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“Nenhum país se pode considerar independente se não tiver garantida a subsistência alimentar” (Amadeu Morais)

Setembro 2, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Municipios, economia, sociedade, Águeda

Amadeu Morais, presidente da Associação de Criadores de Raça Holstein da Região Centro e organizador da Feira do Mundo Rural em Águeda, considerou, em entrevista ao RA (edição impressa), que “nenhum país se pode considerar indpendente se não tiver garantida a subsistência alimentar”.

 

O dirigente e agricultor respondia assim à questão sobre se Portugal deveria apostar mais no sector agrícola, acrescentando que “produz-se menos 50% de trigo em Portugal, 40% na Ucrânia e 60% na Rússia; a Ucrânia é o maior exportador de trigo do mundo, a Rússia é o terceiro maior exportador do mundo…”. E questionou: “onde é que amanhã vamos ter farinha para fazer pão?”

 

Para Amadeu Morais, “os nossos governantes europeus não têm seguido a melhor estratégia” e “a Comunidade Europeia diz que ajuda os agricultores a fazer isto e aquilo mas, na maioria dos casos, por falta de estruturação fundiária, não são candidatáveis”.

 

Aquele dirigente apresenta soluções, numa entrevista onde valoriza a importância do sector agrícola também no âmbito local. “Em Águeda toda a gente, além do mais, é agricultor nas horas vagas”; “foi o dinheiro poupado na agricultura que permitiu o lançamento da indústria em Águeda”; e “quase todos os industriais aguedenses descendem de agricultores” são algumas das ideias expressas por Amadeu Morais.

 

(entrevista completa na edição impressa)

Universidade de Aveiro e CGD desenvolvem projecto de educação financeira

Contribuir para a formação de consumidores mais informados e mais conscientes da realidade financeira e dos desafios do dia-a-dia, é o principal objectivo do projecto Educação+, desenvolvido pela Universidade de Aveiro (UA), através do PmatE (Projecto Matemática Ensino), em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Trata-se de um projecto de literacia financeira, destinado aos jovens entre os sete e os 17 anos, bem como ao público em geral e a todos os interessados em obter mais informações sobre esta temática, cada vez mais actual nos dias que correm. Um projecto que será, em breve, apresentado ao Ministério da Educação.

 

INAUGURAÇÃO

EM ÁGUEDA

 

O projecto Educação+, que conta com o know-how e a garantia de qualidade da Universidade de Aveiro/PmatE e da CGD, pretende, ainda, dotar os consumidores (de qualquer idade, mas com especial enfoque nos mais jovens), das competências essenciais de forma a torná-los mais confiantes na hora da tomada de decisões relativas a questões financeiras.  De referir que se trata de um projecto de âmbito nacional e que prevê a realização de sessões itinerantes de norte a sul do país. A Exposição Educação+ será composta por três módulos e os conteúdos desenvolvidos serão apresentados de forma a dar ênfase à experimentação e ao jogo, como forma de estimular uma possível exploração didáctica destes temas.

A Exposição Itinerante de Educação Financeira/Educação+ será inaugurada no dia 6 de Outubro, em Águeda, onde, durante aproximadamente uma semana poderá ser visitada por todos os interessados na literacia financeira.

(informação completa na edição impressa)

Poder de compra do concelho e região abaixo da média nacional

Águeda é o 101º município (dos 308 do país) com maior índice de poder de compra (79,09), atrás de Santa Maria da Feira (79,35) e à frente de Guimarães (78,92), de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A nível do distrito, Aveiro é o município com maior índice de poder de compra (11º, com 134,02) mas muito atrás do município líder (Lisboa, com 235,74). A capital, de resto, surge muitos pontos acima dos municípios que lhe sucedem nas posições imediatas: Oeiras (172,95), Porto (170,50), Cascais (155,74), Alcochete (144,81), Faro (141,55), Porto Santo (139,92), Coimbra (139,13), Montijo (137,64) e Funchal (135,44). Este é o “top ten”.

 

ÁGUEDA EM

7º NO DISTRITO

 

Dos municípios do distrito de Aveiro, São João da Madeira surge em 12º lugar (131,69), sendo assim o segundo município distrital em índice de poder de compra, depois de Aveiro. Espinho (27º, com 110,53), Ovar (79º, com 85,03), Ílhavo (80º, com 84,83) e Santa Maria da Feira (100º, com 79,35) surgem à frente de Águeda.

