Duas centenas de bombeiros no combate a vários fogos em Albergaria-a-Velha e Águeda

O concelho de Albergaria-a-Velha chegou na quarta-feira (dia 10) de manhã a ter sete frentes de incêndio a lavrarem ao mesmo tempo em terreno florestal e, ao início da tarde, implicavam o trabalho de 158 homens de 19 corporações de bombeiros.

As operações de socorro foram coordenados pelo 2.º Comandante do Comando Operacional Distrital de Aveiro, António Ribeiro, que, em declarações à Lusa, explicou que em causa está “uma sequência de incêndios” que começaram a deflagrar durante a madrugada.

“Os incêndios começaram a partir das quatro da manhã, quando tivemos uma ocorrência em Serém de Cima. Posteriormente tivemos nova situação em Valmaior, por voltas das seis da manhã, e depois outra no Carvoeiro, em Mouquim”, afirmou esse responsável.

Na freguesia de Valmaior, verificaram-se, aliás, diversos focos de incêndio quase simultâneos: um no lugar de Mouquim propriamente dito e outro na zona do Carvoeiro, um terceiro no lugar de Vila Nova de Fusos e um quarto no lugar dos Açores – sendo que foi neste último que o fogo mais se aproximou de áreas habitacionais.

Os fogos de Serém e Valmaior foram os primeiros a serem controlados e ao fim da manhã estavam já em rescaldo, mas, enquanto os bombeiros combatiam os incêndios de Mouquim, surgiram novos pontos de ignição junto ao santuário da Senhora do Socorro, na freguesia de Albergaria-a-Velha.

António Ribeiro reconhece que essa quantidade de fogos obrigou a um significativo número de meios humanos, implicando o trabalho de 158 bombeiros de 19 corporações do distrito. As operações foram apoiadas por 38 viaturas de socorro por terra e também por “três meios aéreos de ataque ampliado e um helicóptero da AFOCELCA [Agrupamento Complementar de Empresas Florestais dos grupos Portucel-Soporcel e ALTRI]”.

 

CALOR E ORIGEM HUMANA

 

Quanto às razões na origem dos incêndios, António Ribeiro admite que “as condições climatéricas são favoráveis” à deflagração de fogos, mas realça que “as forças de segurança policial estão a apurar o resto das causas”.

Em Mouquim, os populares que acompanhavam o trabalho dos bombeiros defendiam que “a mata ardeu por causa do calor”, até porque na zona “não falta eucalipto que ajude a alastrar as chamas”.

No verão de 2010, a região registou alguns incêndios, mas os habitantes dos Açores dizem que, “como os de hoje, já não se viam há cinco ou seis anos”.

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