Europeu de minigolfe para surdos revelou uma “inacreditável capacidade de inclusão”

surdos - pedro carvalheiro

Gerhard Zimmerman, presidente da Federação Mundial de Minigolfe (WMF), considerou que “os surdos demonstraram uma inacreditável capacidade de inclusão e são um desafio para as entidades responsáveis”

O dirigente falava durante o primeiro campeonato europeu de minigolfe para surdos, que decorreu na Costa Nova, no fim-de-semana. Gerhard Zimmerman saudou as seleções da Suécia, Itália e Portugal, bem como as entidades, convidados e muitos surdos da região de Aveiro, prometendo que a WMF tem a obrigação moral de todos os anos organizar uma prova para as pessoas surdas porque o minigolfe tem que ser uma ferramenta para o desenvolvimento das nossas vidas e é uma obrigação dos responsáveis construir pontes e não muros na integração e inclusão de todas as pessoas.

O presidente da WMF referiu ainda que, o exemplo das pessoas surdas, na forma como encaram a vida e se dedicam à prática do minigolfe, merecem-lhe todo o respeito e são um exemplo como todos deveriam encarar a vida e as competições.

A nível competitivo, a Suécia foi a seleção vencedora, seguido Portugal e Itália. Em homens veteranos, Portugal venceu, seguido de Suécia e Itália. Amadeu Costa (de Oliveira de Frades) foi terceiro classificado na geral individual.

Nas mulheres, a Itália venceu, seguido de Portugal e Suécia, sendo que individualmente as portuguesas Aura Santos e Isaura Teixeira foram segunda e terceira classificadas.

O melhor jogador do campeonato foi Thomas Aronsson, da Suécia, e o português Pedro Carvalheiro (do Préstimo) foi distinguido como o jovem jogador da competição.

Durante o campeonato foi patente a juventude da seleção de Portugal em contraste com a veterania dos suecos e dos italianos.

Victor Condesso, em nome da organização, salientou a ousadia do ensino pioneiro do minigolfe à população surda, que se iniciou em 2016, mercê de uma parceria da Associação dos Surdos de Águeda com o Clube de Minigolfe da Costa Nova, com apoio governamental. A associação aguedense formou a seleção nacional e mantém-se firme neste projeto inclusivo – que, em dois anos, apresenta já resultados muito positivos.

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