Volta.ao.Mundo@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Janeiro 17, 2013 por admin  
Feito em Opinião

Rio Grande do Sul (Brasil), Tampere (Finlândia), Munique (Alemanha), Mérida (Espanha), La Sagra (Espanha), Malmö (Suécia), Estocolmo (Suécia), Friburgo (Alemanha), Bordéus (França), Gateshead (Inglaterra), Glasglow (Escócia), Holanda, Bissau (Guiné-Bissau), Ponferrada (Espanha), Valença (Espanha), Sint-Gillis-Waas (Bélgica), Londres (Inglaterra), Riva del Garda (Itália), Bruxelas – várias visitas – (Bélgica), Jilin (China), Gansú (China), Newark – mais do que uma vez – (Estados Unidos da América), Newcastle (Inglaterra), Barcelona (Espanha), Cracóvia (Polónia)…

 

Não, caro leitor, não se trata de qualquer folheto de uma agência de viagens. Os destinos acima mencionados são apenas alguns dos locais visitados pelo Presidente da Câmara Municipal de Águeda, nessa qualidade, no âmbito da participação ou representação do Município em diversas conferências, congressos, colóquios, workshops, etc… Refira-se que algumas das cidades e países mencionados receberam várias visitas do viajado autarca, como são os casos de Bruxelas ou Newark. Estas viagens estão referenciadas nas informações prestadas pelo Gabinete da Presidência a sucessivas sessões da Assembleia Municipal, e não estarão aqui mencionadas na sua totalidade, pois não disponho, neste momento, de todos os ficheiros recebidos. Para além destas deslocações, também há as tão “badaladas” viagens a Singapura e Malásia, frequentemente referidas pelo Sr. Presidente pelos excelentes exemplos que gostaria de ver transpostos para Águeda, ainda que não saiba se se trataram de viagens pessoais ou oficiais…

 

Não pretendo com este “resumo” pôr em causa a validade e relevância das viagens, e reconheço que nenhum município ganharia coisa nenhuma fechando-se ao Mundo ou limitando-se a olhar para o próprio umbigo. Existem bons exemplos por esse Mundo fora, e é bom que saibamos aprender com os melhores. Agora, parece-me que nos tempos que correm, mais do que nunca, é fundamental garantir a gestão parcimoniosa dos cada vez mais escassos recursos disponíveis, e avaliar criteriosamente a forma como se gasta cada cêntimo do erário público.

 

Como disse – e repito – não ponho em causa a importância das deslocações do Presidente da Câmara, mas entendo que seria muito bom que soubéssemos, de forma clara e precisa, quais os custos e os benefícios das mesmas. Será assim tão difícil – ou incómodo – apresentar um simples relatório de viagem, mencionando os respectivos âmbito, custo, objectivos, potencial interesse para Águeda e, posteriormente, um balanço dos benefícios efectivos decorrentes da viagem?

 

Na última Assembleia Municipal tivemos conhecimento do Relatório da Auditoria no âmbito do Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas, e ficámos a saber que foi pedido ao Presidente da Câmara “(…) que cada deslocação seja associada com o objectivo da mesma bem como se, à posteriori, tal deslocação produziu alguns efeitos relevantes - concretos - que se tenham traduzido em iniciativas de benefício directo da própria autarquia ou da comunidade municipal?”, e que (citando o relatório), “o Sr. Presidente da Câmara recusou responder alegando que estaria disponível para discutir esse assunto e dar as informações especificamente pedidas, em sede de Assembleia Municipal.”

 

Conhecendo o funcionamento da Assembleia Municipal, os assuntos ali analisados e deliberados, as extensas ordens de trabalhos, as sessões – como a última, por exemplo – que se arrastam até às 3 e meia da manhã, e a forma como o Sr. Presidente tem desvalorizado as questões e pedidos de informação que ali lhe são colocados, temo que esta resposta (remetendo esclarecimentos para a AM) apenas vise manter tudo como está, apelando à imaginação de cada um para descobrir os objectivos e, mais importante, os resultados das “viagens presidenciais”.

 

Não digo, ou sequer insinuo, que o Dr. Gil Nadais corra o Mundo sem objectivos que não sejam em prol do concelho de Águeda; tampouco me preocupa se fica instalado no Hilton ou num hotel de gama média. O progresso e a inovação dificilmente surgirão se nos agarrarmos a comportamentos miserabilistas e compreendo que estas viagens possam ser um investimento válido. Mas parece-me que há certos limites e, acima de tudo, certas práticas, que só ficariam bem ao senhor Presidente. Não gostaria mesmo nada de, um dia destes, ver o meu Presidente de Câmara comparado a um certo Presidente da República com perfil de “globetrotter”, imortalizado numa célebre imagem em calções em cima de uma tartaruga nas paradisíacas Ilhas Seychelles, certamente trabalhando em parcerias e soluções vitais ao futuro do nosso país. Já agora, haverá vias cicláveis em Bora-Bora? Talvez seja melhor ir lá ver isso…

(*) - Membro da Assembleia Municipal de Águeda pelo PSD

Águeda é o país… , por Santos Silva (*)

Novembro 13, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Habituámo-nos a ouvir esta frase com alguma frequência, no sentido de ufanamente relevar a importância da cidade no panorama nacional. Claro que isto reflectia uma vaidade admissível, mas que só romanticamente coincidia com a realidade.

