Estradas: Governo deu “luz verde” para ligação poente Aveiro/Ilhavo

A ligação poente entre Aveiro e Ílhavo foi hoje reconhecida de interesse público e autorizada a utilização de solos da Reserva Ecológica Nacional(REN), por despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e das Obras Públicas.

O despacho, assinado pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Machado Ferrão, e pelo secretário de Estado adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, publicado hoje no Diário da República, determina que “seja reconhecido o relevante interesse público da construção da ligação entre Aveiro e Ílhavo da Circular Interna Poente à cidade de Ílhavo, correspondente à segunda fase da variante norte.

A decisão realça a importância da obra “para a melhoria da acessibilidade e mobilidade municipal e intermunicipal, desviando o trânsito da EN 109 e da sua passagem pela cidade de Ílhavo e fazendo a ligação ao concelho de Aveiro”.

De acordo com o despacho, o traçado foi ajustado em fase de projecto, com diminuição da ocupação das áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional, utilizando 4.783 metros quadrados, e das classificadas como Reserva Agrícola Nacional (RAN), inicialmente previstas, e mereceu da Comissão Regional da Reserva Agrícola do Centro parecer favorável à utilização não agrícola dos solos da RAN.

A segunda fase da variante terá uma extensão de pouco mais de um quilómetro e conclui a Via Circular da cidade de Ílhavo, com candidatura apresentada ao Plano Nacional de Variantes e Circulares, estando em conformidade com os planos directores municipais(PDM) de Ílhavo e de Aveiro.

A Assembleia Municipal de Aveiro já havia reconhecido o interesse público municipal da sua construção, que recebeu igualmente parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

O despacho conjunto dos dois secretários de Estado condiciona a obra, no entanto, a medidas de minimização, nomeadamente no que respeita ao escoamento das linhas de água e, particularmente à Ribeira da Amarona, cujo leito de cheia deverá ser preservado, bem como relativamente ao tratamento paisagístico da via.

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