Covid-19 | Universidade de Aveiro realiza testes

Universidade De Aveiro

A Universidade de Aveiro (UA) vai realizar testes de rastreio à covid-19 em amostras biológicas recolhidas nos hospitais da região de Aveiro. Com capacidade para realizar até 200 rastreios por dia, os primeiros começaram esta segunda-feira

Os rastreios são realizados no Instituto de Biomedicina (iBiMED), uma das unidades de investigação da Universidade de Aveiro. “Estão reunidas na UA as condições ideais para ajudar a região na monitorização da covid-19”, garante Artur Silva, vice-reitor da Universidade de Aveiro para a área da investigação. Condições “recomendadas pela Organização Mundial de Saúde”, garantindo a segurança dos profissionais envolvidos no rastreio e da comunidade académica em geral.
Nos últimos seis anos, a Universidade de Aveiro criou um conjunto de novos laboratórios de medicina molecular, incluindo laboratórios para o estudo de vírus respiratórios, tendo recentemente obtido um “importante projeto” da União Europeia no valor de 900 mil euros, na área da virologia, em parceria com as universidades de Leiden (Holanda) e de Munique (Alemanha).
Os testes serão realizados em quatro laboratórios com nível de biossegurança elevado (BSL2), com pressão negativa, ar filtrado com filtros HEPA, câmaras de fluxo laminar de nível de segurança BSL2 e sistemas de esterilização por UV. “Estes laboratórios têm ainda um sistema de esterilização térmica de material biológico que garante a destruição dos consumíveis, reagentes e amostras biológicas usadas no laboratório”, refere o responsável.
Os investigadores do iBiMED que utilizam estes laboratórios, lembra Artur Silva, são sujeitos a um exame de biossegurança e a treino específico, havendo, por esta razão, “recursos humanos treinados para a realização de investigação em ambientes de elevada biossegurança”.
O vírus SARS-CoV-2 “pode ser inativado quimicamente no momento da recolha das amostras biológicas nos hospitais da região”, os equipamentos existentes “reduzem ao máximo a exposição dos investigadores” e “foi possível criar um circuito fechado para a circulação dos investigadores e de amostras clínicas”, existindo ainda kits de proteção para que a “biossegurança” seja garantida.

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