Regeneração.degenerada@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Março 25, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Não vou repetir-me sobre a falta de oportunidade, nos tempos que correm, da realização de algumas obras do plano de regeneração urbana de Águeda. Gastam-se milhões para destruir e refazer o que estava feito, sob o pretexto de que “há apoios que pagam parte das obras”, como se isso justificasse tudo. Mas adiante. Vamos dar o benefício da dúvida, e assumir que, apesar dos custos, as obras acabam por melhorar as zonas intervencionadas. Ou, pelo menos, era assim que deveria ser…

A intervenção na margem norte do rio, na baixa da cidade, está a tornar aquele espaço muito mais agradável à vista. Isso é inegável. Mas as falhas de concepção e execução do projecto são demasiado evidentes para passarem em claro.

Deixo apenas dois ou três exemplos: começo pelo muro parcialmente feito de vidro. Será que pensam que não há vandalismo em Águeda? Quanto tempo acham que os vidros vão durar inteiros? Mais: a configuração do muro é perigosa para as crianças, que poderão utilizá-lo como degrau e cair ao rio com facilidade.

Parece, também, que o projectista se esqueceu da praça de táxis ali existente. Agora, para colmatar a falha, optaram por ocupar com táxis os preciosos lugares de estacionamento criados na zona frente ao banco, quando teria sido fácil incluir um espaço na zona onde originalmente estavam.

Finalmente, será que ninguém previu o que vai suceder aos estabelecimentos comerciais (ourivesaria, restaurante, confecções, cabeleireiro) quando houver cheias ou chuva intensa? A vala criada frente às lojas vai acolher tanta água, que nem de galochas poderemos ir “aparar o que resta do cabelo”…

Um responsável da CMA terá dito a alguns comerciantes da zona que o projectista era de fora de Águeda, e que talvez não conhecesse suficientemente a realidade daquele espaço. Mas, se é assim, qual o papel dos técnicos da CMA perante estas evidências? Não deveriam chamar a atenção dos responsáveis para, em devido tempo, se proceder às correcções necessárias? Convido os leitores a deslocarem-se ao local e constatarem estes erros. Não é preciso ser engenheiro ou arquitecto para reconhecer o óbvio…

 

Piquetes.criminosos@Portugal.pt

 

Mais uma vez, não posso deixar de expressar a minha profunda indignação contra essas “eminências” conhecidas por “piquetes de greve”. Apesar de não estarmos perante uma greve convencional, falando-se, inclusive, na existência de um lockout, prática ilegal no nosso país, os inevitáveis “piquetes” surgem em todo o seu esplendor.

Logo no primeiro dia deste protesto, contava-me o funcionário da transportadora que diariamente recolhe mercadorias na minha empresa, que “teria de despachar-se, porque se chegasse à Mealhada depois das seis, não o deixavam(!) passar”. Mais: contou-me que foi forçado a parar durante mais de duas horas, de manhã, sob ameaças de vidros partidos, até que o coordenador da transportadora se deslocasse ao local para tentar “negociar a libertação” dos veículos da empresa. Contou-me, ainda, que durante esse período, assistiu ao consumo de várias garrafas de whisky entre os energúmenos, que pareciam eufóricos, num estranho clima festivo. Pior: sempre que a polícia se dignava aparecer, permitindo a passagem de alguns camionistas, havia “protestantes” em viaturas ligeiras que, avisados pelo piquete, alguns quilómetros mais adiante, atacavam os “fura-greves” à pedrada.

Fiquei perplexo. Fiquei siderado. Fiquei indignado. Mas o que é isto???!!! Que país é este onde as autoridades permitem tais comportamentos criminosos?

Não está aqui em causa a justeza dos protestos. As transportadoras (e os motoristas) têm muitíssimo de que se queixar. Desde o preço dos combustíveis, ao roubo nas SCTU’s, passando pela obtusa lei laboral, o sector está a beira da ruptura, e algo terá de ser feito. O que não pode tolerar-se, no entanto, são estes crimes contra a liberdade dos cidadãos. Nem na estrada, nem nas fábricas, nem em lado nenhum. A greve é um precioso direito, conquistado a muito custo, mas não pode ser instrumentalizada, seja por quem for, para coarctar liberdades individuais.

Um amigo meu, pessoa razoável e moderada, é, no entanto, simpatizante desta luta (e desta forma de luta). Quando, na mesma frase, utilizou as expressões “condeno actos de violência” e “mas…”, para mim a discussão terminou. Não há “mas nem meio mas”. Estes piquetes de criminosos que se dizem camionistas, não podem fazer isto. Nem agora, nem nunca.

(*) Vice-presidente do PSD/Águeda

Irritações@Águeda.pt

Março 1, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Desbaste@Águeda.pt

O desbaste das árvores que (ainda) nos restam tem sido tema recorrente de alguns colegas cronistas no Região de Águeda. Correndo o risco de redundância, não resisto a partilhar convosco o meu desabafo.

