Toques do Caramulo: “Queremos dar palcos novos e públicos novos a cantigas antigas que, para nós, representam valores tão antigos”
Agosto 24, 2011
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Ambicionar uma “maior internacionalização” num “caminho longo, feito sem pressas”. Luís Fernandes, em entrevista ao RA sobre o projecto artístico Toques do Caramulo, fala dos objectivos e dos “ideais” desta criação que tem conquistado públicos, mas também dos concertos recentes em Águeda e na Praia da Barra e do novo disco Retoques.
“O património de cantigas esquecidas da zona serrana do concelho de Águeda” justifica a “singularidade” do repertório exibido pelo Toques do Caramulo e o “esforço de criatividade” permanente.
(entrevista RA e fotos dos espectáculos de Toques do Caramulo, da autoria de André Brandão, na edição impressa)
Levi Guerra em entrevista: “Guardo a memória da Águeda dos campos de milho em toda a sua várzea”
Janeiro 5, 2011
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O aguedense Levi Guerra é o presidente da direcção do Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes, com sede no Porto. Em entrevista ao RA, fala dessa experiência e das relações e ligações que ainda mantém com Águeda.
Fala ainda do papel que os idosos reformados podem ter na sociedade portuguesa e juntos das comunidades. “Um reformado não deve ser atirado para organizações de entretenimento”, advoga.
(entrevista na edição impressa)
Rafael Assunção, um campeão improvável
Outubro 7, 2010
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“É lógico que todos sonhamos… mas com os pés assentes na terra não esperava!”. Rafael Assunção comenta assim, em entrevista ao RA, o seu título de campeão nacional de rampa em BTT, no escalão de juniores masculinos, alcançado em Manteigas. Três quilómetros sempre a subir, com inclinações superiores a 17 por cento, em trilhos de terra batida.
No seu primeiro ano como federado, o betetista do Carqueijo (Barrô) foi surpresa para a esmagadora maioria. “Quando conseguimos obter resultados interessantes entusiasmamo-nos e queremos mais”, disse ao RA para justificar ter passado de uma “equipa de amigos” para o BTT “mais a sério”, federando-se pelo Clube BTT de Águeda. Ruben Almeida, também ele campeão nacional de sub-23, é relevado pelo apoio que lhe tem prestado.
Com 18 anos de idade e caloiro no ISEC – Instituto Superior de Engenharia de Coimbra – Ruben Assunção não se imagina sem praticar este desporto. “Temos de abdicar de muita coisa para que se consigam resultados a este nível”, “a prática desportiva possibilita-me conhecer pessoas e interagir com pessoas de diversas regiões”; e o BTT “é um desporto que tem um carácter físico muito exigente e mete bastante adrenalina” são algumas das muitas ideias apresentada pelo betetista na edição desta semana (6 de Outubro) do RA.
(entrevista completa na edição impressa)
Ténis: Filipe Teixeira é o número um do ranking nacional de sub-16
Setembro 21, 2010
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“Em Águeda evoluo tecnicamente; para pensar num futuro no ténis é preciso outra estrutura”, refere Filipe Teixeira, tenista do Clube Ténis de Águeda, em entrevista na edição impressa do Região de Águeda.
O actual número um do ranking nacional de sub-16, como há dois anos liderava o de sub-14, adverte que “o ser o número um não quer dizer que seja o melhor”.
Ao longo da entrevista revelou-se consciente dos passos a dar para poder, um dia, fazer carreira ao mais alto nível. Quem o conhece melhor afirma que deixa a timidez – um dos traços da sua personalidade – fora dos ‘courts’ para assumir o jogo com total concentração e empenho.
Por isso, e também pelas manifestações de vontade reveladas, regista 50 vitórias em competição e presença em mais 28 finais. Gosta de ter o tempo todo contado, o que lhe permite conciliar os treinos diários e a participação em competições aos fins-de-semana com as obrigações escolares.
(entrevista na edição impressa)
Ruben Almeida (BTT): “tentarei acabar Taça de Portugal entre os cinco primeiros”
Setembro 15, 2010
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A crescer de ano para ano, Ruben Almeida passou de dispensado pelo Crastovães a um dos melhores atletas nacionais de BTT em maratona, sendo de momento o terceiro classificado da geral. Tudo em apenas cinco anos.
Duplo vencedor da Maratona Vale do Vouga, que em Águeda junta mais de um milhar de participantes, o jovem de Póvoa de Vale do Trigo corre actualmente pela equipa do antigo ciclista profissional Rui Lavarinhas.
Comedido nas ambições, sublinha que está no BTT porque gosta. E consegue conciliar as cerca de 22 horas semanais de treino com a vida académica. Ruben Almeida é, antes de mais, um exemplo de persistência, de humildade e de trabalho, atributos que têm possibilitado a evolução galopante nos seus resultados desportivos. Os pés, esses, continuam bem assentes no chão.
