25 anos do Conservatório de Música de Águeda

Concerto de gala dos 25 anos do Conservatório de Música de Águeda

O Conservatório de Música de Águeda assinalou 25 anos de existência com a realização de uma gala comemorativa que lotou o Centro de Artes de Águeda. Com orgulho do trabalho desenvolvido e com a certeza de que o desígnio inicial – o de contribuir para o “enriquecimento cultural de Águeda e da região” – tem sido atingido

“Vários jovens que passaram por esta casa prosseguiram os seus estudos para o ensino superior e fazem carreia profissional”, lembrou J. Vidal Santos, diretor pedagógico do Conservatório de Música de Águeda. Abrindo o concerto com uma curta intervenção, referiu que, todavia, “a maioria dos alunos realiza-se com o curso básico, logo grande parte do nosso foco centraliza-se nesta camada”.
J. Vidal Santos sublinhou a valorização da pessoa com o ensino da música, nomeadamente o “desenvolvimento social dos jovens, o poder de educar para o trabalho corporativo, a concentração e o raciocínio”, entre outras vantagens, através da “audição, do ritmo, do valor estético, da criação da obra…”

REVISITAR O PERCURSO

A gala comemorativa pretendeu reviver, sobretudo, o percurso de 25 anos do Conservatório de Música de Águeda. Nas duas horas e meia de duração – concluídas com uma prolongada salva de palmas, com o público de pé, da plateia às frisas – o concerto reviveu temas executados em concertos anteriores. Foram muitos os momentos de grande brilhantismo, sublinhando o que o Região de Águeda tem testemunhado e escrito nas suas peças sobre os concertos dos professores: a qualidade dos docentes do Conservatório de Música de Águeda.
Outro momento importante foi o longo mas apelativo vídeo apresentado, que revisitou o percurso de 25 anos da instituição aguedense, desde a fundação até à atualidade. Os fundadores, os presidentes, os dirigentes, os diretores pedagógicos, os professores, os alunos e as atividades de referência desenvolvidas ao longo dos anos.

CONCRETIZAÇÃO DE UM SONHO

O comendador Augusto Gonçalves, um dos fundadores em 1995 e presidente da direção do Conservatório de Música de Águeda desde 2001, afirmou que a existência da instituição é “a concretização de um sonho que há muito era acalentado”.
“A alma não era pequena em entusiasmo e dedicação” naqueles anos 90, com “o desejo de criar algo que viesse enriquecer o património cultural de Águeda e da região”. O comendador Augusto Gonçalves falou em “orgulho” para referir alguns resultados que advêm da existência da instituição aguedense: sete ex-alunos são agora professores do Conservatório, cerca de 60 alunos têm licenciatura em cursos superiores de música e mais de 500 alunos integram as bandas do concelho e de concelhos limítrofes.
“Esta casa ajudou a enriquecer de forma significativa as bandas de música, que exibem grande qualidade artística para orgulho de todos nós”, referiu Augusto Gonçalves, que voltou a sublinhar o papel dos encarregados de educação no processo de formação das crianças e jovens.

AGRADECIMENTOS E UM PRESENTE

O presidente da direção do Conservatório de Música de Águeda agradeceu à Direção Regional de Educação do Centro, à Câmara Municipal de Águeda (cedência das instalações na Casa do Adro e “um parceiro”), às escolas e à comunidade, aos professores, alunos e pais.
Dirigiu depois palavras especiais ao compositor e maestro Capitão Amílcar Morais, “grande amigo do Conservatório”. “O facto de ter ajudado nos primeiros passos, sempre os mais difíceis, e graças à sua elevada craveira artística, intelectual e humana, cedo percebeu, ao contrário dos arautos do fracasso, que este era um projeto que merecia ser apoiado e acarinhado” – referiu o comendador Augusto Gonçalves.
Agradeceu ainda aos corpos sociais da instituição, destacando o seu “braço direito”, António Luís Brito, e Marta Silva, funcionária administrativa “desde o primeiro momento”.
“Vamos ser dignos, no futuro, da comemoração que hoje estamos a fazer dos 25 anos”, disse, por fim, Augusto Gonçalves, que receberia uma lembrança da Câmara Municipal de Águeda, já com a vereadora da cultura, Elsa Corga, e do presidente Jorge Almeida, em palco.
O edil de Águeda considerou que “Águeda não faz sentido sem o Conservatório” e que a autarquia é que tem de agradecer o trabalho “notável” que a instituição tem desenvolvido. “O que vimos hoje deixa-nos descansados, pela qualidade e pelo envolvimento dos professores”, referiu, para sublinhar a audácia dos aguedenses que há 25 anos “foram capazes de avançar”.
Sobre a Casa do Adro, disse que se está a transformar num “espaço de música” e que “é uma obra notável que vai dar muito que falar”.

(peça completa na edição de 29 de janeiro de 2020 – versões e-paper e impressa)
Foto em cima: João Roldão/CAA
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