Mealhada (111º, com 77,40), Oliveira do Bairro (122º, com 75,35), Oliveira de Azeméis (123º, com 75,01) e Albergaria-a-Velha (124º, com 74,91) são os municípios do distrito que se seguem a Águeda no ranking do poder de compra.

Surgem depois Estarreja (131º, com 73,06), Vale de Cambra (134º, com 72,56), Anadia (147º, com 68,67), Murtosa (185º, com 64,03), Sever do Vouga (192, com 62,64), Vagos (204º, com 61,09), Arouca (234º, com 57,10) e Castelo de Paiva (257º, com 54,29).

(informação completa na edição impressa)

Empresários defendem energia nuclear junto do presidente da República

Os elevados preços da energia em Portugal motivaram mais uma carta da associação, desta vez a Cavaco Silva, perante o qual defendem a energia nuclear como a melhor opção para garantir competitividade e a sobrevivência das PME’s.

A Associação Empresarial de Águeda (AEA) enviou um ofício ao Presidente da República, Cavaco Silva, para “salientar a importância da energia para a retoma económica do país” e protestar contra os elevados preços da energia em Portugal.

A associação aguedense justificou a missiva para “sensibilizar” o Presidente da República “para a necessidade da questão energética entrar nas intervenções oficiais” de Cavaco Silva, “bem como suscitar e contribuir para o debate sobre a opção pela energia nuclear”. Porque, sublinha a AEA, “a competitividade das PME’s assim o obriga”.

Escreveu a AEA que “segundo estatísticas do Eurostat, o preço ao cliente, antes imposto, da electricidade em Portugal é 16% mais elevado que a média da UE 27, e 25% em comparação com a Espanha. A situação do preço do gás natural não é muito diferente, sendo 41% mais caro que na média da UE27, e 20% em relação à Espanha”.

Para os representantes dos empresários de Águeda, “esta desconformidade de preços é insustentável para um pequeno país que enfrenta elevados custos de periferia. Enquanto se mantiver tal situação, Portugal terá inúmeras dificuldades em retomar economicamente. Há um claro esforço das PME’s para competirem nos mercados internacionais mas cujo efeito é subvertido pelas desvantagens competitivas que os preços da energia geram nas empresas portuguesas”.

(informação completa na edição impressa)

Revigrés com novo conselho de gerência

Paula Roque, Augusto Gonçalves e Paulo Conceição assumiram, no passado dia 1 de Abril, o conselho de gerência da Revigrés, com o objectivo de “preservar o legado do passado e construir os caminhos do futuro”.

“Tendo como valores o rigor e a competência, que procuramos traduzir na qualidade e no design dos nossos produtos, a Revigrés prossegue na senda da excelência”, refere o novo conselho de gerência.

Fundada em 1977 por um grupo de empresários, a Revigrés contou durante os seus primeiros 30 anos com a presidência e o impulso de um dos pioneiros: Adolfo Roque. A partir de 2007, a empresa “iniciou um novo modelo de governação, tendo à sua frente uma segunda geração de sócios-gerentes”, com a direcção-geral a cargo de José Manuel Cerqueira.

(informação completa na edição impressa)

Aumento do preço dos combustíveis gera protesto

A Associação Empresarial de Águeda (AEA) apelou, em carta dirigida ao primeiro-ministro José Sócrates, a uma “imediata redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) porque as empresas não suportam mais aumentos”.

Na missiva, a AEA apresenta como “razões” para o seu apelo o facto do custo de transporte estar “a aumentar de forma desmesurada em Portugal, em consequência da recente escalada de preços no país”, situação que “será agravada com a introdução de portagens nas SCUTs”.

(informação completa na edição impressa)

Número de famílias sobreendividadas dispara para o dobro

Carolina Silva, jurista do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Delegação Regional de Coimbra da DECO, falou ao REGIÃO DE ÁGUEDA sobre o sobreendividamento das famílias portuguesas e deixou conselhos úteis

 

P> Como tem evoluído o número de famílias sobreendividadas no país?

R> Nos últimos anos tem-se assistido, em Portugal, a um aumento substancial do número de famílias sobreendividadas, famílias que se encontram financeiramente impossibilitadas de fazer face ao conjunto das suas dívidas. Evolução que claramente se constata quando se atende ao número de famílias que, nos últimos anos, têm recorrido ao auxilio do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, passando de 8.758 no ano de 2008 para 16.726 no ano de 2009. Uma tendência de crescimento que se prevê continuar durante o ano em curso.