Hoje, estamos perfeitamente de acordo com o aforismo em epígrafe, pois finalmente atingiu o estatuto que vinha reivindicando e que perdeu a sua carga romântica. É pura realidade!

Assim, Águeda é realmente o reflexo de um país que se tornou palco de atropelos à dignidade e ao bem-estar dos seus cidadãos. Num país em que os governantes apenas impõem sacrifícios e austeridade sobre os tristes e amachucados Portugueses, sem que imponham a si próprios a solidariedade dessa austeridade. Antes, pelo contrário, aumentam as despesas e engordam os seus proventos à custa dos pobres maltratados. 

Assistimos em Águeda, numa época em que temos conhecimento de famílias que passam fome, e cujas necessidades sociais cada vez mais se agravam, a um esbanjar indecoroso de milhões de euros num conjunto de obras de muito dúbia pertinência e questionável utilidade. Não adianta vir com o chavão de “Velho do Restelo” ou com a estafada desculpa de que era preciso aproveitar verbas que vinham não sei de onde, nem tão pouco com o que se tem ouvido de que é preciso esperar para ver o que das obras vai nascer e só então nos pronunciarmos… O que já é visível dá-nos a certeza de que o esbanjamento é real e que o resultado final da obra será muito medíocre, a saber no Jardim virado rotunda Conde Sucena, na Praça 1º de Maio e no Cais das Laranjeiras. É voz comum dos Aguedenses que aquelas obras descaracterizaram Águeda-a-Linda (apesar de esta pouco ter de característico para além dos pastéis), tornaram estes locais inóspitos, frios e pouco acolhedores, o que justifica o afastamento das pessoas.

Num governo autista, que não ouve e só impõe com o posso, quero e mando, os valores democráticos esmorecem e as preocupações sociais são esquecidas. Os Portugueses não são ouvidos para nada, por muito que protestem. Também neste vector podemos assemelhar Águeda ao país. Sabemos que alguns dos próprios responsáveis autárquicos fiscalizadores da actividade do poder executivo desconhecem os grandes pormenores, limitando-se a linhas gerais e, mesmo estas, muito mal definidas. Assim vai a democracia também neste reino…

A única diferença entre Águeda e o país é que aquela é a primeira cidade inteligente! Assim, tem à disposição do seu presidente e funcionários uma dúzia de bicicletas eléctricas como exemplo de desenvolvimento sustentável! Além disso, Águeda tem um sistema de iluminação pública altamente sofisticado que nos deixa à escuridão absoluta no início da noite. Inteligência? Sim, porque Águeda também “descobriu” a separação de lixos para reciclagem, etc. Assim sendo, afinal Águeda não é o país. Está muito à frente. Gaspar & Passos têm muito que aprender!

(*) - Colaborador

Está.bem@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Novembro 12, 2012 por admin  
Feito em Opinião

A confirmar-se a intenção do Presidente da Câmara Municipal de Águeda em endurecer posições no presente conflito de interesses entre a autarquia e a empresa AdRA – Águas da Região de Aveiro, penso que se trata de uma boa notícia para o concelho.

Segundo a imprensa regional, a que se juntam algumas recentes intervenções do Dr. Gil Nadais na Assembleia Municipal, a autarquia terá enviado uma proposta à AdRA tendo por objectivo “colocar um ponto final nos sucessivos adiamentos dos investimentos que são necessário no concelho”. O jornal Diário de Aveiro avançou que “o documento-proposta remetido à AdRA é assinado pelo presidente da autarquia, referindo que “os investimentos previstos para o concelho estão irremediavelmente atrasados, não sendo realista pensar que possam ser recuperados de forma a que as expectativas criadas às populações sejam concretizadas, uma vez que estava previsto terminarem em Dezembro de 2012”.

Recordo que, aquando da concessão dos serviços de águas e saneamento, a mesma pressupunha obrigações de ambas as partes: por um lado, a CMA assegurava que os utentes iriam suportar taxas muito mais elevadas do que as praticadas até então; por outro, a AdRA, graças a esta revisão de tarifários, e à possibilidade de obter financiamentos externos em condições mais vantajosas, garantiria a construção das infra-estruturas ainda necessárias, bem como a manutenção das existentes. O resultado é conhecido: os preços da água e do saneamento subiram em flecha, mas a AdRA não realizou um centímetro das obras a que estava obrigada.

Bem pode a AdRA (e o presidente da Câmara) alegar que a culpa é do Governo, que as obras não avançam por este ou aquele motivo. A verdade é que a AdRA é uma empresa que assinou um contrato e assumiu responsabilidades. Nós, os consumidores, cumprimos – dolorosamente – a nossa parte, pagando o que nos exigiram. Eles não.

Não conheço em profundidade a situação financeira da Câmara Municipal mas, se o Presidente garante que está em condições de assumir a responsabilidade de executar os investimentos necessários (presumo que, com recurso a capitais próprios, verbas a receber da Adra e eventuais financiamentos dentro dos limites permitidos à autarquia), então é de avançar, sem medos. Pior do que estamos, certamente, não ficamos…

Mas há mais: o Dr. Gil Nadais avançou com a possibilidade de também sair do programa “Polis Litoral Ria de Aveiro”, exigindo que o município seja ressarcido das verbas entretanto avançadas, sem que o projecto tenha trazido quaisquer vantagens para o concelho.

