrangem a totalidade das famílias que consomem gás natural. Tudo isto de acordo com dados da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia. A provar isso está o facto de que o lucro líquido da GALP, no 1º semestre de 2010, foi de 260 milhões € quando, em idêntico período de 2009, tinha sido de 137 milhões €, ou seja, mais 89,8%; e o da EDP, no 1º semestre de 2010, atingiu 639 milhões € quando, em idêntico período de 2009, tinha sido 540 milhões €, ou seja mais 18,3%. Em conjunto, os lucros líquidos só destas duas empresas, no 1º semestre-2010, atingiram 899 milhões €, ou seja, mais 32,8% do que em idêntico período de 2009. É de perguntar: qual foi o trabalhador português que viu os seus rendimentos aumentarem, em 2010, em 32,8%? Deixo a resposta aos leitores.
Com estes preços (e aumentos) não há competitividade internacional que resista, estando em causa a sobrevivência de milhares de PME nacionais e, consequentemente, o aumento do desemprego.
Perante isto que faz o país? Bom, o país assiste, impávido, atónito, desvitalizado, sem energia, ao (des)governo destas políticas sem norte. Falta-lhe a energia da dignidade e da rectidão de, com uma vassourada, acabar com esta (des)governação.
E ao (des)governo que nos coube em sorte falta a energia da justiça, da lucidez e da verdadeira coragem. Aparentemente, parece ter energia de sobra, mas vai-se a ver e é só falsidade, torpeza e falta de clarividência, como se continuássemos na idade das trevas. Como na Idade Média, com os privilégios da nobreza e a mobilidade social praticamente nula (a nobreza vivia fechada sobre si própria usufruindo dos seus próprios privilégios, relacionavam-se entre si, casavam-se entre si, frequentavam os mesmos castelos, participavam nas mesmas festas e banquetes, olhando para o povo do alto dos seus privilégios sociais e económicos), hoje continuamos com uma feudalização da sociedade e com uma organização social cada vez mais endogâmica, em que os grupos político-económicos se auto-alimentam, desprezando a arraia-miúda.
É por isso que os políticos saem do governo para as grandes empresas, que os deputados (e sua descendência) se perpetuam na Assembleia da República e nunca há coragem para reduzir o seu número. É por isso que o governo só sabe taxar, aumentar impostos e cortar apoios sociais. Mas não corta nas suas mordomias. É por isso que os políticos (e outros grupos sociais) mantêm reformas chorudas, benesses e benfeitorias de nobres, mesmo se se proclamam republicanos e se estão num país pobre, em crise. Falta-lhes a energia da integridade (no dizer do povo: falta-lhes vergonha na cara!).
VÍTOR MARTINS
professor
Câmara de Anadia preocupada com possível perda de central de biomassa
Setembro 29, 2010
por admin
Feito em Anadia, Arquivo, Municipios
O presidente da Câmara de Anadia, Litério Marques, manifestou-se preocupado e revoltado com a possível transferência para Viseu de uma Central de Biomassa Florestal que, segundo a autarquia, já estava licenciada para o seu município. Em causa está uma central com uma potência de cinco megawatts prevista para a Zona Industrial de Alféolas, da responsabilidade da empresa Nutroton Energias.
A empresa é presidida por Marques Mendes, que em Junho anunciou em declarações ao portal Ambiente Online uma alteração ao projecto inicial fundindo as centrais projectadas para Viseu e Anadia numa só. Litério Marques diz que não foi informado oficialmente da decisão.
Os números do investimento da autarquia no Agitágueda
Setembro 29, 2010
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Municipios, Política, cultura, sociedade, Águeda
A polémica está lançada. Águeda deve apostar na Festa do Leitão ou no AgitÁgueda? Serão os dois eventos comparáveis?
“Os proveitos do AgitÁgueda aumentam de ano para ano”. Esta é a resposta de Gil Nadais, presidente da Câmara de Águeda, às afirmações do presidente da ACOAG, José Castilho, sobre o investimento da autarquia no AgitÁgueda.
Recorde-se que na última edição do nosso jornal, o presidente da ACOAG questionou o investimento do município no AgitÁgueda, defendendo que “Águeda à imagem de muitos outros concelhos tem que investir na promoção do seu turismo, comércio e indústria, já que não possui densidade demográfica suficiente para sustentar os eventos que realiza, seja a Festa do Leitão à Bairrada, o Mundial de Motocross ou o Mundo Rural, para já não falar do Agitágueda”.
(informação completa, incluindo o investimento realizado pela Câmara Municipal de Águeda nos dois eventos, na edição impressa)
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