Empresários muito críticos na reacção ao aumento dos preços da água e da energia eléctrica

Duas duras cartas dirigida, esta semana, pela Associação Empresarial de Águeda a várias entidades contestam os aumentos dos preços de água e da energia eléctrica para consumidores domésticos e industrias.

“Administrar um empresa que pode subir autoritariamente os preços praticados sem qualquer razão plausível, não é habilidade nenhuma, e espera-se que por tal  feito não venha, ainda, a ser pago um qualquer prémio a alguém”. Esta é uma das críticas que a Associação Empresarial de Águeda (AEA) faz ao aumento do preço da água previsto pela Águas da Região de Aveiro (AdRA).

“Porque 2011 será um ano de crise e de recessão para as empresas, de redução dos vencimentos de um significativo número de cidadãos e de clara redução de poder de compra de todos os portugueses, consideramos o aumento anunciado um claro «saque» às empresas e aos bolsos dos munícipes”, considera a AEA, para quem “qualquer aumento, nas actuais circunstâncias económicas e sociais, acima da inflação, é abusivo e demonstrador do alheamento das entidades aos problemas que afectam o dia-a-dia dos cidadãos e das empresas”. A associação aguedense considera mesmo tratar-se de “um insulto para todos nós”.    

 

AUMENTO DO PREÇO DA ENERGIA ELÉCTRICA

 

Ainda esta semana, a AEA reclamou junto do ministro da Economia, Vieira da Silva, relativamente ao “aumento de 4% da electricidade para os clientes empresariais abastecidos em baixa e média tensão”.

Expõe a AEA “que as empresas industriais ainda não se recompuseram do drástico aumento do gás natural e irão já sofrer um aumento significativo da electricidade”. Acrescenta que “o aumento anunciado é claramente acima da taxa de inflação e que, face aos condicionalismos económicos, financeiros e sociais da nossa economia, é abusivo e reduz a frágil competitividade das exportações”.

 

APELO AO MINISTRO

 

A AEA, na carta enviada, apela ao ministro que “pense na economia real portuguesa”, porque “perante esta escalada de subida de preços não há empresa que resista” e “não há medidas eficazes, sejam 50, 100 ou mil”. De resto, acrescenta, “a quantidade de medidas não tem qualquer interesse, releva, isso sim, a qualidade das mesmas. Portugal anda a ser governado para a estatística e para os governantes se exibirem nas instâncias europeias com listagens de ideias como se de um sessão de brainstorming se tratasse, não fora esta uma técnica muito usada em publicidade”.

Para a AEA “há que dizer basta”. E, “no caso da electricidade, os portugueses não têm que andar a pagar o investimento da EDP no estrangeiro. O Presidente do Conselho de Administração Executivo da EDP, que aufere remunerações milionárias, tem de ter a suficiente competência para encontrar outras formas de financiamento que não o bolso dos seus compatriotas”.

(informação completa na edição impressa)  

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