Águeda não esquece vítimas do incêndio catástrofe

Bombeiros homenagem vítimas incêndio

Apesar de terem passado 30 anos após o incêndio catástrofe de 14 de junho de 1986, que vitimou 16 bombeiros (9 de Águeda e 5 de Anadia) e dois civis, Águeda não esquece esse fatídico acontecimento que ainda hoje está bem presente na memória de todos

E foi para dizer que essas vítimas não foram esquecidas e que jamais serão esquecidas que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda preparou um programa de homenagem às vítimas, na terça-feira, dia 14, que incluiu a colocação de uma pedra em granito polido, com uma parte do poema de Paulo Sucena, em cada local onde foram encontradas.
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro associou-se à efeméride e assinalou em Águeda o dia distrital do bombeiro.
Mais de uma centena de bombeiros, representando as 26 corporações do distrito, e 30 viaturas marcaram presença.
No incêndio arderam 8.500 hectares de floresta e morreram 16 homens, entre bombeiros de Águeda (9) e de Anadia (5) e civis (2).
A emoção marcou as várias cerimónias realizadas, que começaram no quartel de Águeda, e as breves intervenções que se fizeram ouvir.
Depois do discurso sentido de Faria Gomes, Jaime Marta Soares, presidente da Liga Portuguesa dos Bombeiros Portugueses, lamentou a “ausência da comunicação social nacional” sublinhando que “era importante transmitir ao país que os bombeiros têm memória” e que “os bombeiros recordam-se dos seus camaradas”. “Homens que foram autênticos heróis que perderam a vida a salvar o património que é de todos”, disse ainda.
“Estes homens não podem ser esquecidos! Não são esquecidos”, disse, por sua vez, Jorge Almeida, vice-presidente da câmara.

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