Banda Nova alerta para falta de apoios na comemoração dos 98 anos

Banda Nova de Fermentelos comemorou 98 anos

“A situação começa a ficar insustentável e urge fazer algo em prol das coletividades”, defendeu Aurélio Carvalho, presidente da direção da Banda Nova, no almoço comemorativo de aniversário, lamentando a “redução continuada de apoios institucionais”

O dirigente, na sua intervenção, referiu-se ainda ao processo de registo oficial da denominação “Fermentelos – Vila da Música”, iniciado há uns meses, regozijando-se pelo facto da Banda Nova ter estado na génese do processo com a sua deslocação, em maio, a São Cipriano, a denominada “Aldeia da Música”. “Aí, à semelhança do que acontece em Fermentelos, a música é vivida intensamente, com algumas disputas à mistura, entre as duas bandas existentes, curiosamente com denominações similares às das bandas fermentelenses: Banda Nova e Banda Velha”, referiu.
Aurélio Carvalho falou ainda das obras de ampliação da sede da coletividade – que já deviam estar em curso – justificando que “apesar de todos os esforços e das conquistas alcançadas, junto das entidades oficiais – Conservatória do Registo Predial, Autoridade Tributária e Câmara Municipal de Águeda -, até esta data, não conseguimos ainda reunir as condições para obtenção da licença de construção”.
“Estamos crentes de que a permissão para o levantamento da licença de construção seja proferida nas próximas semanas, ainda antes do final de 2019”, referiu ainda o dirigente, lembrando que a obra tem de estar concluída até 31 de outubro de 2020, por força do contrato celebrado com a Câmara Municipal de Águeda.
Numa primeira fase, explicou o presidente da Banda, os trabalhos consistirão na instalação de um elevador (e monta-cargas) e a ampliação estrutural do edifício. A empreitada inclui ainda a implantação de algumas infraestruturas de segurança: uma segunda escadaria central e quadros elétricos de piso.
Ainda de acordo com o dirigente, em 2020 “será apresentada uma candidatura a financiamento à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, através de um programa que mereceu referências na cerimónia do 97º aniversário, identificado por Carlos Lemos”.
Também o vice-presidente da câmara Municipal, Edson Santos, se referiu à falta de apoios do poder central às coletividades, sublinhando que “a cultura é cada vez menos apoiada por este governo e pelos anteriores”. Ainda falando de apoios, o número 2 da câmara aproveitou para lembrar que a autarquia investe 3 milhões de euros em cultura e desporto. “Como é que a cultura é taxada a 23%”, questionou Edson Santos.
“Continuo com a esperança que a cultura deixe de ser o parente pobre da nossa nação”, disse, por fim, Augusto Gonçalves, falando também dos apoios do poder central ao associativismo e lembrando as dificuldades que as coletividades enfrentam para encontrar líderes.

(reportagem completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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