Ciclismo: Vicente de Mateos venceu Abimota

Domingos Gonçalves (metas bolinhas), Joaquim Silva(metas autarquias), Hugo Nunes (juventude e melhor ciclista de equipas de clube), Vicente de Mateos (vencedor da geral), Fábio Silvestre (vencedor da etapa em Águeda), Guillaume Almeida (montanha) e Angel Rebollido (metas volantes) , no pódio final em Águeda

O triunfo destacado na primeira etapa valeu ao espanhol Vicente de Mateos a vitória na 38ª edição do grande prémio Abimota, em ciclismo, que culminou no domingo, em Águeda, com a quarta etapa. O calor foi o maior inimigo dos ciclistas, num fim-de-semana que seria trágico por causa dos incêndios

Vicente de Mateos, vencedor do grande prémio Abimota 2017

Vicente de Mateos, vencedor do grande prémio Abimota 2017

Vicente de Mateos (Louletano/Hospital de Loulé) afirmou que não tinha medo do calor e concretizou-o com uma notável prestação na primeira etapa do GP Abimota. Na quinta-feira, feriado nacional, os mais de 36 graus não traíram as pretensões do espanhol do Louletano/Hospital de Loulé, que venceu na subida ao castelo de Belmonte com 1m14s de avanço sobre o vencedor do ano anterior, Filipe Cardoso (Rádio Popular/ Boavista).
“Penso que fiz uma excelente corrida. As altas temperaturas não me assustam, na minha região até costuma fazer mais calor, e por aí não tive qualquer problema. Estou bastante bem, senti-me com força, e tentei ‘arrebentar’ com a corrida, o que consegui”, disse o espanhol de 28 anos, natural de Manzanares (Ciudad Real), que gastou 3h35m14s, à média de 41,1 km/h, para cumprir os 147,5 km desde Proença-a-Nova – município vizinho de Pedrogão Grande, onde dois dias depois ocorreria o fatídico incêndio, em princípio motivado por trovoadas secas.

CANÍCULA E COMPETIÇÃO

Vicente de Mateos afirmou logo em Belmonte sentir-se com força para se defender dos ataques dos adversários nas três etapas seguintes, o que conseguiu. Apesar da canícula, o interesse da competição esteve sempre assegurada com ataques de pretendentes à amarela final e também às classificações das outras sete camisolas.
Ángel Sánchez Rebollido, jovem espanhol da W52-FC Porto triunfou na segunda etapa, no Sabugal, com sete segundos de vantagem sobre o líder da geral. “Foi uma etapa muito dura, que sabíamos que seria difícil de controlar, com terreno complicado e muito calor. A minha presença na fuga visava a vitória na etapa e estou feliz por ter alcançado o objetivo”, referiu Angel Rebollido.

JUVENTUDE É PARA MIRANDA/MORTÁGUA

Nesta segunda etapa, percorrida em 144.5 kms à média de 40,1 km/h, Hugo Nunes (Miranda-Mortágua) subiria à liderança da classificação da juventude, mantendo-a até final num mano a mano com Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros/Carglass). Foi o melhor ciclista sub23 e de uma equipa de clube com o 7º lugar final, a 2m41s do vencedor, precisamente o mesmo tempo do 8º, seu adversário direto.
Com o calor a sufocar, a terceira etapa dizimou o pelotão. Foram 68 os ciclistas que lograram terminar no dia seguinte em Águeda, dos 109 que iniciaram o GP Abimota. Em Manteigas, o minhoto César Fonte (LA Alumínios-Metalusa BlackJack) foi o melhor na ligação de 171,2 quilómetros desde Almeida e Manteigas, à média de 40,457 km/h. O espanhol Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) seria segundo classificado, reforçando o comando da geral individual.

MINUTO DE SILÊNCIO EM GOUVEIA

No domingo, Fábio Silvestre (Sporting-Tavira) conquistou em Águeda a primeira vitória da temporada ao vencer a 4.ª e última etapa do Abimota. Os 176,4 km desde Gouveia foram percorridos à média de 41,945 km/h, com a vitória a ser discutida ao sprinte. César Fonte foi segundo e Vicente de Mateos 5º. Sem surpresas…
O calor foi agravado pelo ar sufocante que se respirava em Gouveia, no seguimento dos incêndios que deflagravam pelo país. Antes da partida, toda a caravana ciclista cumpriu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do incêndio de Pedrogão Grande.
Contas feitas, Vicente de Mateos acabaria a prova com a vantagem de 1m18s sobre Filipe Cardoso (Rádio Popular-Boavista) e de 1m21s sobre César Fonte (LA Alumínios-Metalusa BlackJack), corredores que formaram o pódio final.
“Foi muito difícil controlar as quatro etapas, as equipas atacaram, mas no final a Louletano-Hospital de Loulé e eu conseguimos defender a camisola”, disse Vicente García de Mateos, em Águeda.
O camisola amarela venceu ainda a classificação dos pontos (verde). Guillaume Almeida (LA Alumínios-Metalusa-Blackjack) conquistou a montanha, Angel Rebollido (W52-FC Porto) venceu as metas volantes e o seu companheiro de equipa, Joaquim Silva, venceu a geral das metas autarquias.

(classificações finais na edição da semana – versões e-paper e impressa)
Domingos Gonçalves (metas bolinhas), Joaquim Silva(metas autarquias), Hugo Nunes (juventude e melhor ciclista de equipas de clube), Vicente de Mateos (vencedor da geral), Fábio Silvestre (vencedor da etapa em Águeda), Guillaume Almeida (montanha) e Angel Rebollido (metas volantes) , no pódio final em Águeda

Domingos Gonçalves (metas bolinhas), Joaquim Silva(metas autarquias), Hugo Nunes (juventude e melhor ciclista de equipas de clube), Vicente de Mateos (vencedor da geral), Fábio Silvestre (vencedor da etapa em Águeda), Guillaume Almeida (montanha) e Angel Rebollido (metas volantes) , no pódio final em Águeda

 

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