“Extensão da AMAR é essencial para a sua sobrevivência” – Nelson Leal

p Nélson Leal enalteceu trabalho dos fundadores

“A extensão da AMAR é, não só importante, mas essencial para a sua sobrevivência”, diz o presidente da direção da instituição, Nelson Leal, sublinhando que “o peso das despesas com pessoal, agora acrescido com as novas tabelas remuneratórias, as baixas comparticipações sociais da Segurança Social e os baixos preços praticados aos utentes, exigem uma dimensão maior da nossa oferta social, para a AMAR ser viável”

P> Que balanço faz deste primeiro ano à frente da direção da AMAR?
R> Foi um ano de mudança, com nova equipa diretiva e novas ideias. Um ano de adaptação, por vezes difícil, mas gratificante.

P> O alargamento da valência do lar continua a ser a principal prioridade?
R> A extensão da AMAR é, não só importante, mas essencial para a sua sobrevivência. O peso das despesas com pessoal, agora acrescido com as novas tabelas remuneratórias, as baixas comparticipações sociais da Segurança Social e os baixos preços praticados aos utentes, exigem uma dimensão maior da nossa oferta social, para a AMAR ser viável.

P> Quais as principais dificuldades que têm sentido na concretização dos vossos objetivos?
R> As dificuldades são diversas, sendo as exigências de natureza burocrática da Segurança Social a maior delas. O enquadramento de uma parte substancial dos terrenos em zona classificada de verde também restringe as nossas opções de alargamento. Estamos em negociações com a proprietária do terreno vizinho para a sua aquisição, que consideramos muito importante para o próximo passo. Depois de passarmos estes Cabos das Tormentas e contando com o apoio da nossa comunidade e dos nossos beneméritos, estou certo que alcançaremos os nossos objetivos.

“LISTA DE ESPERA LONGA”

P> A vossa área de intervenção ultrapassa os limites da freguesia de Macinhata do Vouga. Como está a capacidade da instituição nas suas diferentes valências?
R> Temos uma longa lista de espera de utentes. Não é por acaso que o nosso serviço é considerado de excelência e cujo mérito vai integralmente para a qualidade profissional e humana das nossas colaboradoras. Mas a nossa capacidade de oferta é limitada e as tabelas impostas pela Segurança Social nas diversas valências são taxativas.

P> Certamente que a AMAR tem utentes a viverem sozinhos, pois muitas famílias não conseguem dar resposta. As famílias visitam os vossos utentes e de que forma acompanham estas situações?
R> Em geral, e porque vivemos numa comunidade pequena e muito próxima, a relação entre os familiares e os utentes é boa. Existem, porém, casos isolados de utentes que não têm familiares próximos e que são objeto da nossa particular atenção.

P> Para terminar, que projetos tem para o “imediato” para a instituição?
R> No sentido de viabilizarmos economicamente a instituição, está em estudo a opção pela aquisição de um conjunto de painéis solares que promovam o aquecimento as águas. Existem vários projetos constantes do nosso plano de atividades mas que não são assim tão relevantes.

FILIPE CORREIA
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