Empresários de Águeda preocupados

Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda (AEA)

O presidente da Associação Empresarial de Águeda (AEA) considera que “o Governo não pode vacilar perante as consequências devastadoras desta crise” e que “urge tomar decisões de apoio real às empresas”. O comendador Ricardo Abrantes refere que “a grave situação socioeconómica que o país está a viver” irá agravar-se “se não existir uma forte capacidade de ação de todas a partes envolvidas, principalmente do Estado”

No comunicado, a AEA apresenta um conjunto de propostas ao Governo, que passam pelo pagamento a 100% dos salários aos trabalhadores por parte da segurança social das empresas afetadas pelo crise empresarial; o alivio fiscal às empresas de forma a incrementar a liquidez das mesmas; redução imediata do preço da energia (gás natural e eletricidade) e a permissão da interrupção e/ou alteração dos contratos de fornecimento de gás e eletricidade às empresas. “Os operadores não alteraram preços porque os clientes estão presos a contratos anteriormente assinados, e assim as empresas estão impedidas de beneficiar da redução das tarifas energéticas”, adiantou a AEA.
A associação que representa os empresários de Águeda pretende ainda que o Governo flexibilize as condições de acesso aos apoios, nomeadamente a empresas com planos de pagamento ao Estado, e a forma de acesso aos apoios anunciados no âmbito da Covid-19.

“DESAFIOS SEM PRECENDENTES”

A AEA considera ainda necessário que o Governo coloque à disposição das empresas instrumentos de capital permanente de emergência de médio e longo prazo “de forma célere e desburocratizada” e prolongue os prazos de pagamento, bem como permissão da liquidação faseada e em prestações das faturas mensais da eletricidade e do gás natural, para as empresas afetadas por esta crise. “A fatura energética representa um peso elevado na estrutura de custos, pelo que conceder esta possibilidade de pagamento faseado é incrementar de imediato a tesouraria das empresas”, refere ainda a AEA, no comunicado.
A AEA, presidida por Ricardo Abrantes, sublinha que “as empresas da nossa região estão a enfrentar desafios sem precedentes em consequência da ameaça da Covid-19” e que “sendo verdade que a propagação do novo coronavírus constitui numa verdadeira ameaça à nossa sociedade, e importa prevenir a saúde de todos”, não deve ser descurada “a manutenção do emprego e a saúde das empresas, principalmente das micro e PME”.
A associação fala em “efeitos ainda incertos” da pandemia mas na “certeza” do “impacto gravíssimo nas empresas e, consequentemente, no emprego” que a Covid-19 terá se as condições que propõe ao Governo não forem satisfeitas. “Este apoio não terá nada de extraordinário quando comparado com os apoios que se concederam aos bancos na sequência da crise financeira de 2008”, insiste a AEA.

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