Hugo Pereira: Presidir à AIESEC internacional “é algo que sempre desejei e ambicionei”
Março 12, 2010
por admin
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Para o aguedense Hugo São bento Pereira, a recente ascensão à presidência da AIESEC Internacional, a maior organização mundial de estudantes universitários ou recém graduados, “representa o culminar de muito esforço e dedicação a esta organização”.
“Após mais de 5 anos envolvido activamente na AIESEC, este passo representa toda a ambição e empenho que sempre tive em chegar longe e demonstrar que ainda é possível atingir objectivos que parecem distantes e impossíveis. Também é algo que sempre desejei e ambicionei e por isso sinto-me feliz por ter atingido este patamar”, referiu Hugo Pereira, em entrevista ao RA (ler na edição impressa).
Afonso de Melo: “Águeda era o Mundo, agora não sei o que é”
Março 12, 2010
por admin
Feito em Destaques, Entrevistas
Acha que Águeda se transformou numa espécie de Reboleira e diz que “os donos de Águeda são construtores civis com cabeças cheias de cimento”. Afonso de Melo, escritor e jornalista, autor do livro “Sabiá na Gaiola”, recentemente lançado em Águeda, deixa transparecer, no entanto, uma forte ligação a Águeda.
Em entrevista ao RA (edição impressa), lembra o desafio que lhe foi feito por um grupo de pessoas para se candidatar a presidente da Câmara e fala das famosas escutas e dá a sua opinião sobre a liberdade de expressão em Portugal.
Júlio Pereira: “Tive a sorte do 25 de Abril se atravessar no caminho…!”
Fevereiro 11, 2010
por admin
Feito em Actualidade, Arquivo, Entrevistas, cultura
Em véspera de lançamento do seu próximo projecto, Júlio Pereira vem a Águeda dar um concerto, integrado nas Sextas Feiras Culturais. O RA falou com o músico sobre a sua carreira, a “viragem” do rock para a música tradicional portuguesa e as suas expectativas para o concerto de Águeda
P> Qual o “saldo” de 30 anos de carreira?
R> Positivíssimo! Foi sempre uma surpresa tudo o que aconteceu! Os compositores com que trabalhei, as músicas que fiz, o afecto do público e do afecto que vou recebendo através da Internet.
P> Começou a carreira como músico rock. O que determinou a “viragem” para a música tradicional portuguesa?
R> Foi um processo natural! A partir dos meus 20 anos começo a conhecer os nossos mais importantes compositores com os quais trabalhei entre os quais José Afonso. Pela minha facilidade com instrumentos musicais de corda e pela necessidade de orquestração nalguns temas do Zeca aprendi a tocar cavaquinho. Tocava-o nos concertos de José Afonso (sobretudo no estrangeiro) e mais tarde fiz um disco (em 81) que foi um grande boom discográfico. O próximo disco foi dedicado à Viola Braguesa e anos mais tarde retomo o Bandolim – instrumento que aprendi a tocar com o meu pai, quando tinha 7 anos.
P> Como se incorpora a universalidade das manifestações culturais e a tradição portuguesa no seu trabalho?
R> Isso é como … a comida! Acontece porque gostamos… mas acontece também pelo universo no qual vamos aprendendo e nos vamos desenvolvendo.
De facto tive a sorte do 25 de Abril se atravessar no caminho…! Até então era músico de rock! Só ouvia rock… só tocava rock…! O facto de conhecer vários compositores fez alargar os meus horizontes! Fez também com que eu conhecesse o mundo! Nessa altura o artista português que actuava no mundo era a Amália! Mas, logo após o 25 de Abril, José Afonso começa paulatinamente, a abrir portas para todos nós mais novos. Ter tocado com ele- - e recordo N festivais internacionais, foi de uma importância muito grande para mim! Assim conheci África por exemplo! E quando falo de África falo também da sua música!
P> O último disco lançado é sempre aquele que é mais especial?
R> É… porque ainda está… quente…!
P> Quais são as suas expectativas para o concerto em Águeda?
R> Sempre o prazer! Que eu esteja tão bem disposto, quanto a própria música! E que o público leve isso mesmo de lá! Andamos cá para sermos felizes…!
