Crianças entregam carta aberta ao presidente de câmara

p A técnica de serviço social, Dina Calado, recebeu a carta aberta dirigida ao presidente da Câmara

Alunos do Agrupamento de Escolas de Águeda e das escolas secundárias da cidade – Marques de Castilho e Adolfo Portela – formaram um laço azul humano, esta terça-feira à tarde, na Praça do Município, inserido no mês internacional da prevenção dos maus tratos

 

A ocasião foi aproveitada pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Águeda (1º e 2º ciclo) para entregarem uma carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, por “um concelho mais amigo das crianças”. Foi recebida por Dina Calado, técnica de serviço social.
Segundo apurou o RA, as crianças foram estimuladas a apresentarem sugestões a partir de uma questão: o que fariam se fossem presidente de câmara em Águeda.

CRIANÇAS ATENTAS
E CRÍTICAS

O receio dos pais em deixarem os filhos num local da cidade para poderem brincar ao ar livre é um dos argumentos utilizados pelas crianças para considerarem a necessidade de haver mais policiamento nas ruas e mais segurança. As refeições escolares são também motivo de críticas, pela qualidade da confeção e a higiene, bem como ameaças que detetam enquanto esperam pelo autocarro. Consideram também que deviam ser mais ouvidas na escola.
A falta de estacionamento junto a locais de lazer é outro dos reparos das crianças, que também manifestam o desejo de haver mais espaços lúdicos na cidade – um dos quais destinados a utentes com deficiência, junto ao rio.

TEMAS SOCIAIS
PREOCUPAM

A importância do emprego para a sustentabilidade das famílias não passa despercebida às crianças do Agrupamento de Escolas de Águeda, embora considerem que os pais deviam ter mais tempo para poderem estar com os filhos e que tal depende da entidade empregadora. Consideram também que os pais deviam proporcionar novos conhecimentos aos filhos, através de viagens.
A temática da violência doméstica preocupa as crianças, que apresentam diversas sugestões de terapia para os pais, bem como as agressões em contexto de escola. Também não passa despercebido o respeito que os professores e os funcionários deveriam merecer por parte dos pais e as dificuldades por que passam os colegas portadores de deficiência e os que provêm do estrangeiro.

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