“CAA acrescenta valor ao concelho de Águeda” – Elsa Corga

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Elsa Corga faz um balanço “positivo” do primeiro ano de funcionamento do Centro de Artes de Águeda, que será assinalado no próximo fim de semana, sublinhando que a autarquia tem procurado “garantir uma oferta cultural diversificada e de qualidade”

P> Que balanço faz deste primeiro ano de atividade do Centro de Artes de Águeda (CAA)?
R> Considero que foi muito positivo. Este é um equipamento com espaços muito bons, com excelentes condições para receber as mais variadas iniciativas, desde exposições, espetáculos, workshops, congressos, reuniões, entre outras, que está ao serviço da comunidade nas suas diferentes vertentes e que tem um importante papel a desempenhar na sensibilização e formação de públicos. Nesse sentido, procurou-se desde o seu início, garantir uma oferta cultural diversificada e de qualidade, o que foi conseguido, com grande adesão por parte do público, contando até à data com mais de 42 mil participações nas atividades dinamizadas.

P> Foram muitas as atividades realizadas ao longo deste ano, quer falar um pouco sobre isso?
R> Realizamos duas grandes exposições, que foram visitadas por milhares de pessoas e que permitiram a muitas crianças e jovens do concelho, contactar com a arte nas suas diversas vertentes. A Coleção (Reloaded), com a curadoria de João Silvério, contou com obras de artistas nacionais e internacionais de reconhecido mérito, da coleção Norlinda e José Lima, a quem agradecemos muito a disponibilidade e cedência destas magnificas obras. Less is More é a segunda exposição, que está patente até ao fim de semana de aniversário, conta com exemplares oriundos de países como Itália, França, Alemanha e com uma forte componente local, com exemplares gentilmente cedidos por vários Aguedenses, que aderiram de forma marcante a esta iniciativa, bem como documentação cedida pela ABIMOTA.
O Projeto Educativo e de mediação de públicos é uma grande aposta, que tem como objetivo formar e fidelizar públicos, através de dinâmicas diversificadas, espetáculos, visitas guiadas, oficinas e workshops, ensaios abertos, conversas, debates… Foi feito um trabalho de grande proximidade com as escolas, jardins-de-infância, IPSS, Universidades Seniores, que aderiram em força às atividades e que foram presença constante no CAA. Passaram por estas atividades muitas crianças e jovens, com participações muito enriquecedoras e que, estou certa, são contributos importantes na formação de cada um.
Foi um ano de grandes espetáculos, muitos deles protagonizados por gentes de Águeda, pessoas de grande talento que orgulhosamente temos, neste concelho de grande dimensão cultural. A estes juntaram-se artistas nacionais e internacionais, da música, ao teatro, à dança clássica e contemporânea.

P> Acha que a construção do CAA foi um bom investimento para Águeda?
R> Águeda é um município em que a cultura está muito presente, são muitas as pessoas que se dedicam a projetos culturais, quer através de coletividades, quer a título pessoal e profissional, é um município com excelentes músicos, um município com grande potencial nesse domínio. A existência de um espaço que potencie estes factores faz todo o sentido, como espaço de sensibilização, de reflexão, de criação, de apresentação, um espaço de promoção da cultura e da arte nas suas diferentes disciplinas. Considero que devemos agradecer o que alguns apelidaram de “teimosia” do anterior presidente, Gil Nadais, e a todo os que direta ou indiretamente contribuíram para que Águeda disponha hoje de um equipamento desta envergadura e que acrescenta valor ao concelho de Águeda.

P> O facto da gestão ter passado a ser municipal, teve implicações na qualidade da programação?
R> O CAA é um equipamento municipal e a sua gestão é da responsabilidade da Câmara Municipal de Águeda desde o seu início. Todo o trabalho desenvolvido é feito em grande articulação com os serviços de cultura da autarquia, que têm um trabalho invisível, mas essencial para que toda a estrutura possa funcionar. Este é um espaço municipal e como tal gerido pela autarquia, foi pensado desta forma desde o início da sua construção.

“Ajustamentos permitiram diminuição  dos custos”

P> É possível fazer uma boa gestão do CAA tendo cortado as despesas para cerca de metade?
R> O CAA completa agora o seu primeiro ano de existência, sendo por isso, uma estrutura recente que a autarquia tem sob a sua alçada e que implica uma gestão cuidada e adequada ao seu contexto. Existe a preocupação de fazer uma gestão que não coloque em causa o fim a que se destina um equipamento desta natureza, mas que seja financeiramente suportável para o município, razão pela qual foi necessário ao longo deste ano efetuar alguns ajustamentos que permitiram uma diminuição dos custos de funcionamento e, em simultâneo, oferecer uma oferta de qualidade.

P> Afinal, quanto custa a manutenção do CAA ao munícipe?
R> Para o ano de 2018 as despesas globais previstas com o CAA são na ordem dos 550 mil euros, considerando os custos associados ao seu funcionamento e às atividades promovidas.

P> É intenção da autarquia manter a gestão o CAA municipal?
R> Sim, este é o modelo a que pretendemos dar continuidade.

P> Que novidades podemos esperar no futuro?
R> Temos projetos interessantes em diferentes áreas, sobretudo no âmbito do projeto educativo e espaço expositivo, com enfoque no processo criativo e no contacto com os artistas, bem como na exploração de outros espaços do próprio equipamento.

(notícia completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)

Isabel Gomes Moreira

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