Nos últimos anos, temos assistido ao corte massivo das mais relevantes e frondosas árvores da nossa cidade. Ainda no tempo dos executivos PSD, foi a razia no Largo 1º de Maio, cuja importante reconversão pecou pela eliminação total das árvores ali existentes. Mais recentemente, o desbaste acentuou-se: nos Abadinhos, junto ao Rio, no Cais das Laranjeiras, no Largo Dr. António Breda, na antiga esplanada do Zip-Zip, culminando, na semana passada, com mais cortes na Praça Conde de Águeda. E cito apenas estes exemplos mais gritantes que me vêm à memória, pois mais árvores de porte considerável têm sido cortadas, ora devido às habituais obras de remodelação, ora alegando motivos de segurança. Não sou técnico nesta área, mas tenho algumas dúvidas de que todas estas árvores estivessem a colocar em risco os cidadãos. Recordo-me, efectivamente, da situação dos Abadinhos, em que o perigo era evidente, mas não imaginava que houvesse tantas árvores em risco eminente de queda.

Será que era mesmo necessário um desbaste tão generalizado? Um executivo que propagandeia insistentemente a sua Agenda XXI e políticas ambientais de referência, não conseguiria enquadrar algumas destas árvores centenárias nos seus planos de regeneração urbana? Se estes são os sinais da modernidade, acho que preferia o “antigamente”. Pelo menos, sempre usufruía de alguma sombra e muito mais verde…

 

Espertinhos@Águeda.pt

Esta minha “irritação” é bem mais comezinha do que o preocupante assunto das árvores, mas acreditem que me apoquenta quase todos os dias…

Quem me conhece sabe que, à falta de outros vícios, sou um adicto (é assim que agora se diz, certo?) de revistas e jornais. Leio um ou mais jornais diários, compro assiduamente o Sol e o Expresso, sou assinante dos semanários locais, da Visão, da Sábado, da Time, e da Fortune, compro semanalmente várias revistas especializadas de automóveis, informática, fotografia, puericultura (um hábito mais recente) e, ocasionalmente (porque um homem não é de ferro), algumas revistas desse fenómeno que é o “mundo do social”. Não é coisa pouca, portanto. Em vez de, por exemplo, gastar dinheiro em tabaco, invisto numa coisa que gosto – os media.

Posto isto, passo a explicar o que me tem irritado: em alguns dos locais de venda onde me abasteço de jornais e revistas, é prática comum os “clientes” pegarem nas diversas publicações, jornais e revistas, desfolhando-as exaustivamente, enquanto tomam um café ou, simplesmente, enquanto fazem horas para ir trabalhar. Acho perfeitamente normal que um potencial cliente folheie, de forma rápida, uma revista que pondera adquirir. Pode procurar um assunto específico, uma informação, enfim, pode até pretender uma vista geral da publicação. O que não acho normal, é sentar-se e desfolhar, página a página, uma ou várias revistas, lendo os artigos que lhe interessam, voltando a colocá-las na respectiva prateleira.

Dir-me-ão, e bem, que a culpa não é só desses “clientes”, mas sim dos lojistas. Claro que é. A culpa é de quem permite comportamentos deste tipo, dia após dia, às mesmas pessoas que repetem o abuso sem sequer receberem uma chamada de atenção. Não sei se os distribuidores das publicações têm conhecimento destas práticas, mas quero acreditar que não ficariam muito satisfeitos.

O elevado preço de algumas publicações e a crise económica que a todos afecta, não podem ser desculpa para esta injustiça. Sim, é uma questão de justiça. Não me sinto “otário” (como já me disseram) por comprar e pagar as revistas que leio; sinto-me, sim, injustiçado perante os espertinhos que consomem de borla aquilo que me custa a pagar.

Por mim, depois de, sem sucesso, ter apelado aos proprietários para que tomassem providências, resta-me uma solução: apesar de um destes postos de venda ser o mais prático para a minha rotina, vou fazer o esforço de me deslocar a outras lojas que respeitem quem lhes dá o dinheiro a ganhar…

Tempestade em terra, homens ao mar , por João Graça (*)

Fevereiro 17, 2011 por admin  
Feito em Opinião

1. É ponto assente que a crise veio para ficar. Por longos e penosos anos…

Os responsáveis pela dita, todos nós, teimam em gastar energias a alijar responsabilidades e a encontrar os culpados. Pura perda de tempo.

Há que acordar para a realidade e pôr mãos à obra. A grande questão coloca-se sobre o que podemos fazer agora, que deixámos de ser ricos e prósperos, e somos, assumidamente, os parentes mais tesos da União Europeia.

O governo teima em convencer-nos que podemos ser um portento tecnológico. Continuam completamente doidos. A evidência revela-nos que somos um povo com uma falta de qualificação gritante.

 

2. Há, contudo, realidades desconhecidas da grande maioria dos portugueses que convinha serem dadas a conhecer. Uma delas, que me choca profundamente, tem a ver com o total desprezo e abandono pela riqueza que nos calhou em sorte: o mar.

