Pinto da Costa na ‘Adolfo Portela’: O professor catedrático participou em iniciativa no âmbito da área de projecto sobre ciências forenses... Autarcas e voluntários para o dia “Limpar Portugal”: No âmbito da iniciativa, foram já foram identificadas várias lixeiras no concelho de Águeda... AEA considera “imorais” práticas dos Bancos: Comissões e spreads cobrados pelas instituições bancárias voltam a ser alvo de contestação junto do governador do Banco de Portugal... LIQ reúne aliados contra a nova lei da urbanização e da edificação: No caso do laboratório aguedense as alterações ao regime juridico colocam em causa 37 postos de trabalho e a sobrevivência da própria instituição... Funcionários camarários receberam verbas indevidas: O presidente Gil Nadais mandou fazer dois inquéritos externos, segundo garantiu o próprio na última Assembleia Municipal... Carreira de tiro entra em obras: A estrutura, inaugurada com pompa e circunstância em 30 de Dezembro de 2008 pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não tem sido utilizada... Urgências duplicam espaço: Hospital vê candidatura ao QREN para as obras da urgência aprovada... Membros da Assembleia divididos quanto à necessidade da A32: A A32 e a remodelação do IC2 e o impacto desta nova estrutura rodoviária no concelho foi colocada à discussão... Partidos querem ver esclarecida denúncia ao Ministério Público: O RA ouviu as reacções dos responsáveis pelos partidos políticos em Águeda... Andebol: Juvenis femininos de Valongo ganham zona só com vitórias: Terminou esta terça-feira a primeira fase do campeonato nacional, com as valonguenses imperiais. LAAC e CD Pateira vão à fase complementar...

Autarcas e voluntários para o dia “Limpar Portugal”

A Câmara de Águeda promoveu uma reunião para definir as equipas coordenadoras na iniciativa Limpar Portugal (Grupo de Águeda), contando com a presença de diversos presidentes de Junta e de voluntários já inscritos. O objectivo foi definir as equipas coordenadoras, por freguesia, que ajudarão a desenvolver localmente o projecto no próximo dia 20.

No âmbito da iniciativa “Limpar Portugal”, foram já foram identificadas várias lixeiras no concelho de Águeda. A Câmara solicitou a colaboração dos presidentes de Junta de Freguesia para verificarem se os locais identificados estão correctamente georreferenciados e identificarem outros locais. “Este processo é muito importante, pois só assim sabemos para onde vamos e, mais importante ainda, para onde levamos os nossos voluntários”, referiu Jorge Almeida, a propósito das acções a realizar no dia 20 de Março próximo. A iniciativa terá “pessoas de todas as idades, desde crianças a idosos”.

(mais informação sobre a iniciativa na edição impressa)

Os candidatos, que propostas? (iniciativa RA)

Aproximam-se as eleições autárquicas e, após a divulgação dos candidatos no município de Águeda, o Região de Águeda (edição impressa) iniciou uma série de entrevistas com os cabeças de lista às Assembleias de Freguesias.

Agadão e Castanheira do Vouga foram as primeiras freguesias de uma sequência que terminará apenas em Outubro. Águeda, Lamas do Vouga e Recardãos (12 candidaturas) já têm entrevistas publicadas. Os candidatos respondem às motivações que os levaram a assumir este passo e são convidados a apontar as principais apostas para a freguesia a que concorrem e a comentar o desenvolvimento da mesma  nos últimos anos e quais as perspectivas futuras. O RA solicita ainda um comentários aos respectivos adversários políticos.

(edição impressa)

Urgueira, entrar na máquina do tempo

Quando o Manuel Cego da Urgueira, por volta de 1880, mandou construir um forno muito estranho e invulgar no cabeço do Junqueiro, saldou uma igualmente estranha e invulgar promessa para com a divindade e, em simultâneo, assegurou a notoriedade da Urgueira, a sua aldeia natal, para lá dos séculos seguintes.

Uma geração depois, o filho do Manuel Cego, Manuel Duarte dos Reis de sua graça, completou a obra, mandando construir a expensas suas e com a devida conivência da sua esposa Trindade Maria, uma ermida no topo oposto ao do forno da plataforma que se estende no referido cabeço do Junqueiro. Neste local, a serrania caramulana faz uma pausa nos montes e vales, estende uma manta e descansadamente admira a paisagem larga e longínqua, na sombra fresca dos sobreiros nativos e dos pinheiros semeados.

Com o aparecimento da Associação Etnográfica Os Serranos e o seu projecto socio-cultural, a reconstituição desta peculiar romaria tornou-se realidade, com a cooperação e o contentamento, não apenas da família Duarte dos Reis, mas também da freguesia de Macieira de Alcoba e de toda a comunidade serrana que aderiu maciçamente a este projecto, restituindo de novo à romaria da Urgueira a frequência e o esplendor de há um século atrás.

O forno será aquecido ininterruptamente durante 3 dias e 3 noite, sob a vigilância de Os Serranos, que acampam no local durante uma semana de trabalhos intensos e voluntários. No dia da romaria, o forno está de novo apto a cozer, devorando muita, muita lenha, mas fornecendo fornadas contínuas para responder à procura da broa que continua a não apanhar bolor e mantém todo o sortilégio para todos quantos acreditam que assim seja.

