Cada aguedense paga 109,4 euros de IMI por ano

Águeda

A receita “per capita” obtida pela Câmara de Águeda com o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis – tem vindo a aumentar na última década, tendo-se situado nos 109,4 euros em 2017. Na Região de Aveiro, esse valor é mais baixo em Sever do Vouga (81,5) e mais elevado em Aveiro (251,4).

Os dados da Pordata, entre 2009 e 2017, revelam que o município de Águeda arrecadou de IMI, em média por pessoa, 109,4 euros no último ano em que existem dados oficiais. Esse valor tem aumentado (era de 89,2 euros em 2009), registando a maior subida anual entre 2013 e 2014 (de 93,2 para 103,6).
Em valores absolutos, a Câmara de Águeda arrecadou 5 milhões e 085 euros de IMI em 2017, praticamente mais um milhão que em 2009. O valor mais elevado foi atingido, no entanto, em 2015 (5 milhões e 115 mil euros).
O IMI é a principal receita da Câmara de Águeda logo a seguir às transferências provenientes da administração central e de programas de financiamento europeu (ver peça em separado).
Em 2017, os impostos diretos representaram 9,1 milhões de euros de receita para o município, juntando-se ao IMI o Imposto Único de Circulação (1,3 milhões), o Imposto Municipal sobre as Transações Onerosas de Imóveis (1,1 milhões) e a Derrama (1,6 milhões de euros).

DE AVEIRO A SEVER DO VOUGA

Albergaria-a-Velha, Anadia Oliveira do Bairro e Estarreja andam à volta dos 2,5 milhões, cada município, de receita absoluta arredada com o IMI em 2017, bem abaixo da receita dos municípios de Aveiro (19,5 milhões), Ovar (8,3) e Ílhavo (7,7). Sever do Vouga arrecadou 947 mil euros de receita proveniente do IMI.
Na Região de Aveiro, os municípios de Aveiro (251,4) e de Ílhavo (200,3) lideram quanto à receita de IMI arrecadada por habitante, seguindo-se Ovar (152,9), Murtosa (133,5), Vagos (115,5) e Oliveira do Bairro (114,3). Abaixo de Águeda (109,4) estão Albergaria-a-Velha (106,9), Anadia (94,4), Estarreja (94,3) e Sever do Vouga (81,5).

DO ALGARVE A CINFÃES E AO CORVO

A média dos 11 municípios da Região de Aveiro era inferior a Águeda em 2009 (84,1 para 89,2) mas esta relação foi invertida a partir de 2011 com a subida vertiginosa do valor apresentado por Aveiro (era de 108,1 em 2009) e Ílhavo (104,3) mas também de Murtosa (88,3) e Ovar (95,3).
O facto de se tratar de municípios em zona costeira, com casas para alugar e de segunda habitação (sem que os proprietários tenham ali a sua residência fixa) ajuda a explicar, pelo menos em parte, a obtenção de maior receita de IMI por parte destes municípios na relação por habitante residente.
A receita de IMI por habitante obtida por Lisboa (233,4) e Cascais (236,2) foi inferior à de Aveiro em 2017. Os municípios da zona costeira do Algarve (com Albufeira a liderar com 452,3 euros em média por habitante) e de Grândola (307,2 euros, valor muito acima de qualquer outro município do Alentejo) estão no topo da receita de IMI per capita, em contraponto com Cinfães (33 euros) e Corvo (30,6).

AUGUSTO SEMEDO
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