Desde 1870, altura em que Dom Luís decidiu mudar-se para Cascais no Verão e lançou a moda do veraneio, que o mar para nós representa, apenas e só, férias.

Evidentemente, o mar é muito mais do que férias. O mar irá e terá que ser a nossa única porta para a salvação.

 

3. Como é que é possível sermos quem mais peixe consome – 56 kg per capita – seguidos dos espanhóis com 47 kg per capita, pelos franceses com 30 kg per capita até aos alemães com 15 kg per capita e não ligarmos coisa nenhuma às pescas?!

Acredite-se ou não, importamos 2/3 (dois terços) do peixe que comemos. Isto cabe na cabeça de alguém com o mínimo de bom senso?!

Temos a maior zona de pesca do mundo. A nossa área marítima vai ter, brevemente, 40 vezes a nossa área terrestre e, ainda assim, importamos 2/3 do peixe que consumimos?!

 

4. Está na moda excomungar o negócio dos submarinos, mas a ninguém importa saber quantos submarinos foram enterrados no Metro do Terreiro do Paço. Apesar de ser certo que precisamos de meios de superfície, aéreos e de profundidade para proteger a nossa área marítima a discussão da ordem do dia é sobre o TGV, travessias sobre o Tejo e auto-estradas. Coitadinhos de nós que não vemos um palmo à frente dos olhos.

Alguém quer saber, ou acha importante, que em 1975 a nossa marinha mercante tinha 150 navios e que hoje se resume a pouco mais de uma dezena?!

 

5. Não será necessário recuar muitos anos para ter  memória do que era o porto de Aveiro e das prósperas secas de bacalhau. Basta uma passagem pelos mesmos sítios para perceber o degredo a que foi condenada a pesca da nossa faixa costeira. Por lá encontramos umas dúzias de embarcações a apodrecer lentamente e o espaço das secas aguardam um qualquer investimento na área imobiliária.

Porém, as montras frigoríficas e as bancas de peixe dos hiper-mercados continuam a abarrotar de pescado. Importado.

Até que os nossos credores nos deixem de fiar…

 

6. Resta fazermo-nos ao mar. O mar é pesca, é turismo, é energia e uma fonte imensa de recursos.

Temos que deixar cair o estigma de que o mar é para pescadores pobres de camisa de flanela aos quadradinhos.

Em 40 anos, a nível mundial, o consumo de peixe duplicou. O turismo náutico, em Portugal, pode crescer 50%. Em França, há 45 mil iates sem lugar de atracação e os donos vão  para a América Central.

Há quem acuse Cavaco Silva de ter, agora, descoberto o mar. Mais vale tarde do que nunca.

Temos que ser como Bartolomeu Dias, que morreu tentando.

(*) - Colaborador

Água.da.pocheira@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Fevereiro 17, 2011 por admin  
Feito em Opinião

A Assembleia da República emitiu há dias um parecer negativo a um projecto do PS que queria adoptar o consumo de água da torneira, acabando com a água mineral engarrafada. A bancada do PS queria instituir o consumo de água da torneira na Assembleia da República invocando a redução de resíduos. Mas o parecer aprovado diz que a água mineral - em garrafas ou máquinas de distribuição - tem garantida a sua total higiene, enquanto “essa garantia não existe na utilização da água canalizada”. Isto porque o fim da água mineral implica a sua substituição por jarros individuais, colocando questões de manutenção e da falta de pessoal para os encher e levar aos deputados. O parecer foi aprovado por unanimidade, à excepção do BE, que não esteve presente. São exigentes, estes nossos deputados…

Consistente na sua senda de “sptitting image” do PS nacional e de José Sócrates, o executivo de Gil Nadais instituiu (sem direito a voto ou contestação) prática semelhante nas sessões da Assembleia Municipal de Águeda. Agora, nas longas reuniões (por vezes até depois das duas da manhã), os membros da Assembleia só podem matar a sede através dos minúsculos copos plásticos pousados junto à “pocheira” da água. Claro que, ao contrário da proposta da AR, aqui não existem funcionários para levar a água aos deputados e, por vezes, nem para repor a pocheira vazia… Para reforçar a sua posição, o Presidente da Câmara deu-se ao trabalho de enviar aos membros da Assembleia um e-mail com uma exaustiva apresentação em powerpoint sobre os malefícios ambientais do consumo de água engarrafada.

