“Chapéus com rosto” quer promover o envelhecimento ativo e saudável

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Explorar o nível de envelhecimento na baixa da cidade de Águeda para desenvolver boas práticas ativas e saudáveis, é o objetivo do trabalho que Filipa Cardoso se encontra a desenvolver na Câmara Municipal

Filipa Cardoso, pertencente ao terceiro ano da licenciatura de gerontologia social da Escola Superior de Educação de Coimbra, encontra-se a desenvolver o projeto “Chapéus com Rosto”, em articulação com o gabinete de ação social da Câmara de Águeda. A base de incidência são as ruas Luís de Camões e José Maria Veloso e a Vielas dos Padres.
“Este projeto pretende explorar o município ao nível do envelhecimento, na rua mais conhecida da cidade de Águeda, a rua dos chapéus, procurando conhecer e intervir junto da comunidade, desenvolvendo boas práticas no envelhecimento, promovendo a socialização e, por conseguinte, um envelhecimento ativo e saudável”, referiu Filipa Cardoso.
A autora pretende desenvolver metodologias de trabalho que permitam quebrar o isolamento e boas práticas entre os munícipes, incentivar as relações intergeracionais e proporcionar oportunidades de participação, segurança e uma maior qualidade de vida. A promoção da socialização, com debate, intercâmbio de vivências e momentos de convívio, insere-se nos objetivos da intervenção.

RELAÇÃO
INTERGERACIONAL
E VOLUNTARIADO

O trabalho, que vem sendo realizado desde 29 de março, tem procurado identificar situações de idosos em isolamento. Irá decorrer até 18 de maio, em espaços localizados na Rua Luis de Camões, promovendo (uma a duas vezes por semana) sessões sobre segurança (com a GNR), saúde (Centro de Saúde e Bombeiros Voluntários), música, dança, nutrição, cultura, desporto, fisioterapia, arte e beleza.
Participam ainda nesta iniciática alunos das equipas de voluntariado da Escola Secundária Marques Castilho e do grupo de escuteiros de Águeda, que por sua vez tiveram formação dada por Filipa Cardoso, antes de iniciarem o contacto com os idosos. Além das relações intergeracionais, esta ligação contribuirá para “a consciencialização dos adolescentes sobre o fenómeno do envelhecimento e toda a sua envolvência” e a “sensibilização para a importância do voluntariado como forma de combate à solidão na terceira idade”. Por outro lado, Filipa Cardoso conta ainda que o contacto dos adolescentes com os idosos contribuirá para “a inovação de soluções”, promovendo “uma mudança de mentalidades e de atitudes perante a pessoa idosa”.

 

(leia mais na edição da semana – versões e-paper e impressa)

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