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‘OuTonalidades’ e ‘O Gesto Orelhudo’ marcam rentrée cultural

Setembro 2, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Municipios, cultura, Águeda

Enquanto o “OuTonalidades” percorre um alargado roteiro luso-galaico de música ao vivo durante quase três meses, o 9º Festival “O Gesto Orelhudo” concentra atenções em Águeda no início de Outubro, para trazer a palco as mais originais propostas internacionais de musicomédia.

No ano em que cumpre 15 anos de actividade, a d’Orfeu consolida as suas propostas de programação e celebra a maturidade do seu projecto cultural com o público! Em Águeda ou desde Águeda.

O circuito do OuTonalidades volta a unir Portugal e Galiza, através de uma alargada rede de espaços que abrem portas à música que se faz, em cada caso, além do Minho. De 22 de Setembro a 18 de Dezembro, durante 13 fins-de-semana, o programa apresenta 70 concertos de 25 grupos em 22 espaços de música ao vivo.

A programação do Gesto Orelhudo contempla uma diversidade performativa de música, teatro, clown, humor e dança, reunindo grupos e artistas de Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Brasil e Austrália.

 

(informação completa na edição impressa)

Universidade Sénior de Águeda vai ser inaugurada para maiores de 50 ano

Apresentando-se como uma resposta sócio-educativa no contexto da formação ao longo da vida, a USEA-Universidade Sénior de Águeda, membro nº147 da RUTIS, visa criar e dinamizar regularmente actividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, dirigidas à população do concelho maior de 50 anos.

Seguindo o informal modelo inglês, das UTIs portuguesas, que nascem no seio de organizações sem fins lucrativos e se socorrem de professores voluntários, a USEA-Universidade Sénior de Águeda abre portas à comunidade aguedense no ano lectivo 2010/2011.

A cerimónia de apresentação pública, inauguração e abertura do 1º ano lectivo da Universidade Sénior de Águeda, criada pela mão da ACSA está marcada para as 18 horas de quinta-feira, dia 7 de Outubro.

Este acto solene decorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda e contará com a presença de algumas individualidades convidadas, dos seus associados, dos seus formadores voluntários e dos seus mais de 50 alunos inscritos no projecto.

 

(entrevista completa na edição impressa)

Danças Ocultas seleccionado para grande evento na Dinamarca (notícia RA)

Agosto 19, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, Municipios, cultura, Águeda

Danças Ocultas, o quarteto aguedense que tem a concertina como instrumento comum, está entre os 40 artistas seleccionados a nível mundial para fazer a sua apresentação em espectáculo durante a feira do mercado a “wold music”, que se realiza no final de Outubro em Copenhaga (Dinamarca).

Trata-se de um evento que reúne todos os principais profissionais que se movem no mercado musical mundial, como directores de teatro que programam na área musical, editores discográficos e agentes, entre outros. Até há dois anos realizava-se em Sevilha, sendo que Copenhaga é agora o novo grande centro desta feira, onde se proporcionam contactos ao mais alto nível.

 “Ficámos eufóricos porque pode abrir-nos imensas portas”, referiu Artur Fernandes, um dos membros do quarteto aguedense, contactado pelo RA esta segunda-feira. Portas que antes se abriram a Marisa, Camané e Deolinda, que foi seleccionado em 2009. Mas nem todos os anos há um português entre o grupo muito restrito dos 40 que são seleccionados para se exibiram perante os grandes empresários do mercado musical.

(informação completa na edição impressa)

Panteão dos Lemos: único monumento nacional do concelho foi reconhecido há 100 anos

Agosto 19, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, cultura

A Igreja da Trofa alberga o único elemento do património do concelho de Águeda classificado como Monumento Nacional (Decreto de 16-6-1910) e, por isso, integrado, pelo seu mérito, no Património Cultural Português a nível oficial.

O Panteão dos Lemos justifica o trabalho que se destaca nesta edição do REGIÃO DE ÁGUEDA, a propósito do segundo encontro cultural da Academia de Cultura e Solidariedade de Águeda, promovido no dia 28 de Novembro de 2009.

(destacável de 4 páginas na edição impressa – visita guiada ao Panteão dos Lemos)

Russos na estreia do Festim

Maio 27, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, cultura

Terem Quartet, da Rússia, marca a estreia do Festim, músicas do mundo que se exibirão em vários municípios em mais uma iniciativa da d’Orfeu. Dias 2, 4 e 5 Junho, actuará Cine-Teatro de Estarreja (22h), no Centro de Arte de Ovar (22h) e no Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga (22), respectivamente.