Não tenho qualquer problema em beber “água da pocheira”, nem qualquer fixação com a água engarrafada. A fazer fé nas análises laboratoriais, a água das nossas torneiras é potável, e pode ser consumida sem restrições. Para mim, isso basta. Agora, não queiram é fazer de nós parvos. É evidente que esta medida tem subjacente uma mensagem populista, insinuando poupança e sacrifícios por parte de alguns órgãos de soberania. E é óbvio que a verdadeira poupança se obtém evitando decisões e obras desnecessárias, e não nos poucos cêntimos “poupados” com a água da torneira. Mais: a avaliar pelo novo tarifário da (L)ADRA, chego a ter dúvidas de que esta alteração fique mais em conta para os cofres da autarquia, e não me espantaria se a água da torneira ficasse mais cara do que a engarrafada! Mas isso são “contas de outro rosário”, assunto ao qual brevemente dedicarei algumas linhas…

Já agora, permitam-me a observação: perante este discurso radical “anti água embalada”, o que pensará a conhecida empresa de águas do nosso concelho que, não raras vezes, colabora com iniciativas da Câmara Municipal, fornecendo (e oferecendo) precisamente a sua água engarrafada? Irá sugerir à CMA que lá vá buscá-la com um camião cisterna?

Realmente, isto é mesmo uma questão de água. Os governantes socialistas, nacionais e locais, estão mais do que experimentados em meter água, e querem distrair-nos com mais esta. O que eles querem mesmo é manter-se à tona de água. Será que os portugueses, e os aguedenses, irão ceder à vontade de os afogar na sua própria água?…

 

(ainda, e sempre).vias.cicláveis@Águeda.pt

 

Regresso a este tema (e voltarei até que a Câmara desista das passadeiras vermelhas), para dar conta de mais um facto que aumenta a minha estupefacção. Depois das críticas generalizadas (estética horrível, caos e confusão no trânsito, custos elevados, eliminação de estacionamentos, danos nos automóveis e, mais importante, absoluta inutilidade), eis que muitos utilizadores regulares de bicicletas me fazem chegar um novo e espantoso facto: as chamadas “vias cicláveis” de Águeda são perigosas! Afinal, apesar de toda a propaganda tentando justificar o injustificável, são os próprios beneficiários das vias cicláveis que vêm alertar para o perigo que estas constituem quando o piso está molhado. A célebre tinta vermelha não proporciona aderência, e as bicicletas escorregam perigosamente. Se mais evidências fossem necessárias, aqui está um dado a ter em conta. Resta saber se o executivo municipal vai assumir o erro, eliminando de imediato uma ”obra” criticada por quase todos ou, pelo contrário, vai apenas aguardar que a tinta desbote ou que alguns automobilistas mais irritados comecem a arrancar os reflectores que lhes andam a dar cabo dos pneus. O destino das “vias cicláveis” parece estar traçado, faltando saber a data do epílogo…

(*) - Vice-presidente do PSD/Águeda

Água.da.pocheira @Águeda.pt, por Alberto Marques (*)

Fevereiro 11, 2011 por admin  
Feito em Opinião

A Assembleia da República emitiu há dias um parecer negativo a um projecto do PS que queria adoptar o consumo de água da torneira, acabando com a água mineral engarrafada. A bancada do PS queria instituir o consumo de água da torneira na Assembleia da República invocando a redução de resíduos. Mas o parecer aprovado diz que a água mineral - em garrafas ou máquinas de distribuição - tem garantida a sua total higiene, enquanto “essa garantia não existe na utilização da água canalizada”. Isto porque o fim da água mineral implica a sua substituição por jarros individuais, colocando questões de manutenção e da falta de pessoal para os encher e levar aos deputados. O parecer foi aprovado por unanimidade, à excepção do BE, que não esteve presente. São exigentes, estes nossos deputados…

Consistente na sua senda de “sptitting image” do PS nacional e de José Sócrates, o executivo de Gil Nadais instituiu (sem direito a voto ou contestação) prática semelhante nas sessões da Assembleia Municipal de Águeda. Agora, nas longas reuniões (por vezes até depois das duas da manhã), os membros da Assembleia só podem matar a sede através dos minúsculos copos plásticos pousados junto à “pocheira” da água. Claro que, ao contrário da proposta da AR, aqui não existem funcionários para levar a água aos deputados e, por vezes, nem para repor a pocheira vazia… Para reforçar a sua posição, o Presidente da Câmara deu-se ao trabalho de enviar aos membros da Assembleia um e-mail com uma exaustiva apresentação em powerpoint sobre os malefícios ambientais do consumo de água engarrafada.

Não tenho qualquer problema em beber “água da pocheira”, nem qualquer fixação com a água engarrafada. A fazer fé nas análises laboratoriais, a água das nossas torneiras é potável, e pode ser consumida sem restrições. Para mim, isso basta. Agora, não queiram é fazer de nós parvos. É evidente que esta medida tem subjacente uma mensagem populista, insinuando poupança e sacrifícios por parte de alguns órgãos de soberania. E é óbvio que a verdadeira poupança se obtém evitando decisões e obras desnecessárias, e não nos poucos cêntimos “poupados” com a água da torneira. Mais: a avaliar pelo novo tarifário da (L)ADRA, chego a ter dúvidas de que esta alteração fique mais em conta para os cofres da autarquia, e não me espantaria se a água da torneira ficasse mais cara do que a engarrafada! Mas isso são “contas de outro rosário”, assunto ao qual brevemente dedicarei algumas linhas…

Já agora, permitam-me a observação: perante este discurso radical “anti água embalada”, o que pensará a conhecida empresa de águas do nosso concelho que, não raras vezes, colabora com iniciativas da Câmara Municipal, fornecendo (e oferecendo) precisamente a sua água engarrafada? Irá sugerir à CMA que lá vá buscá-la com um camião cisterna?

