Águeda inverte tendência em alojamentos turísticos

Águeda, vista aérea

Camas em alojamentos turísticos aumentam mas permanência de hóspedes é um desafio para Águeda. O território municipal de Águeda tem invertido, nos anos mais recentes, a tendência de descida de número de camas em hotéis e outros alojamentos turísticos, que se verificava entre 2009 e 2013, aumentando de forma gradual até 2018. Já quanto à permanência nos alojamentos, o rácio de Águeda é o nono entre os 11 municípios da Região de Aveiro.

No período observado entre 2009 e 2018 (últimos dados disponíveis, atualizados em setembro de 2019), o município de Águeda revela duas realidades antagónicas quanto ao número de camas em alojamentos turísticos: tendência de descida até 2013 (de 386 camas em 2009 para 268 em 2013) e tendência de subida nos cinco anos que se sucederam.
Contudo, só no último dos anos em que existem dados disponíveis (2018) Águeda conseguiu ultrapassar o número de camas em alojamentos turísticos que se verificava em 2009, passando a dispor de 390. A subida foi gradual: de 304 em 2014, 310 em 2015 e em 2016, e de 365 em 2017.
Para esta subida de Águeda contribuiu o investimento em unidades hoteleiras no território municipal: em 2009 Águeda dispunha apenas de 60 camas em hotéis, passando agora para 268 (dados do INE).

AVEIRO, ANADIA E PRAIAS…

Na Região de Aveiro (11 municípios) a subida foi sempre gradual ao longo dos 10 anos em análise, passando das 3.994 camas em alojamentos turísticos (2009) para 5.677 em 2018. Neste ano, Aveiro dispunha de 2.049 camas, bem acima de Anadia (987), Ílhavo (627) e Ovar (511). Águeda é, pois, o quinto município da Região de Aveiro com maior número de camas em alojamentos turísticos, acima de Murtosa (256), Albergaria-a-Velha (238), Estarreja (192), Sever do Vouga (161), Oliveira do Bairro (136) e Vagos (130).

BAIXO RÁCIO DE DORMIDAS

Já quanto ao rácio de dormidas em alojamentos turísticos por 100 habitantes, Águeda apresenta apenas o nono valor mais elevado entre os 11 municípios da Região de Aveiro, com 66,2%. Inferior a Aveiro (453,6%), Anadia (287,3), Murtosa (258,7), Ílhavo (197,4), Ovar (160,8), Sever do Vouga (83,3), Estarreja (81,8) e Albergaria-a-Velha (75,8). Apenas Vagos (46,8) e Oliveira do Bairro (38,2) apresentam valores inferiores a Águeda.
Estes dados do INE – Instituto Nacional de Estatística – reproduzem o inquérito à permanência de hóspedes na hotelaria e outros alojamentos. Em Águeda, o valor mais baixo verificou-se em 2012 (23%) e o mais elevado em 2017 (68,4), tendo em conta os últimos 10 anos.
O INE não apresenta dados completos sobre os proveitos com dormidas nos alojamentos turísticos. Nos quatro municípios que integram a Região de Aveiro e que são mencionados em 2018, Aveiro regista 10.350 milhões de euros, Ílhavo 3.562 milhões de euros, Ovar 2.565 milhões de euros e Águeda 898 mil euros.
Os dados disponíveis permitem concluir que os proveitos praticamente duplicaram na Região de Aveiro entre 2012 e 2018, tendo-se situado próximo dos 21 milhões de euros neste último ano. Os três valores apresentados referentes aos proveitos no território municipal de Águeda indicam 559 mil euros em 2014, 909 em 2017 e 898 em 2018.
A.S.

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