Empresários de Águeda contestam aumento dos combustíveis

Combustíveis

Os empresários de Águeda contestam, em carta enviada ao primeiro ministro Pedro Passos Coelho, o aumento dos preços dos combustíveis ocorridos no início do ano, em resultado da denominada “fiscalidade verde”. Apelam para que o governante promova a redução da fiscalidade para que devolva competitividade às empresas nacionais.

A carta enviada pela Associação Empresarial de Águeda apresenta várias razões: “o custo do crude baixou drasticamente e esta descida deveria refletir-se numa colossal redução do preço final dos combustíveis, o que não se verificou; o custo do transporte de mercadorias deveria ter baixado o que não aconteceu, nem se perspetiva que venha a acontecer; Portugal tem, antes de impostos, os preços de combustíveis dos mais elevados da União Europeia; Portugal está a atravessar uma grave crise económica e financeira e este aumento da fiscalidade sobre os combustíveis só prejudica a competitividade das PME’s portuguesas nos mercados internacionais; há um diferencial de preço final dos combustíveis em relação à Espanha superior a 10% no gasóleo e 20% na gasolina; há inúmeras empresas de transportes de mercadorias e de passageiros em dificuldades; as empresas portuguesas estão a perder competitividade e o custo da periferia já é muito elevado mas não para de aumentar; a denominada “fiscalidade verde” de verde nada tem e apenas serve para aumentar os impostos em claro prejuízo da competitividade das PME’s portuguesas”.

Questionam os empresários de Águeda “em que investimentos vai ser aplicada a receita suplementar obtida através da fiscalidade verde, nomeadamente a resultante do agravamento do preço dos combustíveis, que aumentem a competitividade da economia portuguesa e melhorem a qualidade de vida do povo português”.

Refere a Associação Empresarial de Águeda que os empresários estão “cansados de promessas” e “saturados de impostos”. Na carta a Pedro Passos Coelho, os empresários de Águeda vão mais longe: “Após todos os sacrifícios que empresas e cidadãos já passaram neste país nos últimos tempos, tudo o que se exija a mais a uns e outros sem contrapartidas imediatas de melhoria das suas condições de competitividade e de vida, respetivamente, não passa de um verdadeiro «saque» aos bolsos dos contribuintes”.

Como comentário final, a Associação Empresarial de Águeda considera que “um gestor que se preze aproveita todas as oportunidades que favoreçam a empresa; um governante deve fazer o mesmo em relação ao seu país”.

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