Realmente, isto é mesmo uma questão de água. Os governantes socialistas, nacionais e locais, estão mais do que experimentados em meter água, e querem distrair-nos com mais esta. O que eles querem mesmo é manter-se à tona de água. Será que os portugueses, e os aguedenses, irão ceder à vontade de os afogar na sua própria água?…

 

(ainda, e sempre).vias.

cicláveis@Águeda.pt

 

Regresso a este tema (e voltarei até que a Câmara desista das passadeiras vermelhas), para dar conta de mais um facto que aumenta a minha estupefacção. Depois das críticas generalizadas (estética horrível, caos e confusão no trânsito, custos elevados, eliminação de estacionamentos, danos nos automóveis e, mais importante, absoluta inutilidade), eis que muitos utilizadores regulares de bicicletas me fazem chegar um novo e espantoso facto: as chamadas “vias cicláveis” de Águeda são perigosas! Afinal, apesar de toda a propaganda tentando justificar o injustificável, são os próprios beneficiários das vias cicláveis que vêm alertar para o perigo que estas constituem quando o piso está molhado. A célebre tinta vermelha não proporciona aderência, e as bicicletas escorregam perigosamente. Se mais evidências fossem necessárias, aqui está um dado a ter em conta. Resta saber se o executivo municipal vai assumir o erro, eliminando de imediato uma ”obra” criticada por quase todos ou, pelo contrário, vai apenas aguardar que a tinta desbote ou que alguns automobilistas mais irritados comecem a arrancar os reflectores que lhes andam a dar cabo dos pneus. O destino das “vias cicláveis” parece estar traçado, faltando saber a data do epílogo…

 

(*) – Vice-presidente do PSD/Águeda

Presidenciais @Águeda.pt – Epílogo, por Alberto Marques (*)

Fevereiro 1, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Permitam-me que destaque alguns resultados das eleições do passado dia 23.

Votação na Freguesia de Águeda: Cavaco Silva - 2.598, Manuel Alegre – 1.156 votos. Votação no concelho de Águeda: Cavaco Silva – 12.555 (61,2%), Manuel Alegre – 4.306 (21%). Abstendo-me de mais comentários, penso que estes resultados confirmam e clarificam a dimensão política de Manuel Alegre, no país e, em particular, em Águeda. Como referi na semana passada, os mitos também se abatem…

Nem tudo terão sido, no entanto, dissabores para Manuel Alegre, que deve ter sentido reforçadas as suas seriedade e honestidade. Ao contrário de outros “gananciosos” cujas acções valorizaram, o candidato poeta assistiu à “desvalorização” dos seus 1.138.297 votos de 2006 para pouco mais de 831.000. Assim, certamente, dormirá muito mais tranquilo, sonhando com as suas Purdeys…

 

(ainda).vias.cicláveis@Águeda.pt

 

Como se não bastassem as já famosas “passadeiras vermelhas”, cujos comentários negativos já terão gasto quase tanta tinta como as próprias, eis que a Câmara Municipal tira mais um coelho da cartola, “plantando” sinais reflectores no alcatrão de várias ruas da cidade. Colocados no alinhamento onde os automóveis circulam, estes vistosos elementos brilham não apenas pela óbvia inutilidade, mas pelos danos que vão causando nos pneus dos incautos automobilistas. O que mais faltará inventar para gastar os (aparentemente generosos) recursos do município?

 

Sextas.Culturais@Águeda.pt

 

Como nem só de “maledicência” vive o “cronista”, gostaria de, uma vez mais, salientar o sucesso da iniciativa “Sextas Culturais” promovida pela Câmara Municipal de Águeda. Após o excelente primeiro espectáculo deste ano, com Luís Represas, as edições dos próximos meses prometem grandes momentos no São Pedro. Com particular destaque para Legendary Tiger Man (uma preferência pessoal), a programação é eclética e de qualidade, podendo ser consultada no site da autarquia (www.cm-agueda.pt). Termino, recordando a sugestão que alguém já fez, de tentar levar esta iniciativa a outras freguesias do concelho, proporcionando o acesso a espectáculos de qualidade em salas fora da cidade de Águeda. A população, certamente, agradeceria…

 

WiMAX@Águeda.pt

 