Ana Lúcia Xavier: “Águeda terá um futuro cultural recheadíssimo”
Fevereiro 10, 2010
por admin
Feito em Arquivo, Entrevistas
“Águeda terá com toda a certeza um futuro cultural recheadíssimo”. Esta é a opinião de Ana Lúcia Xavier, natural de Águeda, que estudou Interpretação Teatral na Academia Contemporânea de Espectáculo no Porto depois da sua iniciação ao teatro na Escola Secundária Marques de Castilho.
Na época, Ana Lúcia Xavier integrou vários espectáculos da d’Orfeu pela mão de Odete Ferreira. Durante a sua formação, teve oportunidade de trabalhar com nomes como António Capelo, João Paulo Costa, Kuniaki Ida, Sérgio Praia, Maria do Céu Ribeiro, Joana Providência, entre outros.
Recentemente, retomou na d’Orfeu o desenvolvimento da sua actividade formativa e criativa. Nesse âmbito, destacou-se como actriz e protagonista no espectáculo “Alma d’Água”, comemorativo dos 75 anos dos Bombeiros Voluntários de Águeda, e prepara actualmente uma criação teatral para a infância, bem como um Workshop de teatro para adultos.
Ana Lúcia Xavier considera ser “muito difícil” alguém viver do teatro ou das artes em geral em Portugal. “As artes em Portugal são pouco valorizadas consequentemente mal pagas. Já tivemos fases melhores, mas penso que também já passámos a pior fase, a fase em que as pessoas não compreendiam a necessidade da presença das artes na sua formação pessoal”
(entrevista na edição impressa)
João Graça: “Novo logótipo do RA é jovem, dinâmico e arejado”
Novembro 14, 2008
por admin
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João Graça, profissional na área do design e publicidade, é o autor do novo logótipo do Região de Águeda. Um logótipo que, na opinião do seu criador, traduz “modernidade conceptual” e “é jovem, dinâmico e arejado como o RA”.
Falar sobre a nova imagem do nosso jornal foi pretexto para ouvir João Graça falar também sobre o seu concelho e a sua terra natal: Barrô.
Para João Graça, “é urgente revitalizar e rejuvenescer o concelho” e “necessário criatividade, ambição, sensatez e, sobretudo, diálogo com todos os intervenientes num processo”. O sucesso do objectivo “só poderá ser conseguido se, de forma séria e apartidária, for encarado como um assunto de vital importância para as gerações vindouras”.
(entrevista na edição impressa)
Nuno Lobo: Arquitecto aguedense conta experiência de trabalho na China
Novembro 7, 2008
por admin
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Nuno Lobo é um jovem arquitecto aguedense que decidiu partir à aventura e foi trabalhar para a China, num gabinete de arquitectura. Em entrevista ao RA, Nuno Lobo fala dessa sua experiência, do país que encontrou, das diferenças culturais e gastronómicas e do desenvolvimento do país que hoje se afirma como uma importante potência económica
P> Como é que surgiu a oportunidade de trabalhar na China?
R>
Surge num contexto de início de carreira, de procura de trabalho e de uma experiência motivante. Fiz uma pesquisa na Internet, enviei alguns currículos e da China veio uma das primeiras respostas. Convidaram-me para ir por um período experimental de três meses e eu aceitei o desafio e fui trabalhar para um gabinete de arquitectura chinês. Numa primeira fase, estive três meses, depois vim a Portugal e regressei novamente à China porque senti que três meses foi muito pouco.
P> A hipótese de ir para a China trabalhar mais tempo está afastada?
R>
Não é fácil, não só por razões burocráticas, mas também pelas diferenças culturais existentes.
P> Pode falar-nos um pouco dessas diferenças culturais? Foi um choque para si?
R>
Acho que os Jogos Olímpicos mudaram a ideia que as pessoas tinham do país. As pessoas pensam que é um país pouco desenvolvido… recordo-me que o maior impacto que tive quando cheguei foi ver o crescimento e a dimensão do país e a evolução que está a ter.
P> Tinha uma imagem muito diferente da China antes de conhecer o país?
R>
Os Jogos Olímpicos, na minha opinião, foram uma manobra de marketing não só internacional mas também interno. Foi uma necessidade de afirmação do próprio país como uma potência. Há claro a questão social e a liberdade de expressão…
P> De que forma se sente essa falta de liberdade de expressão?