Quando se paga adiantado – e bem – por serviços contratualizados, o mínimo esperado é que as partes cumpram as suas obrigações. Não sendo o caso, para mais tratando-se de dinheiros públicos, há que dar um murro na mesa e resolver de uma vez o problema. Duplos parabéns, portanto, por ambas as iniciativas, Dr. Gil Nadais. Espero que seja bem sucedido nestas negociações, e que as mesmas se concluam com a maior brevidade. Águeda não pode esperar mais.

Está.mal@Águeda.pt

Certas medidas, por mais bem intencionadas que sejam, quando aplicadas de forma cega e exagerada, podem revelar-se contraproducentes. A autarquia aguedense decidiu – e bem – que era necessário poupar nos gastos com a iluminação pública. A decisão de apagar, de forma intercalada, algumas lâmpadas e postes em diversas ruas, foi acertada e deve ser aplaudida. Já a insistência, muito para além do razoável, em manter apagada a totalidade da iluminação em diversas zonas da cidade e zonas limítrofes, é uma tontice. Não sei se o controlo é feito de forma automática (sensores de luminosidade) ou se são programações horárias arbitrárias. O resultado é que não podia ser pior: ruas em plena escuridão ao anoitecer, zonas industriais no mais escuro breu quase toda a noite, enfim, um autêntico “manto de  trevas” que nem a crise pode justificar, e que acrescenta vários perigos para todos os cidadãos.

Havia mesmo necessidade?…

(*) - Membro da Assembleia Municipal de Águeda (PSD)

A César… só o que é de César , por António Martins (*)

Novembro 11, 2012 por admin  
Feito em Opinião

A erosão social provocada pelas mudanças aceleradas a que o mundo tem estado sujeito nos últimos anos coloca-nos ao alcance de desafios tão difíceis quão difícil seria imaginar que no início do século XXI o cenário pudesse ser este. Cada dia que passa produz mudanças de tal ordem que algumas delas nunca as chegaremos a conhecer mesmo que venham, mais tarde, a evidenciar influências notórias nas nossas vidas. Enfeudados nos nossos arcaicos valores ou no medo do que aí vem corremos o risco de, ao não querer mudar, dar razão a quem há mais de duas décadas escreveu: “…está a surgir na nossa vida uma nova civilização e por toda a parte há cegos que tentam suprimi-la. Esta nova civilização traz consigo novos estilos de família; modos modificados de trabalhar, amar e viver; uma nova economia; novos conflitos políticos, e além de tudo isso também uma percepção modificada. Existem hoje partes dessa nova civilização. Milhões já estão a sintonizar a sua vida com os ritmos de amanhã. Outros, aterrorizados com o futuro, entregam-se a uma desesperada e inútil fuga para o passado e tentam restaurar o mundo moribundo que lhes deu vida.”

Países de segunda linha, como Portugal, padecem mais desta evidência que urge tentar modificar. Apesar dos muitos constrangimentos de que padecemos uma realidade nos deve deixar motivados: temos hoje a geração mais qualificada de sempre. É nela que precisamos acreditar para inverter o ciclo da história. Fizemos demasiados investimentos nos últimos vinte anos para os desperdiçar em vagas de desespero em vez de os procurar rentabilizar em impulsos de esperança.

Todavia, enquanto a realidade evolui, inexorável, transferindo geograficamente a riqueza de umas – também da Europa - para outras zonas do globo, obrigando a reajustes sociais de impactos previsíveis, as sociedades europeias – de matriz histórica claramente social - enfrentam o paradigma da mudança exercendo sobre os estados uma enorme pressão à qual os mesmos começam a ter dificuldades de dar resposta directa, por muito que acentuem sobre os cidadãos uma tenaz tirania fiscal. No caso específico português a crescente crise económica e social eleva a dificuldade do estado em ajudar o número crescente de cidadãos atingidos pelo desemprego e pela precaridade social. Independentemente da implementação de Orçamentos de Estados com os quais possamos, do todo ou da parte, discordar – e medidas há com as quais estamos claramente em desacordo – numa coisa o Ministro das Finanças tem, na minha opinião, razão quando afirma que “o que os portugueses exigem do estado é claramente desproporcional ao que estão disponíveis para lhe dar”.

É neste contexto que facilmente concluímos que, ao ser “pressionado” a distribuir cada vez mais colectando cada vez menos, o governo, sem dinheiro - seja ele de que cor for - terá crescentes dificuldades de minorar, por si só, as emergências sociais que o país enfrenta. É assim necessário que outras entidades públicas e privadas entrem em cena, providenciando algumas “compensações” complementares que aliviem, por um lado, a carga sobre o contribuinte e, por outro reajustem os seus projectos no sentido de não “destruir” riqueza disponível com projectos claramente não produtivos. Falo objectivamente das Câmaras Municipais e dos seus Planos e Orçamentos. Também elas são sorvedouro de uma panóplia de impostos que incidem sobre o bolso do cidadão. Numa época de emergência social é, penso eu, tempo de pensar em deixar no bolso do cidadão algum do dinheiro que por direito, lhe pertence em vez de cooperar “inocentemente” na volúpia fiscal para mais tarde, criteriosamente, gerir a sua devolução como “simpático altruísmo autárquico“. E há muito mar por onde lançar a cana. Vamos ficar à espera do próximo OPA, da CMA, para medir se o grau de exigência política regista o “mesmo padrão crítico” que uns quantos – nalguns aspectos, com razão – têm descarregado sobre o governo central.

