coletivo nora – a arte de rua

coletivo nora: João Balreira e César Pereira

Foi em Águeda que César Pereira e João Balreira deram corpo ao coletivo nora, corporizando a vontade de criarem alguma coisa juntos, que vinha desde o ensino secundário.

Já passaram dois anos e umas quantas intervenções desde o primeiro projeto do coletivo nora. A rua foi e continua a ser o lugar predileto de criação e, tal como no primeiro dia, o nora mantém o desígnio de criar uma linguagem diferente e criativa entre a cidade e os seus habitantes, construindo assim um meio de divulgação de ideias através de intervenções artísticas no espaço público.
Tudo começou com o Jardim da Venda Nova: um espaço abandonado e cheio de lixo entre duas casas, numa das ruas mais carismáticas de Águeda, foi transformado num jardim. Esse espaço já teve direito a concertos, paredes pintadas, jogos, namorados e velhos a ler o jornal. Depois deste primeiro projeto, as intervenções tomaram diversas formas, desde pinturas em paredes, colagens em candeeiros e outras instalações espalhadas um pouco por toda a cidade.

EXPLORAÇÃO DOS COSTUMES E TRADIÇÕES

Transversal a todas as criações do coletivo nora é a exploração dos costumes e tradições de cada parede, ruela, rua ou praça onde intervém e a proximidade à comunidade através do envolvimento no processo de produção, estreitando assim ligações e fazendo com que mais pessoas se sintam parte do projeto.
Para além de Águeda, o coletivo nora já levou criações a cidades como Porto, Aveiro, Coimbra ou Torres Vedras e viu o seu trabalho ser reconhecido de inúmeras maneiras, desde um simples parabéns de alguém que passa na rua a reconhecimentos mais formais como a seleção de projetos para a V Mostra de Projectos Originais Portugueses (POP’s) no Museu de Serralves, para a XVI Semana Cultural da Universidade de Coimbra ou para o Festival Internacional de Arte no Espaço Público Ciclo Transforma em Torres Vedras.

QUEM SÃO?

César Pereira vive em Águeda e tem raízes na serra do Caramulo. Desde cedo se interessou pelo mundo das artes, tanto pela pintura e escultura como pela arquitetura, o que o levou a ingressar no curso de arquitectura da Universidade Católica Portuguesa em Viseu, onde terminou o mestrado. Este curso permitiu- lhe ainda reaprender a olhar o espaço público e as sociedades, rurais ou urbanas, que nele habitam.

João Balreira nasceu e vive em Águeda. Estudou gestão do lazer na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e trabalha na organização de projetos culturais e sociais. A cultura sempre esteve presente na sua vida. Na juventude, com as ligações ao teatro e à música e, mais tarde, como criador e produtor. Sempre viu a rua como espaço ideal de criação.

Foto: Luís Ala

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