Alexey Barshchev (domra), Mikhail Dzyudze (balalaika baixo), Andrey Smirnov (acordeão) e Andrey Konstantinov (domra) são os mestres! Os Terem Quartet elevaram instrumentos tradicionais como a domra ou a balalaika a níveis de virtuosismo sem precedentes. Com um exuberante desempenho ao vivo, a música de Terem Quartet é pura paixão, uma caixa de ressonância da alma russa.

Estes quatro verteram toda a sua formação superior nos instrumentos que tocam e o seu amor à música é subliminar: com os Terem Quartet, qualquer melodia universal soa a tradição russa. Música vertiginosa com luvas de pelica. A excelência na abertura do Festim 2010!

Festival i arrastou o público de espectáculo em espectáculo

Maio 24, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, cultura

O Festival ‘i’ arrastou o público de espectáculo em espectáculo, no último fim-de-semana, em Águeda. Entre a Biblioteca Municipal, o CEFAS, o Teatro de Bolso do Orfeão e o Espaço d’Orfeu, as propostas sucederam-se a um ritmo sem folgas.

No mês de Maio pela primeira vez, esta nova edição do Festival ‘i’ conviveu com a chegada do calor, proporcionando uma forte vivência cultural à volta das artes de palco. Além das tardes non-stop no sábado e domingo, a que largas dezenas de famílias inteiras acorreram, o evento começou na sexta-feira com espectáculos para as escolas e no sábado de manhã com animação de rua na baixa da cidade. Para a caixinhas das certezas: assim se constrói, em Águeda, o futuro do público cultural.

 

Teatro surdo abordou problema da integração

Maio 17, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, cultura, sociedade

O primeiro encontro de teatro surdo de Águeda, organizado pela Associação Cultural dos Surdos de Águeda, teve como objectivo desenvolver o projecto “Gestos e Silêncios - falam da vida”. Contou com a presença dos grupos de teatro da associação local e ainda da Associação de Surdos de Matosinhos.

O pequeno auditório encheu e o público não arredou pé antes da uma da manhã. Cada grupo apresentou três peças e muitas foram as mensagens que os artistas fizeram passar. Todas elas partiram da experiência dos protagonistas e conduziram a uma reflexão dos fortes constrangimentos que as pessoas surdas sentem na sua integração social.

Foram apresentados temas sobre a integração do surdo nos lares, dificuldades de comunicação entre surdos e ouvintes e vice-versa, os avós e os netos, ser surdo – como ajudar as famílias; surdo rural e surdo citadino.

Todos os temas foram apresentados em língua gestual e foram traduzidos pela intérprete Susana Cortes, dada a existência de vários ouvintes a assistir ao espectáculo.

(informação completa na edição impressa)

Trabalho da d’Orfeu em documentário

A música tradicional é um documento vivo e não deve ficar fechada em si mesma, defende o realizador Tiago Pereira no documentário “Significado - A música portuguesa se gostasse dela própria”, que passou no domingo no festival Indielisboa, no cinema São Jorge (Lisboa).

O filme resultou de uma encomenda que a associação d´Orfeu fez a Tiago Pereira para assinalar 15 anos de dedicação à música tradicional portuguesa. Desse convite, Tiago Pereira fez o primeiro filme sobre a génese de toda a música tradicional e que revela as práticas contemporâneas a partir dela.

Para “Significado”, Tiago Pereira entrevistou Júlio Pereira, Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa, Jorge Cruz, dos Diabo na Cruz, Nuno Rodrigues, da Banda do Casaco, Victor Rua ou a artista plástica Joana Vasconcelos.

Todos eles fazem um enquadramento do passado, presente e futuro da música tradicional portuguesa, ao qual Tiago Pereira junta ainda depoimentos dos fundadores da d´Orfeu, os irmãos Artur, Bitocas, Rogério e Luís Fernandes, assim como o patriarca, Américo Fernandes, fundador da Orquestra Típica de Águeda.

Há ainda dois nomes que fazem a ponte entre o passado e o futuro: B Fachada e Adélia Garcia, a cantadeira que o etnomusicólogo Michel Giacometti descobriu há trinta anos na aldeia de Caçarelhos.

(informação completa na edição impressa)

ADUF traz espectáculo para ver e ouvir

Abril 1, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, cultura

Mestre-de-cerimónias de um projecto que concebeu há uma década para a Expo’98, Salgueiro fez agora renascer Aduf com a cumplicidade musical de José Peixoto, até então guitarrista dos Madredeus.