R>
Não se sente de forma muito perceptível. Sentimos isso em pequenos gestos do dia-a-dia. Não nos impede de ter uma vida normal… Sente-se na Internet, quando não conseguimos aceder a determinados sites e a toda a informação. Há um controle mais ou menos assumido apesar de eles não assumirem que o fazem. Consta-se que há cerca de 30 mil “net polícias” a verificar todos os sites que são acedidos. Acontecia-me entrar no google e não conseguir abrir um site ou aceder a uma informação. Muitas vezes o que revoltava mais era estarmos a fazer pesquisa para trabalhos e não conseguirmos. Era nisso que sentíamos esse controle. Também se sentia na forma como eles vigiam toda a população. Os “delegados de bairro” são muitas vezes os nossos vizinhos. Ao nível de segurança, é perfeitamente tranquilo, nunca enfrentei problema ou ameaça.
P> Como é que uma pessoa que não está habituada a esse controle lida com isso?
R>
No início o impacto é bastante forte. Vemos polícias e segurança em quase todas as esquinas, mas depois habituamo-nos e já encaramos isso com alguma naturalidade.
Experiência gastronómica
P> E como é que foi a experiência gastronómica?
R>
Antes de ir, a comida era uma das minhas principais preocupações, mas depois vi que podia sempre recorrer ao fast food… O facto de trabalhar unicamente com chineses fez com que tivesse partilhado muitos dos seus hábitos. Ajudou-me a uma maior integração e conhecimento da cultura chinesa.
P> O que é que experimentou mais invulgar?
R>
Experimentei carne de cobra. Não se pode dizer que tenha sido uma boa experiência. Mas pude perceber que isso não é o que os chineses comem habitualmente. Muitos pratos funcionam como atracção turística, mas não fazem parte dos hábitos do dia-a-dia dos chineses. Não é algo que uma pessoa peça habitualmente nos restaurantes. De resto a comida inclui muitos vegetais. É uma comida normal, a confecção é que acaba por ser diferente. Os vegetais, o arroz, a massa acabam por estar sempre presente.
P> As ideias preconcebidas que tinha corresponderam à realidade que encontrou na China?
R>
A impressão que tenho é que a capacidade de trabalho, humana, é muito grande… mas neste momento eles começam a tentar adaptar-se a novos processos. Enquanto que em Portugal duas pessoas fazem um trabalho, lá têm 10 pessoas a fazer o mesmo trabalho. A ideia que temos aqui é que eles trabalham muito; eu nunca senti que eles trabalhassem muito. Não trabalham mais do que nós. Nós trabalhamos mais horas. A mão de obra continua a ser muito barata, essa é uma das grandes vantagens deles, o custo de vida é baixo, conseguem viver com muito pouco dinheiro.
Estive a viver no centro da cidade, num T1, e pagava uma renda normal, de quase 300 euros, mas tinha colegas que viviam nos arredores da cidade em T2 espaçosos com uma renda de 80 euros. Mas viver nos arredores da cidade implicava a deslocação de uma hora para chegar ao centro. Esse foi um dos maiores impactos que senti, a escala e a dimensão da cidade.
P> Aprendeu a falar a língua chinesa?
R>
Conseguir aprender alguma coisa fez parte dessa tentativa de adaptação e integração. Consegui aprender algumas palavras chinesas, o suficiente para estabelecer uma comunicação básica, para pedir isto ou aquilo e deslocar-me. Aprender chinês tornou-se essencial. Só saber inglês não era suficiente. Com os taxistas era quando surgiam as comunicações mais complicadas, quando não sabia nada de chinês. Muitas vezes pensávamos que estávamos a comunicar, mas depois víamos que ainda não tínhamos atingido o tom correcto para nos fazermos entender.
P> Quais os seus projectos para o futuro?
R>
Cheguei há poucas semanas e a minha ideia é conseguir trabalho aqui. Já tenho em perspectiva um projecto, que se vai iniciar agora no mês de Novembro. Quero também trabalhar num estudo que comecei antes de ir para a China e manter sempre o contacto com o gabinete chinês onde estive a trabalhar.
Sá Pereira: Águeda não justifica artérias fechadas ao trânsito”
Novembro 7, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Entrevistas
Sá Pereira, comerciante e docente numa escola do ensino básico, foi eleito comerciante do ano pela Associação Comercial de Águeda (ACOAG). Ao RA fala do “momento difícil” que o sector atravessa, do esforço de modernização e da “falta de uma representatividade forte do comércio tradicional junto daqueles que decidem a organização territorial e autorizam grandes espaços a torto e a direito”.