Segundo a imprensa especializada, “Águeda tornou-se a primeira cidade em Portugal com uma rede WiMAX. O projecto tem vindo a ser desenvolvido nos últimos três anos pela autarquia e pretende acabar com as dificuldades no acesso à internet em certas zonas da cidade. A tecnologia WiMAX foi lançada em 2001 e é similar à norma Wi-Fi, mas tem por base tecnologias mais recentes com vista a um melhor desempenho. As redes WiMAX funcionam de uma forma parecida às redes Bluetooth e permitem uma velocidade de 1Gbps com um alcance de 50Km. Esta tecnologia que possibilita velocidades de transmissão três vezes superior à velocidade das redes de terceira geração, vai combater as dificuldades de acesso à internet principalmente nas zonas mais altas do município”. Uma boa ideia, portanto. Resta-nos aguardar pela plena entrada em funcionamento desta rede, para aferir das efectivas vantagens para os internautas aguedenses…

 

(*) – Vice-presidente do PSD/Águeda

Presidenciais@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Janeiro 19, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Falso, desleixado, incompetente, hipócrita, subserviente, calculista, sem pingo de sentido ético. Entre outros “mimos”, foi assim que, na semana passada, neste mesmo jornal, José Marques Vidal caracterizou o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Num artigo assinado pelo presidente do Partido Socialista de Águeda (afinal, demitiu-se, ou não?), o articulista arrasa o actual recandidato a Belém, recorrendo a insinuações e processos de intenções, e terminando, “em tom de brincadeira” (sic) com a pergunta “O que fez Cavaco Silva por Águeda?”.

 

Apesar do impulso inicial, comecei por resistir à tentação de responder “à letra” ao referido artigo. O que está em causa na eleição do próximo dia 23 é o país, e não podemos reduzi-la a um limitado debate sobre Águeda. Aquilo que os responsáveis políticos fizeram por Águeda (ou pelo país) não precisa de ser contabilizado, pois cada um terá feito o que podia, como era sua obrigação. Mas há limites. E às vezes “salta-me a tampa” perante tamanhos disparates… Precisaria de muito mais espaço do que o jornal me disponibiliza para elencar as conquistas de Águeda que beneficiaram da intervenção do então Primeiro-ministro Cavaco Silva. Durante os Governos a que presidiu, os autarcas e dirigentes políticos aguedenses eram recebidos pelo chefe do Governo e pelos ministros, regressando com certezas e com obras, ao invés das palavras vãs e promessas incumpridas com que agora nos presenteiam. Foi graças à influência directa de Cavaco Silva que Águeda recebeu obras como o Centro de Formação Profissional, o Centro de Saúde, a remodelação do Hospital, o acesso ao IP5, a variante do IC2, ou a vinda do ensino superior. Fico-me por estes exemplos, concretos e inequívocos, poupando os leitores a uma exaustiva elencagem. Cavaco Silva, e os governos a que presidiu, estarão para sempre indelevelmente ligados ao progresso e desenvolvimento do nosso concelho, apesar de este factor não ser, obviamente, relevante para as eleições presidenciais.

 

Conhecendo o José Vidal e a sua “veia independentista”, confesso que não faço ideia da sua opção nestas eleições. Se, por um lado, irá votar no candidato “oficial” do PS, ou, por outro, no candidato soarista, Fernando Nobre. Acho, aliás, muito confrangedora a situação a que sujeitaram o presidente da AMI, e espero que este triste espectáculo não comprometa a credibilidade do médico e da própria instituição. Quanto aos restantes candidatos, pouco mais haverá a dizer: temos o habitual candidato do PCP, repetindo a estafada cassete dos maiores sucessos do comunismo primário; o candidato autarca, cuja insolência quase boçal, roça os limites da decência; e o inenarrável Tiririca da Madeira, que não merece quaisquer comentários. Perante este cenário, e dada a pública aversão a Cavaco Silva, compreendo que o José Vidal esteja indeciso. Não tentará, certamente, decidir com base no “factor Águeda” pois, se o fizer, o dilema será ainda maior…

 

O que está em causa, repito, é a Presidência da República. O actual presidente exerceu o seu mandato de forma isenta e exemplar, não se coibindo de defender as suas convicções sem, no entanto, as impor quando entendeu que o interesse e a independência do Estado assim o exigiam. A credibilidade, seriedade e honorabilidade da Cavaco Silva são um caso raro no nosso país. Aconselho vivamente a leitura da sua biografia, onde podemos acompanhar um percurso de vida assente no trabalho, no esforço e seriedade. É esta a “imagem de marca” de Cavaco Silva: trabalho, resultados, mérito. O marketing e o culto da imagem ficam para outros…

 

Posso estar enganado e, se for o caso, cá virei assumir o erro, mas estou convicto que, também em Águeda, a vitória de Cavaco Silva será esclarecedora e inequívoca. Se tal acontecer, continuam a não ser legítimas quaisquer extrapolações do significado da votação. O que está em causa é a Presidência da República, e não qualquer contagem de “pontos marcados” em prol da nossa terra. Mas já que gostam tanto de levantar o assunto, pode ser que no dia 23 fique, definitivamente respondida a tal questão de “quem fez o quê por Águeda”. Os mitos, tal como os cavalos, também se abatem…

(*) - Vicde-presidente do PSD/Águeda

Mudar de vida em 2011?, por José Manuel Alho

Janeiro 7, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Começou novo ano. Infelizmente, num rasgo de pragmatismo que facilmente alguns confundirão com pessimismo, temo que o último Natal tenha sido o melhor dos anos mais próximos.

