AFA: “Garantir estabilidade é o objetivo principal”

Joana Ferreira, nova presidente da direção da AFA - Associação Fermentelense de Assistência

Joana Ferreira, presidente da direção da AFA – Associação Fermentelense de Assistência, fala dos objetivos do mandato e das dificuldades que enfrenta a instituição. “Solidificar é a palavra de ordem”, diz a dirigente, lembrando o objetivo do licenciamento das instalações

P> O que a motivou a candidatar-se à presidência da AFA?
R> A AFA é uma instituição muito acarinhada e que necessita de apoio e de pessoas predispostas a criar uma sintonia entre a gestão, recursos humanos e a comunidade. Fiz parte da anterior direção e, com o fim do mandato, e sem nenhuma lista ao final de três assembleias, acabei por anuir e encabeçar uma lista.
P> Como encontrou a instituição?
R> Como qualquer instituição de solidariedade. Com dificuldade de gestão de recursos humanos e de tesouraria.

P> Como classificaria o envolvimento entre a comunidade e a instituição?
R> Acho que deixei bem claro o quanto a AFA e a comunidade se interligam. Sempre que a AFA apela à comunidade, ela retribui em dobro ao chamamento. Assim foi com a festa de aniversário dos 39 anos, a festa de Natal intergeracional, com o jantar de Natal das famílias de ERPI e, anteriormente, com a caminhada noturna solidária bem como com o estrondoso sucesso do Festival da Arepa, ao qual iremos dar continuidade este ano.

OBJETIVOS DO MANDATO

P> O objetivo do mandato continua a ser o licenciamento da instituição?
R> O objetivo é solidificar “estruturas”. Recursos humanos, sem qualquer dúvida e claro o licenciamento, sempre com o intuito da continuação da prestação de um serviço de qualidade de muito amor e humanidade.

P> É a primeira mulher a presidir à direção da instituição, que é constituída só por mulheres. Isso tem algum significado especial?
R> Sinceramente, não! Significa tão-somente que se reuniu um conjunto de pessoas que querem o melhor para a AFA, seus utentes e funcionárias e disponíveis para dar tudo si. Foi presidida sempre por homens, mas com um background de mulheres. Ao início, foi diferente, agora é algo sólido e que já ninguém estranha.

P> Qual o ponto de situação das obras em curso?
R> As obras ainda se encontram paradas.

“TESOURARIA APERTADA”

P> Como está financeiramente a instituição?
R> Ao fim de seis meses de gestão, estamos com uma tesouraria apertada. Com a ajuda de todos, fornecedores, colaboradores e comunidade, caminhamos para um equilíbrio, já iniciado pela anterior direção.

P> Quais os principais projetos que tem para o mandato?
R> Conforme referido acima, o objetivo principal assenta na estabilidade. Solidificação é a palavra-chave, olhando à estrutura material e humana da instituição e com olhos postos na criação das condições para a concretização das obras necessárias.

P> Quais as principais dificuldades que tem sentido enquanto presidente da instituição?
R> Tempo!!! A gestão do tempo é a maior de todas as dificuldades. Para que exista uma total sincronia entre a direção e os recursos humanos, é necessário estar! Ser presente! Tenho tentado gerir o tempo, para estar presente nas reuniões entre as diretoras técnicas e o grupo das respetivas valências/áreas. Confesso que sem o apoio incondicional das minhas colegas de direção, seria desumano estar em todo o sítio. A ambivalência entre mãe e profissional/presidente, torna a vida familiar mais necessitada de tempo de qualidade.

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