Mesmo que em nome do Império…cuide-se, por razões óbvias, de não deixar os romanos de bolsos vazios.

(*) - Membro da Assembleia Municipal de Águeda (CDS/PP)

Brincar com Pessoas!!! , por José Marques Vidal (*)

Novembro 10, 2012 por admin  
Feito em Opinião

O desgoverno do PSD / CDS continua na sua marcha imparável, levando para o abismo os sonhos, os anseios, os desejos, as almas, os corpos , os olhos marejados de desespero, de milhares de pessoas, para eles números, sem emprego, sem dinheiro, sem saúde, sem esperança de alguma vez poderem ser alguém.

Os políticos do PSD / CDS que antes atacaram o governo anterior, muitas vezes com razão, na falta de princípios, no favorecimento, no encobrimento de situações menos claras, no aumento indiscriminado de impostos, na má aplicação dos dinheiros públicos, no aproveitamento do estado, são os mesmos que agora reproduzem os malefícios, sem um pingo de vergonha, ao afirmarem hoje o contrário do que então diziam.

Um governo de “Relvas” ministro, a adjuntos, assessores, secretários, diretores, nomeados a pedido, a cartão de partido,  todos “relvinhas”, não é um governo, é uma vergonha para aqueles que sofrem e vivem de um trabalho diário de sacrifícios, como antes já aconteceu.

Não perceber, ou não querer perceber isto, como é o caso do primeiro ministro Passos Coelho e do PSD / CDS é levar o País para uma situação nebulosa, onde vale tudo e impera a lei do mais forte, a do compadrio, dos detentores do dinheiro, daqueles que falam em 1 milhão de desempregados, como falam de ter perdido 1 milhão de euros em jogos e conluios da bolsa.

Temos um governo que a coberto de uma intervenção da Troika, usuários que nos emprestam dinheiro a 4% de juros, “brinca” com as pessoas, como ratos de laboratório, fazendo experiências de modelos económicos, de modelos de sociedade, estudados pelos nosso ministros e assessores, em grandes universidades, bancos, sociedades financeiras que como principal cartão de visita, apresentam o falhanço de todas as previsões e o terem levado à fome e desespero, milhões de pessoas pelo mundo inteiro, à conta da sua ganância.

Existem, mesmo contra a vontade do governo, o Sr. António que encerrou a loja da família e teve que ir viver para a terra com os seus pais, aposentados dessas lides, a Maria e o João, licenciados, casados, sem filhos, sem casa, desempregados de uma caixa de supermercado, a viver num quarto de uma tia-avó, a Alice funcionária pública zelosa dos seus deveres, das suas obrigações e que devido aos cortes, não consegue pagar os empréstimos que lhe concederam de boa fé, os banqueiros que tudo ganharam em anos e anos, o Francisco, trabalhador na construção em biscates aqui e ali que mal tem dinheiro para alimentar o filho de casamento mal dado, quando chega ao casebre sem casa de banho, existem, existem, existem e são PESSOAS

Os “bons alunos” do governo e os “hipócritas” do PSD e CDS, discutem taxas e mais taxas, tachos e mais tachos, sorriem entre eles como bons rapazes, seguem o monocórdio do Gaspar de forma cega, acreditando que quem até hoje sempre falhou, mentindo sempre ao povo, alguma vez irá acertar, como que por milagre, dando de barato o sofrimento das pessoas, o desespero das famílias, a fome e mesmo o suicídio de alguns.

O Governo e os seus apaniguados do PSD / CDS,  disseram que estávamos a melhorar que em 2013 já iriamos recuperar, ficaram espantados com o aumento do desemprego, com a baixa da receita, com a recusa desses malditos trabalhadores em pagar a TSU, acham que o povo é mal agradecido quando não aceita o aumento “brutal” dos impostos que nos irá salvar, não compreende que ninguém acredite que irão cumprir as metas definidas, estranha que não haja aplausos às ideias brilhantes de baixar 10% as prestações sociais mais baixas, de beneficiar com apoios as escolas melhores em vez das piores, de reduzir o tempo de subsídio de desemprego num país sem empregos, de acabar com freguesias sem que existam benefícios.

Temos um governo totalmente incompetente, com os mesmos defeitos obscuros dos anteriores, apoiado por deputados que eles acham ser uma “camarilha” que só tem que obedecer e que está vocacionado para governar sem esses chatos que são as pessoas que constituem o povo ignorante que não os percebe.

Já que não temos governo, só nos resta juntar forças, ser solidários com quem mais sofre, não permitir a desistência das pessoas, trabalhar de forma afincada para vencer algumas das dificuldades diárias, falar com os outros, beber um copo, rir do futebol, afastar as tristezas, comunicar, não deixar que se imponha o silêncio do isolamento e já agora tentarmos arranjar alguém que nos governe e que nos considere PESSOAS.

