Desativados mais de 300 ninhos de vespas asiáticas

Ninho de vespa asiática

No município de Águeda já foram desativados mais de 300 ninhos de vespas velutinas, ou asiáticas, este ano. Uma média de 20 ninhos desativados por dia, segundo informações avançadas pelo presidente da câmara

Ainda de acordo com Jorge Almeida, atendendo ao “elevado número” de ninhos desativados até ao momento, estima-se que sejam ultrapassados largamente os números dos últimos anos.
Refira-se que o município começou a desativar ninhos de vespas asiáticas em 2016, tendo desativado nesse ano 143 ninhos. Já em 2017, o número subiu para os 443 ninhos desativados e, em 2018, há registo de 768 ninhos desativados pelos serviço de proteção do município de Águeda, que é o que mais ninhos de vespas asiáticas desativa no distrito de Aveiro.
O presidente da câmara dá nota ainda de um elevado número de alertas relacionado com o aparecimento de ninhos de vespas asiáticas em todo o território do concelho, “sendo nas zonas urbanas que mais ninhos são detetados, porque é lá que se concentram as pessoas”.
Caso sejam identificados ninhos, as pessoas podem ligar para o número verde da Câmara Municipal de Águeda (800 203 197), denunciar através da plataforma on line SOS Vespa, Juntas de Freguesia e bombeiros, mas o presidente da câmara alerta para a “impossibilidade de acorrer imediatamente a todas as situações, atendendo ao número de alertas”.

“FALTA ESTRATÉGIA
NACIONAL”

Jorge Almeida não tem dúvidas que Vitor Silva, responsável da proteção civil do município “é das pessoas que mais sabe de desativação de ninhos” e que o município está a ser ajudado neste processo pela Associação Nativa – Natureza, Invasoras e Valorização Ambiental, uma associação sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que tem como objetivo combater as vespas asiáticas.
“Fomos também evoluindo na resposta e atualmente já não retiramos os ninhos, desativamo-los e deixamos lá uma sinalização a dar a indicação de ninho desativado”, explica o presidente da autarquia.
O presidente da câmara chama, entretanto, a atenção para a “inexistência de uma resposta nacional concertada” de combate às vespas asiáticas, referindo-se às múltiplas formas de combate que estão a ser adotadas no território nacional. “Têm de existir orientações a nível nacional”, defende.
O edil alerta ainda para o surgimento de “empresas” no mercado que prometem “soluções milagrosas” para o problema, “muitas vezes à custa da introdução de outras espécies na natureza”. Um processo que suscita dúvidas ao presidente da câmara, lembrando o que aconteceu recentemente no concelho com o problema da vespa das galhas do castanheiro.

(informação completa na edição de 18 de setembro de 2019 – versões e-paper e impressa)
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