O país - enredado nas medíocres teias do actual sistema político-partidário - está à beira do tão temido e amaldiçoado abismo. A classe dirigente que (des)governa Portugal atesta o pior de um sistema feudal, assente no amiguismo fácil, no ceguidismo oportuno e na lealdade canina. Vingaram os incompetentes, atolados em práticas viciadas e corruptas. Ate a emigração parece regressar como solução para fugir deste triste fado.

O ano de 2011 implicará duros e cruéis sacrifícios. Estes sacrifícios - como usualmente acontece em nações sem referências e exemplos estruturantes - não serão para todos, nem repartidos de modo justo e proporcionado. Há excepções e privilegiados que, uma vez mais, logram escapar ao menu das violentas medidas governamentais que atingirão os mesmos de sempre.

A República está descrente e as suas principais personagens votadas à decrepitude. Nas vésperas de importante acto eleitoral, o sistema vigente oferece-nos um parco e mui pobre leque de opções, de rostos engelhados que nem aos setenta anos parecem disponíveis a passar o testemunho. As elites estão inapelavelmente vazias de conteúdo. A nação precisa(ria) de novas lideranças, de outros paradigmas.  Mas a nação prescinde, sem mais, de falsas alternativas que conseguem ser mais velhas do que os velhos do regime. Basta de novos velhos!

Bem sei que em Portugal um fenómeno Obama se afigura absolutamente inviável. Mas os cidadãos devem chamar a si os destinos do país. E só poderão fazê-lo munindo-se de rigor e exigência no momento de escolher. Se é verdade que há políticos que vendem ilusões, não é menos verdade que há eleitores que as compram. Lá no fundo, a culpa é colectiva. Fomos complacentes com a mentira, que tantas vezes desculpámos. Desvalorizámos as disfunções da Justiça e deixámo-la vulnerável à interferência política. Tolerámos graves afrontas à ética e à coisa pública. Consentimos a impunidade com provinciana indiferença. Demitimo-nos de participar e aceitámos ser divididos pelo sórdido fomento de uma inveja social que parece ter eleito a Função Pública como o alvo do ódio da populaça que se satisfaz com a espuma incerta dos dias. Em consequência, e como facilmente se previu, os pobres ficaram mais pobres; os ricos (ainda) mais ricos e a classe média foi servida na bandeja voraz das principais agendas políticas.

Com o passamento da classe média - descuraram os governantes - finou-se a almofada que sempre amorteceu algumas implosões sociais neste rectângulo de brandos costumes. Apesar do carneirismo manso a que muitos sucumbiram, o enquadramento social poderá ser, efectivamente, explosivo. O desemprego, o ataque à Constituição para espezinhar direitos essenciais, o brutal aumento da carga fiscal e a sonora ausência de perspectivas de futuro frustram de morte os que têm do Trabalho e da Educação a percepção de vias (edificantes) para a necessária mobilidade social, que caracteriza as civilizações humanistas.

Mais do que incertezas, este novo ano pressagia convulsões e instabilidades de índole vária. Mas é também nestes momentos que as sociedades se transformam para mudarem de vida. Ainda a ressacar de três décadas de anestesias várias, saberá - e quererá - o povo português mudar de vida?

Algumas breves reflexões no início do novo ano, por Abrunhosa Simões

Janeiro 7, 2011 por admin  
Feito em Opinião

A ideia inicial era escrever hoje sobre os acontecimentos da última Assembleia Municipal.

Não pelo mérito desses acontecimentos, mas pela dimensão pequena e mesquinha dos seus protagonistas.

Todavia, ao folhear o Editorial do último Região de Águeda de 2010 escrito pelo seu ilustre Director Dr. Rui Bastos, verifiquei agradavelmente que estamos de acordo ao constatarmos que os agentes culturais na nossa terra, por não estarem arregimentados ao poder, fizeram que nos últimos 15 anos Águeda esteja muito diferente e para melhor.

Referia-se ele obviamente ao trabalho da d´Orfeu. Com o qual reafirmo a minha total concordância!

Portanto nem tudo são desgraças em Águeda! E nesta altura de desânimos é sempre bem melhor falar das coisas boas!

E em Portugal como vamos?

Interrogamo-nos hoje como foi possível sobreviver rodeados por uma classe política inculta, mesquinha e corrupta por um lado e totalmente incompetente por outro.

Com a entrada no Euro e as facilidades aparentes que daí resultaram, pusemos o país na penúria, qual família a quem saiu o Euromilhões e gastou rapidamente o prémio até ao último cêntimo.

Desarticulámos o tecido económico nacional, o sistema nacional de saúde e o Ensino.

