Aluno do CMJ admitido em universidade de Inglaterra

André Nabais

André Nadais, aluno do curso profissional de instrumentista de sopro e de percussão do Conservatório de Música da Jobra (CMJ), foi admitido no Royal Northern College of Music, em Manchester, Inglaterra. Vai frequentar o curso de performance em tímpanos e percussão no Royal Northern College of Music, em Manchester, Inglaterra, onde vai prosseguir estudos no ensino superior.

André Nabais

André Nabais

André Nabais prestou provas no passado mês de dezembro, ficou em primeiro lugar na prova de admissão, e ganhou uma bolsa de estudo para o ano letivo de 2015/2016. De sublinhar que, no total, entraram cinco percussionistas e André Nadais foi o único aluno internacional a ingressar nesta escola.
André Nadais tem 17 anos, é natural de Albergaria-a-Velha e no ano letivo de 2006/2007 ingressou no CMJ onde frequentou o curso de iniciação à música. Entre o ano letivo de 2007/2008 e 2011/2012 foi aluno no curso oficial de música e, desde o ano letivo de 2012/2013 que é aluno no curso profissional de instrumentista de sopro e de percussão.

P> A Percussão foi um “amor à primeira vista”?
R> Fui desenvolvendo o gosto pela Percussão, por isso foi mais um amor que se foi construindo. O meu professor, Pedro Fernandes, sempre me incentivou e desafiou a testar os meus limites e capacidades. Como gosto de desafios, cada vez me empenhava mais, com o intuito de conseguir atingir os objetivos propostos. Depois, houve uma altura em que não conseguia conciliar a música com a natação de competição, pelo que pensei em desistir da música. Após uma conversa com o meu professor percebi o que me motivava na música e que não podia viver sem ela, pelo que desisti da natação. Nessa altura tive a certeza de que queria tornar-me músico profissional. Devo aquilo que sou hoje ao meu professor Pedro Fernandes.

P> Que balanço fazes destes nove anos como aluno do CMJ?
R> Posso dizer que foram nove anos bastante positivos! Sinto-me preparado para o que me espera em Inglaterra pois sei que trabalhei para isso. O que vai deixar mais saudades são as amizades que fiz nesta escola e a relação que construí com alguns professores. Pessoas com quem, de certeza, poderei contar para o resto da vida.

P> Conta-nos tudo acerca da tua admissão no Royal Northern College of Music.
R> Fiz bastantes pesquisas sobre Universidades Europeias de Música e cheguei à conclusão que o que mais me interessava era o Royal Northern College of Music, em Manchester, Inglaterra. Candidatei-me para fazer audição e fui escolhido. Em dezembro de 2014 fui a Manchester onde prestei uma prova prática e outra teórica. O júri – constituído pela professora Simone Rebello, diretora do departamento de percussão, e pelo professor John Miller, diretor do departamento de sopro e percussão – mostrou-se bastante satisfeito com a minha prestação. Uns dias antes do Natal recebi a melhor prenda de sempre! Uma carta do Royal Northern College of Music a informar que tinha sido admitido no Curso de Performance em Tímpanos e Percussão, e que tinha ganho bolsa de estudo.

P> Ganhaste uma bolsa de estudo com todas as despesas pagas pela Escola. Como te sentes?
R> Como fiquei em primeiro lugar na prova de admissão ganhei uma bolsa de estudo para o ano de 2015/2016, essa bolsa engloba a estadia, as propinas e bem essenciais. Também estou nomeado para uma outra bolsa de estudo anual, mas ainda não sei os resultados. No total, foram admitidos cinco percussionistas no curso, que tem início em setembro de 2015, eu sou o único aluno internacional. Estou orgulhoso por saber que o meu trabalho foi reconhecido!

P> Quais são os teus planos a longo prazo?
R> Certamente que irei aproveitar todas as oportunidades que surjam, quer seja em Inglaterra, Portugal ou outro país. Quanto terminar o curso no Royal Northern College of Music gostaria de fazer um mestrado e um doutoramento. Mas tenho o objetivo de me tornar músico de uma orquestra profissional e/ou solista.

Foto de André Nabais: Ana Jesus Ribeiro

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