AM de Águeda aprovou moção de repúdio contra a CIRA

Câmara Municipal de Águeda

Depois da dura reação de Gil Nadais à verba atribuída a Águeda pela CIRA – Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro – no âmbito do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Região de Aveiro, considerando os valores uma “humilhação para Águeda”, foi a vez dos deputados da Assembleia Municipal manifestarem também o seu veemente desagrado pelo sucedido

A Assembleia Municipal de Águeda aprovou por maioria uma moção de repúdio contra a CIRA, com sete abstenções e o voto contra de Alberto Marques. Este membro do PSD fez uma declaração de voto, justificando que, na sua opinião, a moção “tem um fundamento político”, decidindo votar contra depois de ter ouvido Gil Nadais revelar o encontro com Ribau Esteves. “Depois disso, até pensei que a moção seria retirada”, acrescentou o social democrata.
De facto, foi ao fim de muita discussão em torno do assunto, na sessão da Assembleia Municipal, que Gil Nadais, presidente da câmara, revelou que umas horas antes tinha reunido com Ribau Esteves, presidente da CIRA e da Câmara de Aveiro, afirmando que este se mostrou disponível para estudar uma solução.
Para os membros da Assembleia Municipal, as verbas atribuídas a Águeda são uma humilhação para o município. Foi Paulo Seara (PS, presidente da União de Freguesia Águeda e Borralha) que deu o pontapé de saída na discussão do assunto, evidenciando a discrepância entre Aveiro que recebe 4,6 milhões de euros e Águeda que recebe 400 mil euros, lembrando que municípios com Ovar e Murtosa recebem, respetivamente, 3 milhões e 1,5 milhões de euros, de um bolo de 16 milhões de euros a ser distribuído pelo 11 municípios que constituem a CIRA.
“Não é só o senhor que se sente humilhado, deve ser todo o cidadão aguedense a sentir-se assim”, referiu Paulo Seara.
O PSD apelou ao diálogo e negociação, sugerindo convidar Ribau Esteves a dar explicações na Assembleia Municipal. “Estamos a abrir uma guerra que não faz sentido nenhum”, voltou à “carga” Hilário Santos, defendendo que se deve levar as negociações até ao fim e que as moções “valem zero”, apesar de concordar com Gil Nadais quando defende que os critérios não estar a ser corretos.
A mesma posição foi defendida por António Martins (CDS-PP), que considerou a moção proposta por José Vidal “inócua”, lembrando que a Assembleia Municipal tem representantes na CIRA (os socialistas José Vidal e Carla Tavares e o social democrata Hilário Santos) que devem indagar o que se passou e depois, se se justificar, chamar à assembleia o presidente da CIRA, sugerindo a José Vidal que retirasse a moção. “Às vezes é melhor negociar do que fazer espalhafato”, afirmou o deputado, lembrando o processo do Hospital de Águeda.
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