Contra factos… , por José Vidal (*)

José Vidal

1- O Governador do Banco de Portugal, o Primeiro Ministro e o Presidente da República afirmaram que o banco BES era seguro, as pessoas investiram o seu dinheiro, dando também credibilidade às altas figuras, pouco tempo depois o Banco foi à falência. Afirmações posteriores dão conta que as personalidades atrás referidas, já sabiam do estado do BES há alguns meses. Enganaram o Povo.
2- O Primeiro Ministro e a Ministra das Finanças vieram afirmar que a falência do BES não teria custos para os contribuintes, seguidamente afirmaram que era possível que tivessem, o Presidente da Republica tentou explicar que não há custos para os contribuintes, mas que os mesmos existem. Enganaram o Povo
3- A Ministra da Justiça realizou uma reforma da justiça, contra a opinião de muitos, situação normal em democracia, fazendo ouvidos de mercador aos alertas de várias entidades, inclusive do seu chefe de gabinete que se demitiu. Alguns dias após o descalabro do sistema informático, ainda continuava a afirmar “teimosamente” que tudo estavas normal, recusando ver a realidade. Pediu desculpa, mas não assumiu as responsabilidades políticas do erro, afirmando de forma enganosa várias vezes que a situação estava normalizada. Enganou o Povo.
4- O Ministro da Educação provocou o descalabro na educação, afirmando em meados de Setembro que estava tudo normal. Mentiu pois sabia que a situação não era normal. Pediu desculpa e já depois disso, continuou a faltar à verdade de forma descarada, afirmando vezes sem conta que a situação estaria a normalizar-se que já todos os alunos tinham aulas que faltava colocar poucos professores, sendo desmentido todos os dias pela realidade, chegando a acontecer que um professor foi colocado em 75 escolas !!!! tudo normal para o Ministro. Revelou total falta de respeito para com os alunos, pais e professores, esquecendo que estes têm famílias, filhos que não são peças de um jogo que choram, sofrem, desesperam, como todos os outros prejudicados pelo Governo. Enganou o povo.
5- O Governo apresentou o orçamento, contendo algumas poucas medidas positivas no âmbito das famílias, mas aumentando mais uma vez os impostos, sobre um povo que todos os dias vê os seus jovens partir, as pessoas entregar casas de vidas que não podem pagar, os pobres a aumentar para quase um terço da população, as crianças a passar fome e com uma só refeição diária, os idosos abandonados em instituições e a preferir morrer. Apresenta ainda descida dos investimentos no RSI (os mais pobres!), no apoio aos idosos (os mais pobres!), vangloriando-se de “poupar” nos apoios sociais!!! . Mantém a Contribuição dos pensionistas que andava há muito a afirmar que baixaria.
Um Governo sem eira nem beira, farto de si próprio, cheio de pessoas sem caráter, irrevogavelmente mentirosos, dizendo uma coisa e fazendo outra, humilhando os mais fracos, destruindo os serviços públicos, favorecendo os privados, numa atitude de desnorte em que as pessoas não contam. Enganam o Povo.
6- Águeda surge como uma lufada de ar fresco, ao ser um dos concelhos em que os impostos na sua globalidade são mais baixos, IMI mínimo, IRS mínimo (devolução às pessoas de 5% dos seus impostos), isenções variadas nas taxas do gaz, comunicações, outras.
Lufada de ar fresco, ao ver a autarquia ser referida em vários prémios internacionais, ter as contas em dia, ter programas de emprego dos mais desfavorecidos, ter associações ativas.
Lufada de ar fresco ao ter atividades culturais de vária ordem, onde esta semana destaco as desenvolvidas no museu da Fundação Dionísio Pinheiro, local em transformação qualitativa, proporcionando um melhor acesso à fruição da arte., com pinturas e esculturas de valor. Local a considerar no roteiro turístico e cultural do concelho.
Em Águeda o Povo não é enganado

… há argumentos.
(*) Colaborador. Membro da Assembleia Municipal de Águeda pelo PS

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