(*) - Membro da Assembleia Municipal de Águeda (PS)

Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão? , por João Graça (*)

Novembro 10, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Há um provérbio árabe que diz “se uma pessoa te chamar burro, ignora-a; se várias pessoas te chamarem burro, desconfia; se todas as pessoas te chamarem burro, verifica se tens cascos”. É possível que uma ou muitas pessoas possam estar erradas, mas é pouco provável que todas as pessoas incorram no mesmo erro.

É possível convencer uma criancinha que o rio acaba depois da curva até onde ela o consegue ver, mas basta leva-la até lá para ela perceber o erro em que foi induzida.

Sabemos que a grande maioria das pessoas que mandam construir uma casa, dificilmente a concluem sem proceder a alterações do projecto. Isto acontece porque a dita maioria das pessoas não possui um conhecimento elementar de arquitectura e dificilmente compreende, de forma razoável, o conceito espacial em abstracto. No entanto, após paredes erguidas, percebem de imediato que algumas divisões são manifestamente pequenas ou demasiado grandes, relativamente ao que tinham imaginado e, não raras vezes, alteram a localização de portas e janelas porque entendem que as inicialmente propostas no projecto não servem o racional uso que lhe pretendem vir a dar.

 

Estou em crer que se o projecto das obras, chamado de regeneração urbana, proposto para a avenida Eugénio Ribeiro e áreas circundantes, fosse posto à apreciação da população, as pessoas fariam uma interpretação das plantas, mais ou menos acertada, mas aceitariam a proposta delegando nos autores do projecto o resultado final da obra.

No entanto, restam-me poucas dúvidas (ao que vejo e pelo que vou ouvindo) que após a conclusão da empreitada o resultado final possa agradar a alguém.

Deixámos de ter uma avenida e uma praça para passarmos a ter um emaranhado de vias com uma coisa lá ao fundo.

Podem-se invocar todos os argumentos e explanar imensos conceitos em defesa da obra feita mas não serão, seguramente, suficientes para demolir o mais elementar bom senso que a prática e o bom gosto determinam.

Dizia o saudoso José Hermano Saraiva, a propósito da estética do novo-riquismo, que é costume dizer-se que os gostos não se discutem mas, acrescentava, que essa afirmação não impedia que houvesse o bom gosto e o mau gosto.

 

Um dos objectivos da dita regeneração urbana, ao que sei, era evitar os carros dentro da cidade. Além do erro primordial imposto por esse conceito - pois é certo e sabido que aonde não vão carros não vão as pessoas – conseguiu-se um feito inédito: teremos menos carros mas durante mais tempo. É indesmentível que passará a haver menos de metade dos lugares disponíveis para estacionar automóveis nas áreas intervencionadas mas, pasme-se, passaremos a ver muitos mais carros do que anteriormente. Não por haver, de facto, mais carros mas pela simples razão de que nos plantaram os carros em frente dos olhos.

Dispostos de forma serpenteada, os carros estão sempre presentes quer vamos a conduzir quer circulemos a pé. Se vai passar a ser difícil estacionar, não irá ser mais fácil sair de marcha atrás e com pouca visibilidade. Viaturas mais compridas do que o normal, ficarão com a frente na via ciclável ou com o rabo no meio da estrada. Conseguir ver a avenida de uma ponta à outra, já foi…

Curiosamente, apesar da preocupação de desimpedir e desobstruir, tudo parece mais impedido e mais obstruído!

Na questão não menos preocupante da drenagem de águas (apenas afectará quem lá tiver que passar)  a coisa promete. A chuva ainda mal se fez sentir e a festa já começou.

Mas, como diria a outra, tudo foi e é uma festa.

(*) – Rubrica “Fractura Exposta”

Aniversário em tempos de crise… , por Abrunhosa Simões (*)

Novembro 1, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Era sobre Águeda que hoje deveria falar, como o sugerido por Augusto Semedo ao solicitar-me texto para o número comemorativo do 14º Aniversário do Região de Águeda.

Antes de tudo um sincero abraço de parabéns ao Director e a todos os colaboradores do Região de Águeda por mais este aniversário. Um aniversário triste como os tempos que vivemos. Triste por culpa de outros, mas triste…

Não deixarei pois de falar na nossa terra ainda que de forma muito rápida, mas seria insensível se não abordasse também a tragédia que assola a vida dos portugueses.

Quando em Águeda o tema forte é a redução do número de freguesias do concelho, redução feita de forma arbitrária, injustificada e incoerente, considerando apenas o falso motivo da redução da despesa e esquecendo as relações sociais que ao longo da história uniram povos em torno de interesses comuns, que tinham no seu território o “leitmotiv” da sua existência. No país o tema correspondente é o aumento do desemprego, o definhar da economia, a perda de soberania, a fuga dos jovens que, com o esforço colectivo ajudámos a formar e agora têm de emigrar para poder sobreviver.

É o caos, que no limite pode conduzir a que, quase 1.000 anos de história como nação, se esboroem com a tempestade a que nos conduziram.

