Brincar com Pessoas!!! , por José Marques Vidal (*)

O desgoverno do PSD / CDS continua na sua marcha imparável, levando para o abismo os sonhos, os anseios, os desejos, as almas, os corpos , os olhos marejados de desespero, de milhares de pessoas, para eles números, sem emprego, sem dinheiro, sem saúde, sem esperança de alguma vez poderem ser alguém.

Os políticos do PSD / CDS que antes atacaram o governo anterior, muitas vezes com razão, na falta de princípios, no favorecimento, no encobrimento de situações menos claras, no aumento indiscriminado de impostos, na má aplicação dos dinheiros públicos, no aproveitamento do estado, são os mesmos que agora reproduzem os malefícios, sem um pingo de vergonha, ao afirmarem hoje o contrário do que então diziam.

Um governo de “Relvas” ministro, a adjuntos, assessores, secretários, diretores, nomeados a pedido, a cartão de partido,  todos “relvinhas”, não é um governo, é uma vergonha para aqueles que sofrem e vivem de um trabalho diário de sacrifícios, como antes já aconteceu.

Não perceber, ou não querer perceber isto, como é o caso do primeiro ministro Passos Coelho e do PSD / CDS é levar o País para uma situação nebulosa, onde vale tudo e impera a lei do mais forte, a do compadrio, dos detentores do dinheiro, daqueles que falam em 1 milhão de desempregados, como falam de ter perdido 1 milhão de euros em jogos e conluios da bolsa.

Temos um governo que a coberto de uma intervenção da Troika, usuários que nos emprestam dinheiro a 4% de juros, “brinca” com as pessoas, como ratos de laboratório, fazendo experiências de modelos económicos, de modelos de sociedade, estudados pelos nosso ministros e assessores, em grandes universidades, bancos, sociedades financeiras que como principal cartão de visita, apresentam o falhanço de todas as previsões e o terem levado à fome e desespero, milhões de pessoas pelo mundo inteiro, à conta da sua ganância.

Existem, mesmo contra a vontade do governo, o Sr. António que encerrou a loja da família e teve que ir viver para a terra com os seus pais, aposentados dessas lides, a Maria e o João, licenciados, casados, sem filhos, sem casa, desempregados de uma caixa de supermercado, a viver num quarto de uma tia-avó, a Alice funcionária pública zelosa dos seus deveres, das suas obrigações e que devido aos cortes, não consegue pagar os empréstimos que lhe concederam de boa fé, os banqueiros que tudo ganharam em anos e anos, o Francisco, trabalhador na construção em biscates aqui e ali que mal tem dinheiro para alimentar o filho de casamento mal dado, quando chega ao casebre sem casa de banho, existem, existem, existem e são PESSOAS

Os “bons alunos” do governo e os “hipócritas” do PSD e CDS, discutem taxas e mais taxas, tachos e mais tachos, sorriem entre eles como bons rapazes, seguem o monocórdio do Gaspar de forma cega, acreditando que quem até hoje sempre falhou, mentindo sempre ao povo, alguma vez irá acertar, como que por milagre, dando de barato o sofrimento das pessoas, o desespero das famílias, a fome e mesmo o suicídio de alguns.

O Governo e os seus apaniguados do PSD / CDS,  disseram que estávamos a melhorar que em 2013 já iriamos recuperar, ficaram espantados com o aumento do desemprego, com a baixa da receita, com a recusa desses malditos trabalhadores em pagar a TSU, acham que o povo é mal agradecido quando não aceita o aumento “brutal” dos impostos que nos irá salvar, não compreende que ninguém acredite que irão cumprir as metas definidas, estranha que não haja aplausos às ideias brilhantes de baixar 10% as prestações sociais mais baixas, de beneficiar com apoios as escolas melhores em vez das piores, de reduzir o tempo de subsídio de desemprego num país sem empregos, de acabar com freguesias sem que existam benefícios.

Temos um governo totalmente incompetente, com os mesmos defeitos obscuros dos anteriores, apoiado por deputados que eles acham ser uma “camarilha” que só tem que obedecer e que está vocacionado para governar sem esses chatos que são as pessoas que constituem o povo ignorante que não os percebe.

Já que não temos governo, só nos resta juntar forças, ser solidários com quem mais sofre, não permitir a desistência das pessoas, trabalhar de forma afincada para vencer algumas das dificuldades diárias, falar com os outros, beber um copo, rir do futebol, afastar as tristezas, comunicar, não deixar que se imponha o silêncio do isolamento e já agora tentarmos arranjar alguém que nos governe e que nos considere PESSOAS.

(*) – Membro da Assembleia Municipal de Águeda (PS)

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