 

A FESTA DA BOROA

 

No Domingo, 23 de Agosto, depois de colocar no forno uma gigantesca boroa com cerca de 100 l de farinha, como reza a investigação do ritual de há um século atrás, segue-se a sagração religiosa com a missa campal, pelas 12 horas, em que os grupos de folclore já tomarão parte activa, ao lado do coral da comunidade de Macieira de Alcoba. Por esta altura, o Parque da Senhora da Guia vai-se enchendo, com os novos romeiros a tomar posição para a hora e o local de abrir os farnéis. Após a procissão, pelas 13 h, a boroa será colocada do forno com todo o seu ritual, para ser mais tarde distribuída pelos romeiros em pequenos nacos.

Cumprida a festa do farnel, aberto e partilhado, é chegada a hora de alimentar a alma, que nesta altura já terá digerido os rituais profanos e religiosos da manhã. São os cantadores ao desafio que costumam abrir a rivalidade e exibir o seu bairrismo sentido. Daqui até as três eiras fervilharem de música, cantares e danças não vai mais do que um fósforo em noite de ventania. E o povo de muitas terras distintas mistura-se e mistura o presente com o passado. Vê-se como nasceu o folclore e como se está a criar um autêntico folclódromo português, na pequenina Urgueira, nos confins altos do distrito de Aveiro, num canto do concelho de Águeda que resistiu ao esquecimento, com tanta teimosia serrana de reconstruir o passado.

 

A FESTA MAIOR

 

Neste festival sem palco nem aparelhagens, muito semelhante ao que a tradição popular do século XIX criou e manteve, estão presentes as regiões de Portugal. Das portas do Minho vem o Rancho das Lavradeiras da Trofa, do Douro Litoral virá o Rancho Folclórico de Paranhos, do Douro Sul virá o Grupo de Folclore de Cidacos, da Beira Litoral participará o Rancho Folclórico de Sever do Vouga, da egião vareira virá o Grupo de Folclore O Cancioneiro de Ovar e, da região do Mondego, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Arzila.

Todos os grupos presentes são membros efectivos ou aderentes e activos da Federação do Folclore Português, envolvidos nos trabalhos de renovação e de reforço da representatividade actualmente em curso. Esta garantia adicional de qualidade é ainda reforçada pela grande motivação que os grupos cultivam e ganham quando pisam o chão da Urgueira.

No final da tarde, o sol prepara-se para se deitar, ao longe, depois de adormecer nos braços da ria de Aveiro. Por esta hora, já se cantou a despedida serrana É tão linda a minha terra, junto ao forno, unindo centenas de vozes e sete tocatas cheias de repetir e repetir e repetir, sentindo que acabam de participar num acto raro e que marca a passagem de qualquer folclorista.

Novo director das escolas de Valongo fala em “constrangimentos” na educação

António Portela dos Santos, o novo director do Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga, considerou que “o quotidiano das escolas está prenhe de constrangimentos”, designadamente “ao nível do elevado número de disciplinas a que, no 3.º CEB, estão obrigados os alunos, ao nível do elevado número de turmas a que alguns professores estão sujeitos, entre muitos outros aspectos”.

O docente falava no acto de posse do cargo, um desafio que considerou “exigente”. Disse repudiar “uma escola de falsas ilusões, que não promove a cultura, o método, o rigor, a exigência, a disciplina e o trabalho”. Por isso, considerou que “tem que  se encontrar estratégias que reduzam os efeitos menos positivos que estes constrangimentos geram”.

(informação completa na edição impressa)

Margarida Arede completou 109 anos

Margarida Lopes Arede nasceu na pitoresca aldeia de Macieira de Alcoba, a 18 de Fevereiro de 1900, trabalhou na agricultura até aos 79 anos, depois do seu marido falecer, foi viver para Águeda, onde se encontra no lugar da Bicha Moura, na casa de uma filha.

Margarida Arede tem três filhos, sete netos e três bisnetos. Durante a festa do seu aniversário que a família lhe proporcionou, Margarida ainda teve folgo para apagar as três velas e um pouco emocionada disse baixinho: “Tenho-vos todos no coração e para o próximo ano cá estaremos para festejar mais um!..”

 

 

 

Aldeia serrana aposta em “lifting” para contrariar despovoamento

Novembro 5, 2008 por admin  
Feito em Arquivo, Freguesias, Macieira de Alcoba

Macieira de Alcôba está apostada em contrariar o despovoamento, provocado pela emigração e envelhecimento da sua população. Foi a pensar nos seus idosos que foram encontradas soluções ao nível do apoio domiciliário, proporcionando assim melhor qualidade de vida a quem lá reside, sobretudo aos acamados.

Um veículo de nove lugares, adquirido em 2006, aproxima a população de Águeda, encurta distâncias, aproximando-as dos serviços de educação e saúde. A reconversão da antiga Escola Primária em restaurante típico, parece ter sido uma aposta ganha e a recuperação das casas, numa espécie de “lifting” da aldeia, conquista cada vez mais adeptos.

(informação completa na edição impressa)