P> Quais os principais motivos que estão na origem do sobreendividamento?

R> Actualmente, vivemos numa sociedade de consumo em que a realização pessoal passa pelo consumo de bens e serviços e em que há a percepção de que haverá sempre crédito disponível. Tal facto, aliado à banalização do recurso ao crédito, fez com que muitas famílias se endividassem para além da sua capacidade financeira. Sendo que, a ocorrência de situações inesperadas, como por exemplo desemprego, divórcio, doença, morte ou invalidez de um membro da família, apenas contribuem para o agravamento da situação e dificultam o pagamento atempado das prestações.

P> De que forma pode ser resolvido este problema?

R> As famílias devem elaborar um orçamento familiar, onde registam todos os seus rendimentos e todas as despesas efectuadas, o que vai permitir-lhes gerir de forma mais adequada o dinheiro disponível, diminuir e reflectir sobre as despesas não essenciais e, até mesmo, poupar.

Depois de elaborado o orçamento, a família deve efectuar uma análise crítica em relação às suas despesas, nomeadamente, no que respeita às prestações com crédito.

(entrevista completa na edição impressa)

Junta de Aguada de Cima: Empréstimo para pagar dívidas a fornecedores foi aprovado

A Assembleia de Freguesia de Aguada de Cima aprovou, com uma abstenção, a proposta da Junta de Freguesia de contrair um empréstimo no valor de 6.600 euros, de curto prazo, para “poder pagar aos seus fornecedores, cuja dívida actualmente ascende a 39 mil euros”.

De acordo com a autarquia local, “com o empréstimo aventado, juntamente com o saldo em caixa da Junta, já se poderá honrar com os compromissos mais imediatos. O restante será pago quando a Câmara de Águeda efectuar nova transferência de verbas, o que se estima que seja já no próximo mês”, refere a Junta de Aguada de Cima, para quem esta operação “não se trata de nenhum desequilíbrio nas contas, apenas e essencialmente de manifestar a vontade de mais rapidamente pagar aos fornecedores que colaboram com a Junta”.

AEA considera “imorais” práticas dos Bancos

Março 5, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, economia

A Associação Empresarial de Águeda (AEA) considera “imorais” as práticas que os bancos estão a adoptar. “Referimo-nos em concreto a comissões abusivas cobradas sobre a recepção de transferências interbancárias nacionais, comissões de acompanhamento da operação, portes (como se não fosse obrigação do banco enviar documentos, para efeitos contabilísticos ou para efeitos de discriminação dos débitos, aos clientes), comissão de gestão, comissão de análise, … enfim, comissões por tudo e por nada”, escreveu a associação ao Governador do Banco de Portugal.

Para a AEA, “para além desse rol de comissões, também são abusivos os aumentos dos spreads. Há Micro e PME’s que pagam spreads superiores a 10% que nada tem ver com o risco da actividade mas sim com práticas bancárias ofensivas à actividade empresarial, em claro aproveitamento da pequena dimensão e baixo poder reivindicativo dos clientes”.

(informação completa na edição impressa)

LIQ reúne aliados contra a nova lei da urbanização e da edificação

Março 5, 2010 por admin  
Feito em Actualidade, Arquivo, economia, sociedade

O LIQ - Laboratório Industrial da Qualidade recusa baixar os braços e tem tentado reunir apoios contra o decreto-lei que faz a revisão do regime jurídico da urbanização e da edificação, que Edmundo Fonseca, responsável do laboratório, já classificou de “aborto”.

Recorde-se que a nova lei extingue a necessidade de pareceres sobre os projectos e a realização de inspecções nas áreas da especialidade (electricidade, gás, segurança, telecomunicações, etc), substituindo-as pelos termos de responsabilidade dos respectivos técnicos.

Manuel Farias, também do LIQ, não tem dúvidas em classificar todo o processo legislativo de “ardiloso”, assegurando que “originará insegurança generalizada na edificação e nas suas especialidades técnicas, desemprego de cerca de 600 técnicos das actividades de inspecção técnica, perturbação institucional nas entidades sem fins lucrativos que compõem sem excepção esta infra-estrutura nacional, incentiva a edificação clandestina, a contra-facção de materiais eléctricos e o tráfico de assinaturas”.

(informação completa na edição impressa)

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