Carta anónima contra gestão PS obriga Nadais e Vidal a defenderem-se

O presidente da Câmara abriu o período antes da ordem do dia da última sessão da Assembleia Municipal de Águeda para tomar posição face a um documento que circula nas caixas de correio electrónico e de mão em mão.

“Eu quero e vou participar às entidades competentes, façam-me chegar os e-mails e as cartas que circulam de mão em mão”. A circulação de uma carta anónima pelas caixas de correio electrónico – visando a gestão de Gil Nadais como presidente da Câmara Municipal de Águeda, as ligações da autarquia a alegadas empresas do presidente do PS/Águeda, José Vidal, e questões familiares do autarca – dominou a sessão ordinária da Assembleia Municipal realizada no último dia do mês de Junho.

 

PSD ALEGA FALTA DE RESPEITO

 

Gil Nadais considerou que “as questões que são colocadas à autarquia são respondidas com brevidade” para salientar a acção que antecipou a abertura dos trabalhos, mal Hilário Santos (PSD) se sentou no seu lugar habitual: a colocação de um monte de documentos a seus pés, alegadamente com toda a informação solicitada pelo deputado na véspera da sessão. “A resposta fez parar os serviços”, fez notar o presidente da Câmara.

Hilário Santos reagiu de pronto. E em tom grave protestou: “Isto é uma falta de respeito pelos membros da Assembleia Municipal; a uma pergunta feita são descarregados papéis aos meus pés dizendo-me que tinha aqui os documentos pedidos”.

O social-democrata sublinhou a existência recente de duas iniciativas anónimas: a circulação de um panfleto sobre o hospital e agora de uma carta sobre “actos de má gestão”. Para Hilário Santos, “a Câmara tomou posição sobre o panfleto e concordei; mas agora não tomou posição sobre a carta anónima e entendemos, face à ausência de resposta, questionar sobre o seu conteúdo de forma objectiva. Mas não dissemos ao presidente que fosse respondido hoje”, insistindo na “falta de respeito” pela atitude tomada, que considerou ser “achincalhante”.

Já José Vidal, deputado e presidente da concelhia de Águeda do PS, considerou que “a cobardia pode ter muitas razões mas temos de dar importância ao conteúdo”, a propósito da carta anónima. Na Assembleia Municipal, o socialista fez “duas declarações de honra”: “o PS pagou todas as despesas da campanha eleitoral” e “não sou, nem nunca fui, sócio da Margens ou de qualquer empresa”.

(reportagem completa na edição impressa)

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