Desafios e dificuldades do ensino à distância

Escola Secundária Marques de Castilho

O ensino à distância obrigou professores e alunos e também os encarregados de educação a um esforço de adaptação enorme. Professores e alunos tiveram de aprender a trabalhar com novas plataformas. Há alunos que, sem computador ou acesso à internet, veem o seu trabalho duplamente dificultado. Entretanto, a partir do dia 18, os alunos do 11º e 12º anos voltam às aulas presenciais. Como é que as escolas do concelho estão a responder a este “mundo novo” foi o que procurámos saber junto dos responsáveis dos vários estabelecimentos de ensino, que dão nota “positiva” aos professores neste esforço de adaptação.

O regresso às aulas presenciais ocorrerá para os alunos do 11º e 12º anos apenas nas disciplinas cujos exames são necessários como prova de ingresso no ensino superior. Os responsáveis das escolas secundárias do concelho (Adolfo Portela e Marques de Castilho) questionam a necessidade desse regresso e queixam-se da falta de informação disponível neste momento

Ocorrendo a 18 de maio o regresso das aulas presenciais, teremos seis semanas de aulas com três feriados pelo meio, o que leva Henrique Coelho, da Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP) a afirmar que “numa escolaridade obrigatória de 12 anos, o que dá 36 períodos letivos, cinco semanas e mais dois dias, não tem grande significado na formação dos alunos”. Até porque – sublinha o diretor da ESAP – “o ensino à distância, particularmente nestes anos de escolaridade, na Adolfo Portela e na generalidade das escolas, está a correr muito bem, pelo que não se trata de terem mais estas aulas, mas apenas de as ter de outro modo”.
“Em condições normais, as aulas presenciais nunca poderão ser substituídas por ensino à distância, mas não estamos numa situação normal”, lembra Henrique Coelho, salientando que a ESAP, com os seus três pavilhões independentes para as aulas, terá até as condições adequadas ao afastamento social necessário”. No caso da Adolfo Portela, estamos a falar de um universo de 220 alunos a frequentar a escola de forma presencial.
Já o diretor da Escola Secundária Marques de Castilho e do Agrupamento de Escolas Águeda Sul (AEAS), Francisco Vitorino, embora compreenda a importância dos exames nacionais para o acesso ao ensino superior, defende que “a situação de emergência que estamos a viver justificaria que se encontrassem medidas alternativas para obviar a essa situação, sem haver a necessidade de sujeitar os alunos, as escolas e as famílias a mais este sobressalto”.
“De resto, os professores têm vindo a fazer um esforço enorme de adaptação a um processo de ensino à distância, que no AEAS até está a correr bem, e não vejo que seis semanas de aulas presenciais venham fazer a diferença. Creio que o que está em causa não justificaria os potenciais riscos que daí podem advir”, sublinha Francisco Vitorino.

(informação completa na edição da semana de 6 de maio de 2020)
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