Associação Humanitária Castanheirense: “Necessitamos de melhores condições para prestar serviço”

Associação Humanitária Castanheirense

A Associação Humanitária Castanheirense (A.H.C.) vai comemorar o seu 22º aniversário, no sábado, dia 28 de novembro, pelas 20h30, na sede da associação. Uma forma de agradecer a todos os que têm apoiado a associação, diz Emanuel Martins, presidente da direção, em entrevista ao RA, falando ainda das condições que faltam à associação e aos seus elementos. Faltam camaratas, equipamentos de proteção para combate aos incêndios, entre outras condições

Emanuel Martins

Emanuel Martins

P> O que vos leva a comemorar este aniversário, já que não é tradição da associação fazê-lo?
R> A história desta associação é demasiado rica para não o fazer! Relembro que tudo surgiu de uma “brincadeira” entre amigos, em 1993,que ansiavam termos algo que protegesse a nossa freguesia, após esta ter sofrido um grande incêndio que desbastou toda a nossa zona, em junho de 1986. Tendo em mente a nossa história, que valorizo imenso, e mantendo as nossas raízes vivas, considerei imperioso comemorarmos o 22º aniversário com um jantar, que terá lugar na sede da associação. Assim sendo, o próximo dia 28 de novembro será festejado com muita alegria e orgulho com todos aqueles que nos têm vindo a apoiar incondicionalmente: sócios, amigos e população. A direção sentiu necessidade de agradecer a todos, sem exceção.

P> Quais as principais dificulda- des que enfren- ta a as socia-ção?
R> As principais dificuldades relacionam-se com a falta de visibilidade e condições para os nossos colaboradores que prestam um grande serviço durante toda a época de risco.

“NECESSITAMOS DE MELHORES CONDIÇÕES”

P> O que faz mais falta à associação neste momento?
R> Como referi anteriormente, o que necessitamos é de melhores condições físicas de forma a que os nossos colaboradores possam ter acesso ao que se exige nesta atividade, como por exemplo, camaratas, equipamentos de proteção para combate aos incêndios, entre outros.

P> De que forma é apoiada a associação?
R> A associação é apoiada pelos sócios, pela população, Junta de Freguesia, Câmara Municipal e atividades realizadas ao longo do ano. Contamos sempre com toda a boa vontade e união que felizmente é característica das gentes serranas!

P> São suficientes esses apoios?
R> Infelizmente, não são o que realmente a associação necessita contudo não desistimos e a prova disso é precisamente a comemoração do 22º aniversário em que todos juntos mostramos que existimos e somos uma só voz!

25 ELEMENTOS

P> Quantos elementos tem a associação atualmente?
R> Neste momento, contamos com cerca de 25.

P> Gostaria de destacar alguns projetos ou objetivos para o futuro?
R> Atualmente, tenho como principal objetivo motivar e “agitar” todos os que estão com a associação, pois só partindo desta premissa que passa por muita organização é que conseguirei implementar o que pretendo. Posso referir que um dos meus objetivos futuros é a construção de infra estruturas adequadas às necessidades dos elementos da A.H.C, possível substituição de equipamentos (viaturas e outros) e batalhar para um maior reconhecimento por parte da Proteção Civil da associação e os seus elementos.

PRINCIPAIS APOSTAS

P> Foi eleito em abril. Quais têm sido as suas principais apostas?
R> Gostaria de referir que esta associação não serve apenas para primeira intervenção ao combate a incêndios, pois pretendo que seja um local no qual a população se encontre, conviva e discuta as suas preocupações referentes à zona Serrana.
Assim, tenho vindo apostar na união, quer entre elementos e sócios quer com a população. A associação é de e para todos e, como tal, considero imperioso todos remarmos juntos na mesma direção.
O caminho que se tem percorrido, apesar de algumas dificuldades, é gratificante e orgulha e honra todos.

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