(entrevista na edição impressa)
Número de famílias sobreendividadas dispara para o dobro
Abril 1, 2010
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Carolina Silva, jurista do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Delegação Regional de Coimbra da DECO, falou ao REGIÃO DE ÁGUEDA sobre o sobreendividamento das famílias portuguesas e deixou conselhos úteis
P> Como tem evoluído o número de famílias sobreendividadas no país?
R> Nos últimos anos tem-se assistido, em Portugal, a um aumento substancial do número de famílias sobreendividadas, famílias que se encontram financeiramente impossibilitadas de fazer face ao conjunto das suas dívidas. Evolução que claramente se constata quando se atende ao número de famílias que, nos últimos anos, têm recorrido ao auxilio do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, passando de 8.758 no ano de 2008 para 16.726 no ano de 2009. Uma tendência de crescimento que se prevê continuar durante o ano em curso.
P> Quais os principais motivos que estão na origem do sobreendividamento?
R> Actualmente, vivemos numa sociedade de consumo em que a realização pessoal passa pelo consumo de bens e serviços e em que há a percepção de que haverá sempre crédito disponível. Tal facto, aliado à banalização do recurso ao crédito, fez com que muitas famílias se endividassem para além da sua capacidade financeira. Sendo que, a ocorrência de situações inesperadas, como por exemplo desemprego, divórcio, doença, morte ou invalidez de um membro da família, apenas contribuem para o agravamento da situação e dificultam o pagamento atempado das prestações.
P> De que forma pode ser resolvido este problema?
R> As famílias devem elaborar um orçamento familiar, onde registam todos os seus rendimentos e todas as despesas efectuadas, o que vai permitir-lhes gerir de forma mais adequada o dinheiro disponível, diminuir e reflectir sobre as despesas não essenciais e, até mesmo, poupar.
Depois de elaborado o orçamento, a família deve efectuar uma análise crítica em relação às suas despesas, nomeadamente, no que respeita às prestações com crédito.
(entrevista completa na edição impressa)
Sara Vidal, vocalista de Luar na Lubre: “Concerto em Águeda foi muito emotivo”
Março 18, 2010
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Sara Vidal é a vocalista de Luar na Lubre, o grupo galego que recentemente foi distinguido pela Academia de las Artes y las Ciencias de la Música, com o prémio de Melhor Album de Música Tradicional espanhol. Em entrevista ao nosso jornal, a cantora fala das suas raízes aguedenses, do seu percurso, do que sentiu na noite que actuou no palco das Sextas Culturais e das suas memórias de infância em Águeda
P> Qual a sua ligação familiar a Águeda?
R> A minha ligação familiar prende-se com o meu lado paterno. Os meus bisavós, Álvaro Nunes Vidal e Palmira Moreira de Magalhães, eram os donos da antiga Farmácia Vidal, situada antigamente na Rua Luís de Camões, onde ainda está o prédio devoluto, e onde sempre passava as férias de verão da minha infância. Aliás, devo confessar que sempre que vou a Águeda, dá-me muita tristeza ver o estado em que o edifício se encontra, o qual já não pertence à família, e que certamente seria uma mais valia para a cidade a sua recuperação, assim como o restante entorno histórico.
P> Vemos que não perdeu essa ligação a Águeda. Costuma vir cá?
R> Apesar do meu pai ser de Águeda e de termos familiares na região, infelizmente perdemos essa ligação com o falecimento da minha avó Armanda Moreira Vidal (que chegou a pertencer à direcção da ANATA), em 1995, e só no ano passado é que a recuperei, graças ao concerto que demos em Maio, na iniciativa “Sextas Culturais”. Foi um reencontro com Águeda muito grato, mas também muito natural, porque ao fim ao cabo faz parte da minha identidade e das minhas memórias, e desde então costumo visitar a cidade e assistir às iniciativas da d’Orfeu Associação Cultural, formada por um colectivo de pessoas por quem sinto grande estima e admiração pelo trabalho cultural que têm desenvolvido.
P> A actuação em Águeda no ano passado nas Sextas Culturais teve um sabor especial?
R> Sem dúvida! Aliás, pessoalmente é um dos concertos mais acarinhados, precisamente porque foi um misto de emoções. Por um lado, era uma alegria um pouco nostálgica, porque lembrava-me de situações da minha infância e da minha avó, e por outro, confesso que também havia nervosismo, porque no concerto estava presente toda a minha família paterna, que já não via há muitos anos. Foi um concerto muito emotivo.
“VIVO EXCLUSIVAMENTE DA MÚSICA”
P> É fácil viver da música?
R> Não é, porque é uma actividade muito instável, que varia consoante o número de concertos que se vão fazendo; não temos um salário fixo ao fim do mês. Mas também tudo depende das prioridades e das ambições que se têm. No meu caso pessoal, eu vivo exclusivamente da música e é uma escolha que me realiza completamente enquanto pessoa, mesmo sendo consciente das dificuldades que possam existir.
P> Onde mora neste momento e como foi aí parar?
