Câmara de Águeda adia rescisão de protocolo com o Recreio

A ordem de trabalhos da reunião de Câmara incluía uma proposta de rescisão do protocolo com o Recreio Desportivo de Águeda com vista à ocupação do Estádio Municipal, assinado com a anterior direcção, para que pudesse ser negociado outro com os actuais responsáveis do clube.

“Sou contra rescindir o protocolo a meio da época, isso ainda irá agravar mais a situação do clube”, sustentou Brito Salvador.

O vereador social-democrata defendeu ainda que os outros clubes do concelho “deveriam ter as mesmas condições” e o presidente da Câmara, por sua vez, em resposta ao vereador, afirmou que “não se pode passar do oito ao oitenta” e que “o actual executivo tem vindo a reduzir os apoios ao Recreio em termos de instalações”.

“Proponho a cedência do estádio ao Águeda e apoiá-lo nos termos em que apoiamos os outros clubes”, avançou Gil Nadais.

Já Manuel Marques, do PSD, argumentou que “a Câmara ao passar para o clube a responsabilidade da conservação do equipamento, está a criar um problema para si própria daqui a quatro anos, uma vez que os clubes não têm dinheiro para fazer face a essas despesas e os custos de conservação serão muito mais elevados depois”. Manuel Marques argumentou ainda que “os actuais responsáveis do clube nada têm a ver com o que está degradado no estádio, uma vez que assumiram o clube há pouco tempo”, para defender que não deve ser rescindido o protocolo. A mesma ideia foi defendida por Jacinta Almeida.

O presidente da Câmara disse que havia uma informação da jurista da Câmara no sentido de que se deveria rescindir o protocolo, mas que não via problemas em que o ponto fosse retirado e fossem encontrados caminhos e soluções com os actuais responsáveis do Recreio.

“O Recreio foi sempre mais beneficiado que os restantes, mas apesar de achar que todos devem ser colocados em pé de igualdade, acho que não é agora a altura para rescindir o protocolo”, afirmou ainda Brito Salvador.

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