Tal estado de coisas só foi possível porque temos um governo insensível e incompetente, pela forma contraditória como lança medidas e rapidamente as deixa cair para apresentar outras ainda mais ridículas e gravosas, totalmente desconhecedor das regras básicas das ciências sociais e que em nome da ciência económica, que também desconhece, como prova a situação a que conduziu em pouco mais de um ano o país com as fronteiras mais antigas da Europa.

Só um Governo formado por gente culturalmente rasteira e sem qualquer sentido de dignidade e de patriotismo, vendida ao grande capital financeiro internacional, cuja imagem pode ser tipificada pela Goldman Sachs, considerada consensualmente em todo o mundo como o POLVO, que tem em Portugal como peões um Moedas como Secretário de Estado e um Borges como conselheiro governamental, se poderia prestar a tal traição.

Mas falando também de Águeda e das consequências da crise no nosso concelho, consequências económicas de todos conhecidas (encerramento de empresas, desemprego brutal, fome, ,,,) e também politicas, resultantes do comportamento da generalidade dos deputados municipais (com minúsculas pois!…), ao abdicar do seu direito inalienável de gerir a organização do território do concelho e de defender a vontade dos seus munícipes.

Tanto que haveria para dizer!

Será que tudo isto não chega para que de uma vez por todas, os portugueses e portuguesas que criam a riqueza que o país produz, consigam congregar os seus esforços para correrem com esta gentalha definitivamente da nossa frente?

E que de novo juntos, ajudemos a que Portugal saia do buraco onde nos quiseram enterrar!

(*) – Membro do PCP/Águeda

Encanar.a.perna.à.rã@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Outubro 24, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Encanar a perna à rã – “Não fazer nada; atrasar; não resolver; demorar; empatar; não dar andamento; fingir que se trabalha; mandriar”.

 

Recordei-me desta expressão na semana passada, quando foi oportunamente utilizada por um amigo, a propósito da atitude do Grupo Municipal do Partido Socialista na última sessão da Assembleia Municipal de Águeda. A história é simples e, como tal, deve ser contada da mesma forma: simples.

Ainda com o Governo PS no poder, decorreram conversações entre os vários partidos no sentido de se conseguir uma profunda reforma administrativa no poder local em Portugal. As mudanças seriam assentes em quatro pilares: o sector empresarial local, a reorganização do território, a gestão municipal, intermunicipal e financiamento, e a democracia local. Nesta reforma estaria, portanto, incluída a redução do número de autarquias. A rápida detioração das condições económicas do país, acabou por levar a Troika que nos financia a forçar a inclusão desta medida no memorando assinado pelo Governo de José Sócrates, com o acordo do PSD e CDS. Mal se apanhou fora do Governo, na sequência da demissão e subsequente derrota eleitoral, o PS mudou imediatamente de posição, assumindo uma postura populista, rejeitando a agregação de freguesias, bem como quaisquer compromissos na Lei Eleitoral e redefinição de competências para as autarquias. O Governo, apesar da ausência de acordo (“rasgado” pelo PS) quanto aos restantes pilares da reforma, teve de, responsavelmente, prosseguir a reforma em curso, o que nos trás à actual agregação de freguesias.

 

Goste-se ou não desta medida, o facto é que o espírito da lei é claríssimo no respeitante às mais de 4200 freguesias, e a agregação de algumas era inevitável. Compreendo que seria melhor – muito melhor – que já estivessem definidas as novas competências e recursos das freguesias, o que permitiria aferir mais objectivamente das vantagens das agregações. No entanto, a Lei existe, seguiu todos os trâmites e, como tal, tem força inequívoca para todo o país. A sua não aplicação seria uma ilegalidade de consequências imprevisíveis. Que bom seria, por exemplo, dizer que não concordo com os elevados impostos que me cobram e, em função da minha discórdia da lei, simplesmente não os pagar…

 

Pois bem, aqui chegados, existiam dois cenários: se as Assembleias Municipais emitissem um parecer, aprovando uma proposta de agregação de freguesias, essa proposta, desde que dentro da legalidade, seria respeitada pelo poder central; por outro lado, para os municípios cujas AM não se pronunciassem, a entretanto criada Unidade Técnica para a Reforma Administrativa encarregar-se-ia de, em função de vários indicadores pré-definidos, definir as agregações de freguesias, independentemente da vontade ou das sensibilidades existentes. Por outras palavras, outros (a UTRA, técnicos externos, ou um programa informático) decidiriam por nós…

 

Tudo o que descrevi são factos, não opiniões. E perante estes factos, os Grupos Municipais do PSD e CDS meteram mãos à obra, e trabalharam no sentido de se conseguir uma proposta de agregação endógena, e não imposta “cegamente” de fora. Iniciaram-se conversações entre os grupos, envolveram-se presidentes de Junta, tiveram-se em atenção os pareceres das 13 Assembleias de Freguesia que se manifestaram e, de acordo com a Lei, elaborou-se uma proposta abrangente para a agregação de freguesias no concelho de Águeda. Houve, ainda, o cuidado de fazer depender esta proposta da aplicação efectiva da Lei a todo o território nacional, evitando quaisquer eventuais “excepções” num ou outro município. A proposta foi ultimada, e apresentada na última sessão da Assembleia Municipal convocada precisamente para este efeito.