A partir da inspiração visual do adufe, instrumento de percussão de forma quadrada e origem árabe, tradicionalmente tocado por mulheres na Beira, este espectáculo é uma autêntica celebração musical tocada em adufes gigantes que coloca em harmonia sonoridades árabes, africanas, celtas, e flamencas. Oito músicos em palco estabelecem diálogos com o passado, assentes numa linguagem urbana e contemporânea, com uma sonoridade arrebatadora e um efeito cénico absolutamente surpreendente.

Os bilhetes para os concertos das Sextas Culturais Águeda 2010 podem ser comprados em diversos postos de venda em Águeda e Aveiro. Os bilhetes para o concerto dos ADUF têm o custo de 10 euros no dia do concerto, mas podem ser adquiridos por 5 se pré-comprados até à véspera.

Sara Vidal, vocalista de Luar na Lubre: “Concerto em Águeda foi muito emotivo”

Março 18, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, Entrevistas, cultura

Sara Vidal é a vocalista de Luar na Lubre, o grupo galego que recentemente foi distinguido pela Academia de las Artes y las Ciencias de la Música, com o prémio de Melhor Album de Música Tradicional espanhol. Em entrevista ao nosso jornal, a cantora fala das suas raízes aguedenses, do seu percurso, do que sentiu na noite que actuou no palco das Sextas Culturais e das suas memórias de infância em Águeda

 

P> Qual a sua ligação familiar a Águeda?

R> A minha ligação familiar prende-se com o meu lado paterno. Os meus bisavós, Álvaro Nunes Vidal e Palmira Moreira de Magalhães, eram os donos da antiga Farmácia Vidal, situada antigamente na Rua Luís de Camões, onde ainda está o prédio devoluto, e onde sempre passava as férias de verão da minha infância. Aliás, devo confessar que sempre que vou a Águeda, dá-me muita tristeza ver o estado em que o edifício se encontra, o qual já não pertence à família, e que certamente seria uma mais valia para a cidade a sua recuperação, assim como o restante entorno histórico.

P> Vemos que não perdeu essa ligação a Águeda. Costuma vir cá?

R> Apesar do meu pai ser de Águeda e de termos familiares na região, infelizmente perdemos essa ligação com o falecimento da minha avó Armanda Moreira Vidal (que chegou a pertencer à direcção da ANATA), em 1995, e só no ano passado é que a recuperei, graças ao concerto que demos em Maio, na iniciativa “Sextas Culturais”. Foi um reencontro com Águeda muito grato, mas também muito natural, porque ao fim ao cabo faz parte da minha identidade e das minhas memórias, e desde então costumo visitar a cidade e assistir às iniciativas da d’Orfeu Associação Cultural, formada por um colectivo de pessoas por quem sinto grande estima e admiração pelo trabalho cultural que têm desenvolvido.

P> A actuação em Águeda no ano passado nas Sextas Culturais teve um sabor especial?

R> Sem dúvida! Aliás, pessoalmente é um dos concertos mais acarinhados, precisamente porque foi um misto de emoções. Por um lado, era uma alegria um pouco nostálgica, porque lembrava-me de situações da minha infância e da minha avó, e por outro, confesso que também havia nervosismo, porque no concerto estava presente toda a minha família paterna, que já não via há muitos anos. Foi um concerto muito emotivo.

 

“VIVO EXCLUSIVAMENTE DA MÚSICA”

 

P> É fácil viver da música?

R> Não é, porque é uma actividade muito instável, que varia consoante o número de concertos que se vão fazendo; não temos um salário fixo ao fim do mês. Mas também tudo depende das prioridades e das ambições que se têm. No meu caso pessoal, eu vivo exclusivamente da música e é uma escolha que me realiza completamente enquanto pessoa, mesmo sendo consciente das dificuldades que possam existir.

P> Onde mora neste momento e como foi aí parar?

R> O grupo é da Corunha (Galiza) e como ensaiamos regularmente, entre 2 e 3 dias por semana, actualmente vivo nesta cidade. Antes de me integrar no grupo, já tinha vivido dois anos em Ferrol por motivos universitários, de 2002 a 2004, e quando terminei os estudos, regressei a Lisboa. Depois quando me telefonaram para fazer o casting e fui seleccionada, em 2005, mudei-me para a Corunha, porque temos um trabalho constante de ensaios e concertos. No entanto, há já dois anos que vou regularmente a Lisboa, porque dou aulas de canto tradicional e pandeireta galega no Centro Galego de Lisboa.

P> Guarda alguma memória das férias que passava em Águeda?

R> Tenho uma recordação especial do Souto Rio, das horas que passávamos metidos na água de chinelos, por causa das pedras, e dos pic-nics. Memórias que trazem saudades.

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