Banda Marcial: “Essencial privilegiar o coletivo em detrimento do individual”

Banda Marcial de Fermentelos - 147 anos

Numa “caminhada que não tem sido fácil”, Jorge Mendonça lembrou, nos 147 anos da Banda Marcial de Fermentelos, que “é essencial privilegiar o coletivo em detrimento do individual”, numa associação com “alma quente, de quem quer sempre mais e melhor”. Já Celestino de Almeida, em jeito de recado, fez notar o “naipe de juventude que nos entusiasma” mas alertou: “É o vosso prazer mas não se esqueçam que é também a vossa obrigação, a obrigação de continuar esta obra”

“Se há uns quem se queixam do vento, e outros que esperam que o vento mude, aqui na Marcial optamos por ajustar as velas”. O presidente da Banda Marcial de Fermentelos, Jorge Mendonça, lembrou o pioneirismo na adoção de “novas ideias”: exposição “Águeda, sentir e ouvir” que retrata a importância das filarmónicas de Águeda, “dois anos depois de aqui termos deixado o desafio da criação de um Museu da Filarmonia”; a presença da Marcial na Casa da Música, “quando pela primeira vez aí atuou uma filarmónica civil; a realização do concerto “Alma – Cantata Profana”, quando se juntaram no mesmo palco uma banda, uma mezzo-soprano e os oito grupos corais do concelho de Águeda; e reconhecimento pelo governo do “interesse da programação das nossas atividades, como sendo de interesse para efeitos de mecenato cultural”.
“Apesar da suscetibilidade da questão, foi também de forma pioneira que este ano avançámos para a implementação de um regulamento das honras fúnebres e da homenagem”, referiu o dirigente. “Para nós também não será surpresa se daqui a uns anos vier a ser institucionalizado o estatuto do dirigente e do músico filarmónico e aprovado o “regime jurídico da atividade filarmónica, reptos que já por nós aqui foram lançados e deixados à consideração de quem pode e de quem manda, mas que pelos vistos não quer”.

(reportagem completa nas edições e-paper e impressa)
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