 

E perguntará o caro leitor, “mas onde é que se tentou encanar a perna à rã”? Resposta: precisamente nesta Assembleia Municipal. Fieis às orientações nacionais, os membros socialistas da AM de Águeda optaram por não apresentar qualquer proposta, e excluíram-se, desde o início, de quaisquer negociações neste sentido. Confrontados com a proposta apresentada por PSD e CDS, não conseguiram disfarçar a incredulidade e, de forma desorientada, tentaram por todos os meios atrasar os trabalhos da Assembleia no sentido de adiar ou evitar a aprovação da única proposta entregue na Mesa. Entre exaltadas contestações ao próprio Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, intervenções “massacrantes” (uma demorou 55 minutos…), sucessivos pedidos de esclarecimento, defesas de honra, enfim, todos os expedientes possíveis e impossíveis serviram para atrasar a evidência da ineficiência socialista. A cereja no topo do bolo veio com a tentativa (felizmente travada pelo bom senso do Presidente da Mesa da AM) de “re-suspender” a AM por mais uma noite (a sessão iniciara-se na Segunda-feira tendo sido suspensa e retomada na Quarta-feira), como se os membros da AM não tivessem vidas -  pessoais e profissionais - já demasiado afectadas por tantas demoras. Apesar desta tentativa de “encanar a perna à rã”, a Assembleia Municipal de Águeda conseguiu aprovar uma proposta válida, evitando que outros de fora decidissem por nós.

 

Uma palavra final para o senhor Presidente da Câmara: fiel à sua ideia peregrina de que nem “deveriam existir freguesias nenhumas”, pelo menos foi coerente, entrando mudo e saído calado de todo este processo, culminando com a ausência na sessão decisiva da Assembleia Municipal. Uma posição lamentável, até porque o órgão executivo deveria ter uma palavra fundamental na condução do processo e na busca de consensos como, aliás, a própria Lei sugere. Pelos vistos, havia coisas mais interessantes para o Presidente da Câmara Municipal de Águeda fazer em Bruxelas…

(*) - Membro do PSD na Assembleia Municipal de Águeda

As.árvores.também.se.abatem@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Julho 18, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Este fim-de-semana, perante o inenarrável e injustificável abate das árvores da Avenida Dr. Eugénio Ribeiro, em Águeda, e após algumas dezenas de “posts” e comentários indignados de vários aguedenses, fui (eu e muitos opinantes nas redes sociais), acusado de “ignorância”, “má fé populista”, “incompetência”, e outros mimos do género (alguns bastante mais graves, mas “apenas” destinados a militantes ou simpatizantes do PSD)…

O autor de tais opiniões foi um ex-dirigente concelhio do partido socialista de Águeda, que ainda fez o favor de explicar que o abate  se trata de um “ato de renovação de uma cidade que tal como o mundo não pode parar no tempo” e que as referidas árvores estavam ”desadaptadas em relação à sua função”.

Desta vez, vou “enfiar o barrete” relativamente à acusação de ignorância, e pedir encarecidamente, que alguém me explique, como a uma criança de quatro anos, porque é que as árvores da Avenida não podiam ficar no sítio, sendo enquadradas no famoso projecto de regeneração urbana. Já que pretendem “quase peonizar” aquele espaço, transformando-o numa espécie de jardim, era mesmo imperativa esta razia?

 

Deficientes.Cívicos.Profundos@Águeda.pt

Cenário: uma das noites mais concorridas do Agitágueda, nos lugares de estacionamento junto ao recinto. Um amigo, portador de deficiência física, tenta pela enésima vez, encontrar vaga num dos poucos lugares (um?dois?) destinados a pessoas com mobilidade reduzida, encontrando-os, como habitualmente, ocupados por veículos não autorizados a estacionar nos referidos locais.

Limitado pela manifesta dificuldade em se deslocar a pé, o meu amigo apela à ajuda da GNR. Perante o habitual “encolher de ombros”, pergunta-lhes, em desespero de causa, o que aconteceria se deixasse o seu automóvel a bloquear os que estavam indevidamente estacionados; a GNR responde que “teria de rebocar o seu carro”. Mais: a autoridade aproveita para o informar que “nestes dias já devia saber que ninguém respeita!“.

Deixando para outra oportunidade a análise à postura de uma autarquia que produz discursos sobre a “aposta na mobilidade”, mas que, após os mesmos avisos e pedidos ano após ano, não consegue mobilizar os seguranças do evento para controlarem este tipo de situação, queria chamar a atenção dos leitores para esta inqualificável actuação das forças de segurança locais. Prontos para rebocar a viatura do meu amigo, mas indisponíveis para fazer o mesmo com os estúpidos que tinham os carros indevidamente estacionados, acabando por os desculpabilizar.

