Águeda | ‘Oposição’ não vai à bola com orçamento do ‘Juntos’

Câmara Municipal de Águeda

Na hora de discutir as grandes opções do plano e orçamento, o executivo do Juntos destacou a aposta na educação, na cultura, na saúde e o investimento nas freguesias. Já a oposição disse que é um orçamento de “ficção” e criticou o empolamento

“Pela primeira vez, vamos atingir os 2 milhões de euros em transferências para as freguesias”, começou por sublinhar o presidente da câmara Jorge Almeida, falando da aposta na saúde, cultura, desporto e educação. “A educação continua com uma fatia de leão”, frisou o edil.
Anunciando o seu voto contra, António Gama Duarte (PS) considerou o orçamento “um exercício absolutamente ficcional” e lembrou o alerta da DGAL Direção-Geral das Autarquias Locais sobre aos montantes das receitas e das despesas. “Recuso-me a fazer qualquer apreciação portanto”, disse ainda.

“BAIXAS TAXAS DE EXECUÇÃO”

“É um orçamento repetitivamente empolado”, disse, por sua vez, Paulo Seara (PS), lembrando as “baixas taxas de execução”.
Rebatendo os argumentos do presidente da câmara, o socialista lembrou que o município recebe milhões do Estado para pagar aos funcionários das escolas e que mais de 800 mil euros do investimento nas freguesias advém do orçamento participativo. “Isso é que é um investimento estruturante nas freguesias?”, questionou Seara, considerando a gestão do Juntos “avulsa” e do “correr atrás do prémio”, “sem rasgo estratégico” e “sem rumo nem visão”. O vereador socialista considerou ainda baixo o investimento de 450 mil euros previsto para a Pateira.
Já Antero Almeida, vereador do PSD, focou mais a sua intervenção na proposta de fiscalidade (que mantém os valores das taxas dos últimos anos), para contestar a taxa de derrama aplicada pelo município (que é zero para empresas que tenham um volume de negócios igual ou inferior a 100 mil euros e 1,5% para empresas com volume superior). “As empresas são quem cria riqueza e por isso deveriam ter especial atenção do executivo”, defendeu. Considerou ainda que a não aplicação da taxa de IRS “beneficia os rendimentos altos” e que para as “camadas mais desfavorecidas é uma medida inócua”. O social democrata defendeu, por fim, que não é através da não cobrança da taxa de IRS que se atrai pessoas para Águeda e que com a sua cobrança o município poderia arranjar receitas para melhorar as condições de vida dos aguedenses.

“MUNICIPIO ABDICA DE 4 MILHÕES DE RECEITA”

Em resposta, o presidente da câmara enfatizou que com esta proposta de fiscalidade Águeda abdica da cobrança de uma receita na ordem dos 4 milhões de euros a favor dos aguedenses.
As propostas das grandes opções do plano e orçamento e da fiscalidade para 2020 foram aprovadas, por maioria, com os votos contra dos dois vereadores do PS e do vereador do PSD.

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