Castilhos chegaram à Castanheira há 190 anos

António Feliciano Castilho

Assinalam-se, no domingo, 23 de outubro, os 190 anos da chegada do Padre Augusto Frederico de Castilho e seu irmão António Feliciano de Castilho (escritor) à Paróquia de S. Mamede, de Castanheira do Vouga.

Foi no longínquo dia 23 de outubro de 1826 que os dois irmãos, vindos de Coimbra, fugindo às lutas e perseguições dos “miguelistas” aos liberais (com que estes se identificavam) chegaram à Castanheira, atravessando o rio em Bolfiar e sendo recebidos em ambiente de festa, com os três sinos da torre a repicar e as gentes nos caminhos a acolher o seu novo prior. Ambos viriam a permanecer aí quase oito anos, até ao final das lutas. Seu pai, José Feliciano de Castilho (médico, que chegou a prestar assistência gratuita a alguns castanheirenses mais dela necessitados), veio a falecer quando estava de visita a seus filhos, sendo sepultado na igreja da Castanheira em 3 de março de 1827, poucos meses depois da vinda dos dois filhos para estas terras. Por esta altura, sua mãe e sua irmã residiram algum tempo nestas paragens, tendo a sua irmã (Maria Romana) bordado o manto de Nossa Senhora.
António Feliciano de Castilho, cego desde os seis anos, na sequência de um ataque de sarampo, foi um exímio e importante escritor da época.

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