Época positiva do Recreio de Águeda

p O Recreio foi ao “tapete” na parte final do jogo com o Moreirense mas deixou boas indicações

O Recreio de Águeda, que regressa à competição no dia 6 de janeiro, tem realizado uma época positiva no Campeonato de Portugal, conseguindo ainda presença inédita nos 16 avos de final da Taça de Portugal

Os dois últimos resultados conseguidos no campeonato pelo Recreio de Águeda afastaram cenários mais pessimistas quanto ao futuro da formação na competição. O jejum de vitórias entre 28 de outubro (1-0 ao Paredes, em casa) e 9 de dezembro (3-0 em Pedras Rubras) e a eliminação na Taça de Portugal em Montalegre (25 de novembro) terão contribuído para a habitual autoflagelação de muitos seguidores do clube.
Porém, nas duas jornadas mais recentes, a clara vitória em Pedras Rubras e o triunfo justíssimo diante do ex-primodivisionário União da Madeira, permitem concluir que o Recreio não perdeu a solidez e o equilíbrio que exibira na fase inicial da época para uma formação que não pode ter como objetivo primordial a subida de divisão. Para que isso um dia possa ser possível, Águeda tem que apoiar mais, o clube terá que dispor de mais recursos e o plantel não deverá ser construído à pressa. Esta constatação, nua e crua, não significa que os dois primeiros lugares (acesso à fase final) sejam totalmente inacessíveis; se no futebol não há impossíveis, existe quem tenha mais obrigação de correr ao objetivo por dentro (quem mais investiu, e muito!) e quem o fará por fora (podendo aproveitar eventuais deméritos daqueles).

CAMPEONATO EQUILIBRADO

Não é novidade que o Recreio de Águeda está numa série mais competitiva que a série C, onde desejaria ter ficado. E que, havendo clubes do norte com um perfil de alto caráter competitivo, todas as cautelas são poucas.
O que se verifica na série B é um equilíbrio pontual que tanto dá para estar próximo do apuramento, com uma sequência pontual positiva em cada três jogos, como próximo da zona de descida, com uma sequência de resultados menos conseguida. Se o Recreio olhava para baixo ainda há duas semanas, olhará agora para cima após as duas recentes vitórias. Todavia, ao Recreio é primordial que se salvaguarde das habituais confusões de final de época, amealhando pontos para uma viagem tranquila até à derradeira jornada.
Não significa, como se disse, que o Recreio não possa ambicionar mais; e se o conseguir será altamente positivo.
Uma nota para o percurso na Taça de Portugal, que só pecou por ter ficado a ideia de que era possível passar aos oitavos de final tendo o Montalegre como adversário. E mais doeu por ter calhado em sorte o Benfica ao clube que eliminou a equipa aguedense. Sobra que, sem o percurso anterior – vitórias em casa com Trancoso (distrital da Guarda), Famalicão (líder da 2ª Liga) e Louletano (campeonato de Portugal) – as dores do afastamento não teriam sido possíveis.

MICA, O MAIS UTILIZADO

Na equipa, remodelada novamente face à época anterior, o defesa direito Mica (ex-Cinfães) é o mais utilizado nos 19 jogos que cumpriu, com 1702 minutos. É seguido do avançado brasileiro Jullyan (1309 minutos em 18 jogos), do defesa central cabo-verdiano Hidelvis (1478 minutos em 17 jogos) e do defesa central brasileiro Emanuel (1441 minutos em 17 jogos). Todos eles foram aquisições para esta época. Os aguedenses Rodrigo e Tito surgem a seguir com mais minutos: 1416 e 1306 em 17 jogos de utilização.
O senegalês Thierno Niang, com seis golos, é o melhor marcador da equipa. Regista a utilização de 1286 minutos em 15 jogos. Jullyan é o segundo melhor marcador, com cinco golos.
Até hoje, Henrique Nunes utilizou 24 jogadores, apenas o ex-júnior Raimundo não foi utilizado.

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