Empresários de Águeda queixam-se dos elevados custos administrativos

Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda (AEA)

Os elevados custos administrativos das empresas, resultantes das frequentes atualizações de software por motivos fiscais, motivou um protesto dirigido ao ministro das Finanças pela Associação Empresarial de Águeda (AEA).

A associação presidida por Ricardo Abrantes, em carta dirigida a Mário Centeno, protesta “acerca dos elevados custos administrativos causados às empresas, especialmente às micro e PME’s, face às frequentes atualizações de software informático resultantes das constantes alterações legislativas (SAFT-faturas, SAFT- guias de transporte, Declaração Mensal de Remunerações (DMR), etc), que implicam alterações declarativas às empresas”.
Para a AEA, “tudo isto resulta de um claro ‘aproveitamento’ das software houses para imporem aos seus clientes a aquisição de várias versões porque a última é a que comporta o cumprimento das obrigações legais, tudo isto com sobrecusto para as empresas e que se torna mais penoso para as micro e PME’s”.
A AEA considera que “a letra da Lei vai em sentido contrário, ou seja, transpõem-se diretivas que visam simplificar a vida administrativa e reduzir o custo das empresas mas, na realidade, faz-se o oposto”. Na carta a Mário Centeno, a AEA vai mais longe: “As empresas estão saturadas de serem ‘empregadas do Estado’, fazendo-lhes impender funções que deveriam competir aos funcionários do Estado”.
Para a AEA, “só libertando as empresas da carga administrativa de serem continuamente substitutas dos serviços públicos, se poderá atingir o objetivo comunitário de redução de custos de contexto, capaz de aumentar a competitividade das empresas e lhes permitir enfrentar, em melhores condições, a concorrência no mercado externo, de modo a ser alcançado o objetivo primaz e tão proclamado: crescimento das exportações portuguesas”.

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