R> O grupo é da Corunha (Galiza) e como ensaiamos regularmente, entre 2 e 3 dias por semana, actualmente vivo nesta cidade. Antes de me integrar no grupo, já tinha vivido dois anos em Ferrol por motivos universitários, de 2002 a 2004, e quando terminei os estudos, regressei a Lisboa. Depois quando me telefonaram para fazer o casting e fui seleccionada, em 2005, mudei-me para a Corunha, porque temos um trabalho constante de ensaios e concertos. No entanto, há já dois anos que vou regularmente a Lisboa, porque dou aulas de canto tradicional e pandeireta galega no Centro Galego de Lisboa.
P> Guarda alguma memória das férias que passava em Águeda?
R> Tenho uma recordação especial do Souto Rio, das horas que passávamos metidos na água de chinelos, por causa das pedras, e dos pic-nics. Memórias que trazem saudades.
Hugo Pereira: Presidir à AIESEC internacional “é algo que sempre desejei e ambicionei”
Março 12, 2010
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Para o aguedense Hugo São bento Pereira, a recente ascensão à presidência da AIESEC Internacional, a maior organização mundial de estudantes universitários ou recém graduados, “representa o culminar de muito esforço e dedicação a esta organização”.
“Após mais de 5 anos envolvido activamente na AIESEC, este passo representa toda a ambição e empenho que sempre tive em chegar longe e demonstrar que ainda é possível atingir objectivos que parecem distantes e impossíveis. Também é algo que sempre desejei e ambicionei e por isso sinto-me feliz por ter atingido este patamar”, referiu Hugo Pereira, em entrevista ao RA (ler na edição impressa).
Afonso de Melo: “Águeda era o Mundo, agora não sei o que é”
Março 12, 2010
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Acha que Águeda se transformou numa espécie de Reboleira e diz que “os donos de Águeda são construtores civis com cabeças cheias de cimento”. Afonso de Melo, escritor e jornalista, autor do livro “Sabiá na Gaiola”, recentemente lançado em Águeda, deixa transparecer, no entanto, uma forte ligação a Águeda.
Em entrevista ao RA (edição impressa), lembra o desafio que lhe foi feito por um grupo de pessoas para se candidatar a presidente da Câmara e fala das famosas escutas e dá a sua opinião sobre a liberdade de expressão em Portugal.
Júlio Pereira: “Tive a sorte do 25 de Abril se atravessar no caminho…!”
Fevereiro 11, 2010
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Em véspera de lançamento do seu próximo projecto, Júlio Pereira vem a Águeda dar um concerto, integrado nas Sextas Feiras Culturais. O RA falou com o músico sobre a sua carreira, a “viragem” do rock para a música tradicional portuguesa e as suas expectativas para o concerto de Águeda
P> Qual o “saldo” de 30 anos de carreira?
R> Positivíssimo! Foi sempre uma surpresa tudo o que aconteceu! Os compositores com que trabalhei, as músicas que fiz, o afecto do público e do afecto que vou recebendo através da Internet.
P> Começou a carreira como músico rock. O que determinou a “viragem” para a música tradicional portuguesa?
R> Foi um processo natural! A partir dos meus 20 anos começo a conhecer os nossos mais importantes compositores com os quais trabalhei entre os quais José Afonso. Pela minha facilidade com instrumentos musicais de corda e pela necessidade de orquestração nalguns temas do Zeca aprendi a tocar cavaquinho. Tocava-o nos concertos de José Afonso (sobretudo no estrangeiro) e mais tarde fiz um disco (em 81) que foi um grande boom discográfico. O próximo disco foi dedicado à Viola Braguesa e anos mais tarde retomo o Bandolim – instrumento que aprendi a tocar com o meu pai, quando tinha 7 anos.
P> Como se incorpora a universalidade das manifestações culturais e a tradição portuguesa no seu trabalho?
R> Isso é como … a comida! Acontece porque gostamos… mas acontece também pelo universo no qual vamos aprendendo e nos vamos desenvolvendo.
De facto tive a sorte do 25 de Abril se atravessar no caminho…! Até então era músico de rock! Só ouvia rock… só tocava rock…! O facto de conhecer vários compositores fez alargar os meus horizontes! Fez também com que eu conhecesse o mundo! Nessa altura o artista português que actuava no mundo era a Amália! Mas, logo após o 25 de Abril, José Afonso começa paulatinamente, a abrir portas para todos nós mais novos. Ter tocado com ele- - e recordo N festivais internacionais, foi de uma importância muito grande para mim! Assim conheci África por exemplo! E quando falo de África falo também da sua música!
P> O último disco lançado é sempre aquele que é mais especial?
R> É… porque ainda está… quente…!
P> Quais são as suas expectativas para o concerto em Águeda?
R> Sempre o prazer! Que eu esteja tão bem disposto, quanto a própria música! E que o público leve isso mesmo de lá! Andamos cá para sermos felizes…!
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