Águeda: 11 anos de Gil Nadais na Assembleia Municipal

Gil Nadais defendeu-se das críticas do seu partido sobre a municipalização da educação. O processo foi desencadeado durante o governo de Pedro Passos Coelho. Águeda foi um dos municípios piloto

A Assembleia Municipal de Águeda reuniu  para discutir o estado do concelho. A um ano das eleições autárquicas, a sessão foi aproveitada por socialistas e partidos da oposição para fazer o balanço da governação de Gil Nadais e da sua equipa. Além da intervenção de Gil Nadais, presidente da câmara, que completou 11 anos na quarta-feira, que tomou posse pela primeira vez como presidente da autarquia, falaram ainda os representantes dos vários grupos municipais com assento na Assembleia Municipal. Num longo discurso, o presidente da câmara fez o balanço dos seus quase três anos de mandato à frente da autarquia aguedense, falando de promessas cumpridas e destacando a grande bandeira do parque empresarial do Casarão. Balanço positivo segundo o edil e o PS. Um fracasso considerou o PSD.

“Há 11 anos, quando iniciámos funções, tínhamos um concelho com uma imagem negativa, com dificuldades financeiras graves e sem perspetivas de futuro. Hoje, a situação e a imagem do concelho é, inegavelmente, muito diferente. Podemos afirmar que protagonizámos, nalgumas áreas, revoluções que nos conduziram a sermos, todos nós de Águeda, um exemplo em diferentes domínios”, salientou o presidente da câmara.

Parque do Casarão: “um  marco na história aguedense”

“Concretizámos projetos que eram esperanças de décadas, e que dependiam sobretudo da nossa ação; não conseguimos ainda ser ouvidos numa lacuna, que embora não tenha entravado o nosso desenvolvimento, tem-no dificultado e complicado a atividade, principalmente às nossas empresas”, acrescentou Nadais, falando sobretudo da aposta na construção do parque empresarial do Casarão, “um marco na história aguedense”, disse, anunciando que está em estudo uma ligação do Parque empresarial a Norte à chamada rotunda da Famel e que, no próximo ano, terá início o estudo de uma ligação a sul entre o Parque empresarial e o nó da Soimpas.
Gil Nadais destacou ainda outras obras do mandato, como a incubadora de empresas, a aposta na educação, com a requalificação do parque escolar e construção de oito novos centros educativos bem como o projeto de introdução de tablets na educação, que vai abranger 30 turmas e cerca de 600 alunos e ainda a criação e entrada em funcionamento do Centro de Inovação e Tecnologia N. Mahalingan, que teve como principal promotor a Sakthi.
Falando da área social, o presidente da câmara, salientou que a ação da autarquia “não se restringiu a apoiar as IPSS”. “Quando a crise nos atingiu com mais violência criámos respostas adequadas, como o apoio ao arrendamento, o programa “Cem Desempregados” e reforçamos o número de bolsas de estudo”, acrescentou.
“Na saúde lutamos pela manutenção de valências no hospital de Águeda”, disse ainda Gil Nadais.
Também o desporto mereceu destaque na intervenção de Gil Nadais, que referiu que “de uma política de apoio aos resultados desportivos, passámos, de forma decidida, para o apoio à formação desportiva, através de um quadro e de um referencial definido em que cada coletividade sabe qual o apoio que pode receber da autarquia”. Gil Nadais anunciou ainda que é objetivo da câmara durante o ano de 2017 substituir o relvado sintético de Valongo e colocar um segundo no estádio Municipal.
Outra das apostas fortes da autarquia, segundo Gil Nadais, foi o turismo, lembrando, entre as várias ações levadas a cabo, a limpeza dos jacintos na Pateira, mas também a criação de circuitos de arte urbana e o Agitágueda, “que é hoje muito mais do que uma marca da cidade”.

Novo hotel previsto para  o Casarão

Gil Nadais aproveitou o momento para revelar que entrará em funcionamento, em março de 2017, o hotel 4 estrelas na cidade e será iniciada, nesse mesmo ano, a construção de um novo hotel no parque empresarial do Casarão.

Museu da indústria em 2017

No próximo ano, a autarquia irá igualmente iniciar os projetos para transformar as antigas instalações da Canário Lucas num “centro de memória industrial do concelho e de construção de futuros”. “A partir deste local, poderá ser estruturada uma rede de turismo industrial que já começa a dar os primeiros passos e que vai contar com a ajuda da Sakthi porque esta unidade, quando começar a funcionar, em fevereiro de 2017, estará preparada para receber visitas de grupos a qualquer momento”, explicou Gil Nadais.
No que toca à área cultural, Gil Nadais, destacou, entre outras, a aposta nas Sextas Culturais, a criação da incubadora cultural e a construção do centro de artes, que terá 600 lugares e que Gil Nadais acredita ser capaz de “colocar Águeda nos roteiros das itinerâncias das companhias de espetáculo portuguesas e estrangeiras”.
Gil Nadais falou ainda de transferências para as freguesias, desafiando a oposição a dizer quais eram os montantes que “antes de assumirmos a presidência da autarquia eram transferidos para as Juntas de Freguesia”. “Não são capazes de dizer porque essas transferências eram discricionárias e dependiam do melhor ou pior relacionamento do presidente da junta com a câmara e da sua capacidade de influenciar”, disse.
“Queremos uma cidade que seja uma cidade de pessoas e para as pessoas onde o automóvel possa ter o seu lugar mas não seja o centro da construção do urbano”, disse Gil Nadais, falando da aposta nas obras da regeneração urbana, destacando a construção de um elevador junto à Biblioteca Municipal que “ajudará os que têm maiores dificuldades a vencer a altura que separa o rio da zona dos serviços”.
As pavimentações, o orçamento participativo e a modernização administrativa foram outros dos temas que Gil Nadais não deixou de fora do seu discurso, bem como a “boa” saúde financeira da câmara.

(reportagem na edição de 9 de novembro)

Intervenção do PS

Intervenção do PSD

Intervenção do CDS/PP

Intervenção da CDU

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