CERCIAG inaugurou casa abrigo

O presidente da Câmara, Jorge Almeida, a ministra Maria Manuel Leitão, e o presidente da Cerciag, Carlos Vaz Franco

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, presidiu à cerimónia de abertura da primeira casa de abrigo para mulheres com deficiência vítimas de violência, que será gerida pela CERCIAG

Na cerimónia inaugural, que decorreu nas instalações da CERCIAG, Carlos Vaz Franco, presidente da direção da instituição, referiu-se ao projeto da casa de abrigo como “um enorme desafio e uma imensa responsabilidade”, sublinhando que “irá permitir apoiar uma franja das vítimas de violência, nomeadamente de maus tratos físicos ou psicológicos, negligência, e de crimes sexuais, para as quais não existe resposta”.
Já o vice-presidente da Fenacerci – Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, Rogério Cação, disse que a CERCIAG constitui um exemplo de “como nós podemos ser protagonistas da mudança” e avançou com alguns números, destacando o facto de cerca de 10% da população mundial – ou seja 650 milhões de pessoas – viver com deficiência, sublinhando ainda que “a maioria dos episódios de violência não é sinalizada ou denunciada”.

“Um espaço de reconstrução de oportunidades”

Rogério Cação defendeu ainda medidas de prevenção para acabar com as situações de violência, concretamente entre as vítimas com deficiência, e referiu-se à casa de abrigo como um “espaço de reconstrução de oportunidades”.
“Esta casa, embora sendo um projeto-piloto, representa a meu ver, um passo fulcral na busca da proteção dos mais frágeis e no estabelecimento de uma real política de igualdade para a população a que se destina”, disse, por sua vez, Jorge Almeida, presidente da Câmara de Águeda, acrescentando que a autarquia não teve dúvidas em apoiar este projeto, através da celebração de um protocolo de parceria com a CERCIAG, “onde nos comprometemos a apoiar esta Casa Abrigo, para já, até 2021”.
Por fim, a ministra defendeu que ainda há muito a fazer na luta pela igualdade e lembrou que as mulheres são as principais vítimas de violência doméstica, dando nota que, no ano passado, a polícia registou 27 mil participações, havendo muitas outras que permanecem ocultas.
“Temos de ser inovadores nas respostas sociais”, defendeu, ainda Maria Manuel Leitão Marques.
Por motivos de segurança das mulheres que vieram a ocupar a casa de abrigo, não é divulgada a sua localização.

Isabel Gomes Moreira
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