Aumento significativo de jogadores estrangeiros no distrital

Bola de futebol

O número de jogadores de futebol a atuar em clubes participantes nos campeonatos distritais seniores de Aveiro aumentou significativamente nas últimas épocas, segundo números a que o RA teve acesso

Esta época, a percentagem de jogadores estrangeiros seniores inscritos em clubes das três divisões dos campeonatos distritais de Aveiro aumentou para 9,3%. Praticamente triplicou a percentagem que se verificava há três épocas (3,3%).
Em 2018/19, que vai a meio, são 158 os jogadores de outras nacionalidades que não a portuguesa a atuarem por clubes distritais, a nível sénior, nos campeonatos de elite, primeira divisão e segunda divisão (séries A e B). O caso próximo mais flagrante passa-se com o Famalicão, que tem um plantel praticamente formado por jogadores brasileiros (18 em 20 jogadores), incluindo treinador e fisioterapeuta, o que não evita que seja último classificado na 1ª divisão distrital.
Ao todo, estão inscritos 1705 atletas em 2018/19, menos 151 que na época anterior e menos 76 que há duas épocas (2016/17). Nesta última, foram inscritos 59 estrangeiros, número que quase triplicou em duas temporadas futebolísticas: 120 estrangeiros em 2017/18 e os referidos 158 na atual.
Comparativamente à última época, o número de jogadores estrangeiros diminuiu no campeonato de elite (de 83 para 67) representando 14,8% do total de jogadores inscritos. Aumentou (praticamente triplicando neste último ano) nas primeira e segunda divisões: de 17 para 42 e de 20 para 49, respetivamente.

SUL-AMERICADOS E AFRICANOS

Alvarenga e Esmoriz foram os primeiros clubes a introduzir jogadores estrangeiros em maior escala, provenientes da América do Sul (o primeiro) e de África (o segundo).
Ainda hoje o Alvarenga tem inscritos 16 brasileiros, a que se junta um indiano, mas na época passada o clube de Arouca registou a inscrição de 20 brasileiros, três colombianos e um paraguaio (75% do plantel).
O Esmoriz regista a inscrição, na atual época, de um luso-francês e de jogadores de quatro nacionalidades, além da portuguesa: um liberiano, três brasileiros, um colombiano e um camaronês. Já teve ganeses, nigerianos, moçambicanos e zambianos – um dos quais, Emmanuel Banda, foi transferido para o Ostende, da 1ª divisão belga.
No principal campeonato da AFA – Associação de Futebol de Aveiro – há casos de equipas no topo da classificação com planteis totalmente formados por jogadores portugueses (como o Bustelo, 2º classificado) mas o Vista Alegre (8 brasileiros e um colombiano), Mansores (8 colombianos) e o líder Beira Mar (pelo menos 4 brasileiros, 3 ganeses e 2 coreanos) têm forte presença de futebolistas estrangeiros nos respetivos planteis.
Na 1ª divisão distrital, além do Famalicão (jogadores entre os 20 e os 24 anos de idade, de uma só nacionalidade), o Valecambrense regista a inscrição de pelo menos seis brasileiros e um colombiano.

CLUBES DE ÁGUEDA NÃO ALINHAM

Os clubes de Águeda parecem estar afastados desta realidade mas a LAAC apresentou esta época a novidade de ter consigo dois jogadores japoneses, Yuki e Koki, que vem apresentando regularmente na equipa.
O Mourisquense, no campeonato de elite, dispõe de dois jogadores brasileiros – Rosalvo e Ryan – que foi contratar ao Carqueijo. Ambos estão no segundo ano da experiência em Portugal. Ianique é guineense mas foi formado nas camadas jovens do clube, residindo em Águeda.
Na 1ª distrital, o Fermentelos tem dois jogadores com naturalidade estrangeira (Jonathan e Wilson, venezuelano e cabo-verdiano respetivamente) mas ambos com formação em clubes da região e residência fixa em Portugal.

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