P> Como vê a evolução do comércio em Águeda?
R>
Estamos num momento difícil para responder a essa questão, temos no entanto que perceber por que prisma se pode apreciar, se pelo investimento, se pelo volume de negócios. Pelo primeiro verificamos que tem havido alguma evolução e modernização, principalmente na parte alta da cidade, falta saber se tem havido o correspondente retorno em volume de negócios para a sustentabilidade do investimento. A evolução do comércio em Águeda está como em todo o país, a sofrer da falta de uma representatividade forte do comércio tradicional junto daqueles que decidem a organização territorial e autorizam grandes espaços a torto e a direito, cumprindo apenas com os interesses dos grandes grupos económicos, não tendo em conta que as cidades precisam do seu comércio para se manterem vivas e sadias.
P> O comércio de Águeda é atractivo?
R>
É e será tão atractivo quanto o quisermos fazer, os comerciantes e os compradores. Não se compra fora de Águeda mais barato que na nossa cidade, mas vai-se comprar fora porque é “chique“. Águeda é boa para ganharmos o nosso ordenado! Mas não merece o nosso dinheiro?
P> Quais os maiores desafios que se colocam ao comércio de proximidade em Águeda?
R>
O comércio em Águeda passa um mau momento, o primeiro desafio será aguentar a crise e conseguir modernizar com sustentabilidade, fazer perceber à população que se leva o dinheiro para fora, não fica cá o necessário para que a modernização se faça. É um ciclo vicioso, se os comércios não tiverem rotação nos seus produtos não haverá possibilidade de investimento.
P> Acha que as intervenções que têm sido feitas na baixa da cidade e outras previstas contribuirão para atrair mais pessoas ao comércio?
R>
Sim, tudo o que for feito para inverter a saída das pessoas para ir “passear” para fora, e, por outro lado, potencie a vinda de visitantes, é bom para o comércio, estimula os comerciantes a investir na modernização dos seus espaços e dá vida à cidade.
P> Acha que a Câmara se tem mostrado sensível às questões do comércio local?
R>
A Câmara tem feito e tem projectado intervenções que vão de encontro a algumas necessidades do comércio local. Dá para perceber que há uma visão de modernidade, de percepção do problema que poderá vir a ser uma cidade sem espaços de lazer atractivos, sem dinâmica de entretenimento, logo sem vida, sem actividade lúdica, sem comércio. Há, no entanto, que rever as opções de estacionamento e circulação na cidade. O comércio necessita de estacionamento próximo, espaços que possam ser polivalentes, por outro lado a cidade é pequena, não justifica artérias fechadas ao trânsito, mas sim com circulação condicionada e de sentido único, permitindo uma boa convivência do movimento automóvel com os peões. Vamos deixar de copiar modelos que nada têm a ver com a nossa realidade. Gostaria de chamar à reflexão alguns actores imprescindíveis no desenvolvimento da nossa cidade: Primeiro, os proprietários que nas zonas comerciais mantêm espaços fechados. Os vossos espaços fechados desincentivam o investimento comercial, empobrecem a cidade e depreciam o vosso património, hoje há possibilidade de fazerem arrendamentos com objectivos, quer de negócio quer temporais, é um acto de inteligência fazer um esforço para valorizar o vosso património e a nossa cidade. Segundo, os comerciantes. A crise é tanto maior quanto maior é o negócio, assim sem a ignorar, temos todas as condições para sermos dos que vão ultrapassar esta crise, temos que estar atentos, unidos e modernizar tanto quanto possível os nossos espaços.
Terceiro, os cidadãos desta cidade e deste concelho. Fechem os olhos por um minuto, imaginem as nossas ruas sem comércio com as portas e montras entaipadas, já possível de ver em algumas artérias das grandes cidades, gostaram?
Jacinto Abrantes: “Internacionalização ainda é vista como um antibiótico”
Outubro 30, 2008
por admin
Feito em Arquivo, Empresas, Entrevistas
Jacinto Abrantes, director comercial da Sociedade Comercial do Vouga, em resposta a cinco questões colocados pelo Região de Águeda, considera que a internacionalização ainda é vista como um antibiótico para as dificuldades
P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?
R>
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?
R>
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.
P> Quais são as suas maiores dificuldades?
R>
Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.
P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?
R>
Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.
Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.
P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.
P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?
R>
Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.
A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.
Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.
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