Vamos ter os próximos anos em que o desemprego continuará a crescer e o país a ficar mais pobre. Em que a fome continuará a aumentar e estará exposta aos olhos de todos. Em que os credores vão impor ainda condições mais duras perante os nossos politicas que continuarão de cócoras, até que lhes demos ordem final de marcha!

Em que a nossa juventude perdeu ou pelo menos adiou toda a sua capacidade de sonhar!

Teremos em pleno século XXI patente no nosso dia-a-dia a miséria em que o “arco democrático” colocou Portugal nos últimos 30 anos.

Mas o tema do artigo será a desgraça?

Não o é certamente. É apenas uma chamada de atenção aos portugueses.

Um toque para reunir e para que todos sintam que, sem estarmos arregimentados ao poder, mas animados do sentido patriótico e desinteressado que nos une, temos todas as condições para que as nossas vidas melhorem em definitivo.

Está nas nossas mãos dar a volta que se impõe. Olhar para traz e ver quem nos propõe alternativas efectivas e reais e desprezar todos aqueles que nos têm enganado e insistem persistentemente em continuar a enganar.

Como a história irá mostrar é com a mudança de políticas que conseguimos tomar novos rumos em direcção a um futuro mais justo, mais próspero e mais digno.

A Democracia põe essa possibilidade nas nossas mãos!

Cavaco Silva é falso!, por José Marques Vidal

Janeiro 7, 2011 por admin  
Feito em Opinião

Cavaco Silva, actual Presidente da República é conhecido como uma pessoa honesta.

Cavaco esteve 15 anos no poder, dez como Primeiro-ministro e cinco como Presidente, nos 24 anos que decorreram desde a entrada na comunidade europeia.

Cavaco diz que não tem culpas na situação que agora vivemos. Cavaco é Falso!

Estudos universitários recentes indicam que Cavaco Silva foi o Primeiro- ministro que mais “Boys”meteu no governo. Já agora é de referir que segundo o mesmo estudo, António Guterres foi o que menos pessoas nomeou. Cavaco é Falso!

Cavaco permitiu que durante os seus governos desaparecessem cerca de 40% dos milhões vindos da CEE, revelando incompetência e desleixo na gestão dos bens públicos que beneficiaram compadres, corruptos, desonestos, exploradores das classes trabalhadoras e segundo José Miguel Júdice, da sua comissão de candidatura !?! “deixando enriquecer muitos que agora estão no banco dos reús”. Cavaco além de falso foi incompetente.

Cavaco acumulou dinheiros de funções públicas com reformas de milhares, sem se preocupar alguma vez, com o sentido ético de tal situação. Hoje fala dos pobres. Cavaco é hipócrita e falso!

Cavaco teve depósitos no BPN, comprou e vendeu acções com sucesso, segundo consta, em alturas oportunas, tudo dentro da legalidade, entidade bancária essa dos seus amigos do PSD, de um seu Conselheiro de Estado. Não existiu nenhuma referência que seja do meu conhecimento, à caótica administração dos seus amigos e correligionários de partido que levaram à falência muitos dos depositantes que não ele, criando um buraco nas contas que todos iremos pagar, de mais de 5 mil milhões  de euros. Cavaco é falso!

Cavaco Silva afirma constantemente o seu sentido de estadista, mas em viagem à Madeira como Presidente e numa atitude de subserviência, permitiu que Alberto João Jardim que o tratou desprezivelmente como “Sr. Silva”, não o recebesse na Assembleia Regional, tendo que recorrer a um quarto de hotel para receber partidos e parlamentares. Cavaco é falso!

Cavaco Silva interrompeu as suas férias e a de todos os portugueses, para na televisão fazer declarações sobre um diploma do governo dos Açores, no entanto não o fez para representar Portugal, no funeral do Prémio Nobel José Saramago, pois tinha prometidas férias aos netos nos Açores. Cavaco é falso!

Cavaco Silva afirma que se não fosse a sua acção, o País estaria em pior situação e que variadas vezes avisou para o que iria acontecer. Como economista e professor de finanças certamente que tinha conhecimento de todos os factos e do caminho que estava a ser seguido, no entanto como Presidente, nunca recorreu aos seus poderes para o evitar, demitindo por exemplo o governo, nem esclareceu em comunicação pública qual era a real situação das finanças do estado. Cavaco esteve sempre mais preocupado em não fazer ondas, pois poderia prejudicar a sua reeleição e em último caso, afectar muitos dos “amigos” de que anda mal rodeado. Cavaco é calculista e falso!

Cavaco Silva esteve 15 anos no poder, Cavaco é em parte responsável por o que de bom e mau se passa no País. Ao não querer assumir as suas responsabilidades, Cavaco Silva é como muitos dos políticos que nos governaram e governam, calculista que só pretende o poder seu e dos seus, sem pingo de sentido ético, alimentando com as suas não decisões, os interesses da matilha que vê no esforço de todos a sua alimentação principal. Cavaco é falso!

Já agora, em tom de brincadeira e referindo muitos dos comentários de rua, podemos perguntar: O que fez Cavaco Silva por Águeda?

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