Finalmente, dirijo-me aos energúmenos portadores de “deficiência cívica profunda” que continuam a estacionar indevidamente nos locais de estacionamento reservados (seja no Agitágueda, nas ruas, nos hipermercados, nas praias, etc): sugiro que procurem um hospital psiquiátrico e tratem de obter a documentação que, sem hesitar, qualquer médico lhe conferirá…

Resta-me saber se, conforme alguém da Câmara Municipal prometeu ao meu amigo, o problema seria resolvido no dia seguinte. Pode ser que tenhamos uma boa surpresa, mas, dado o historial da situação, confesso o meu cepticismo…

 

Chapéus.há.muitos@Águeda.pt

A instalação artística que encheu de chapéus-de-chuva coloridos algumas artérias da baixa da cidade, seguida por vistosas acções de animação de rua, contribuiu, inegavelmente, para alguns belos momentos que atraíram a curiosidade e admiração de muitos transeuntes. O efeito visual foi espectacular, conforme se comprova pela proliferação viral das fotos nas redes sociais. Os únicos senãos, em minha opinião, terão sido, por um lado, a ausência de quaisquer informações no local sobre a instalação, ficando por saber se se tratava de uma promoção à baixa da cidade, ao comércio, ao Agitágueda, ou qualquer outro evento; por outro lado, insiste-se na realização deste tipo de evento apenas nesta zona da cidade, deixando de lado outras artérias porventura com maior relevância comercial e habitacional do que esta. Em tempos, a ACOAG e a CMA promoveram um projecto de animação comercial, este sim, legalmente confinado à “zona antiga”; será que, agora, a Câmara também tem alguma justificação plausível para estas “preferências”?

 

Obras@Águeda.pt

As obras do famoso Projecto de Regeneração Urbana de Águeda, também conhecidas por “obras de desfazer e fazer de novo”, estão a deixar os comerciantes à beira de um ataque de nervos. Como se não bastasse a crise que assola o país, a autarquia insistiu em avançar com obras megalómanas e redundantes, cuja utilidade é questionada pela generalidade da população, e cujos efeitos nefastos terão impacto muito para além dos incómodos desta fase de construção. Os comerciantes deitam as mãos à cabeça devido aos atrasos e aos constrangimentos das obras, e antevêem dificuldades acrescidas no futuro, devido às limitações ao trânsito automóvel.

Para cúmulo, são brindados com a prepotência de um Presidente da Câmara que lhes envia, durante o dia, “convites” para reuniões de trabalho ao fim da tarde do mesmo dia! Ainda por cima, não se tratando de reuniões para acolher críticas e sugestões dos comerciantes, mas apenas para lhes comunicar os “avanços” imparáveis e inquestionáveis da obra do regime…

É obra!

(*) – membro da Assembleia Municipal pelo PSD/Águeda

De profundis… , por Santos Silva (*)

Julho 18, 2012 por admin  
Feito em Opinião

Inesperadamente em muito pouco tempo, a morte anunciada caiu sobre as dezenas de árvores que enriqueciam a cidade e em particular a Avenida Eugénio Ribeiro.

 

De profundis … homenagem à recordação destes seres vivos que tornaram a nossa vida mais agradável e agora sucumbiram à sanha que se abateu sobre a flora de Águeda.

 

Regeneração urbana, evolução,  são chavões que as autoridades usam para justificar o morticínio. Outros numa desculpa esfarrapada afirmaram que as árvores estavam decrépitas e ameaçavam a segurança das pessoas.

 

Na verdade estas árvores sadias, cheias de vida e que deveriam ser o centro e o ”leitmotiv” de qualquer plano de regeneração urbana sucumbiram à insensibilidade e ao despotismo de quem não ouve ninguém, em que a arrogância e a política do “quero, posso e mando” ficam impunes.

 

Abaixo assinados, movimentações, opiniões válidas, não foram levadas em conta.

 

Em época de fome e muitas carências sociais, mesmo raiando a extrema pobreza, este esbanjar de dinheiro de nós todos, em obras de  muito duvidoso interesse, e com atentados gravíssimos ao património natural comum, afigura-se-me um  grave atentado, que deveria ser punido. Esta punição virá de certeza da consciência dos aguedenses que não esquecerão jamais esta política.

 

Esta cidade, onde se podia viver e circular com comodidade tornou-se nestes últimos anos uma cidade agressiva, onde o que acontece cada vez mais afasta os munícipes da cidade. Sentimos isso no pulsar e sentir diário das pessoas, que antes encontravam um ambiente amigável, com   belas árvores, onde apetecia estar e alguma comodidade se encontrava, e agora são obrigadas a sair.

 

Vejamos o que se tem feito e onde se tem gasto verbas imensas. A verdade é que o denominador comum é sempre o mesmo, regeneração urbana e salvar os cidadãos do ataque destes seres indefesos, que deixam cair as folhas, os grãos de pólen, os pequenos ramos sobre o incauto cidadão, causando-lhes graves danos físicos e porventura mentais. Assim foram as obras junto ao Rio em que a aridez, o betão e as pedras e a mesma sanha asséptica,  substituíram o anterior cenário.

 

Mais recentemente as obras já concluídas  no Jardim Conde Sucena, as obras que decorrem no Largo António Breda e agora as que vão transformar a Avenida Eugénio Ribeiro e que motivaram este crime contra  o património natural, reiteram o mesmo resultado final: aridez, agressividade, betão, milhões gastos sem qualquer mais valia. Avaliem  e digam da vossa justiça.

 

O direito à indignação é legítimo.

(*) - Colaborador

Página Seguinte »