Fermentelos: Banda Marcial revisitou história de 150 anos

Banda Marcial

A Banda Marcial de Fermentelos realizou o seu concerto “150 anos, 150 músicos”, no sábado, integrado na edição do FermentelosFest.

Trata-se de um espetáculo que assinala os 150 anos da fundação da coletividade e de homenagem a associados, dirigentes, maestros, executantes, responsáveis pela formação, pais e encarregados de educação, apoiantes e a “todos aqueles, e são muitos, que neste século e meio, anónima e desinteressadamente, sempre deram o melhor de si pela Banda Marcial de Fermentelos”.

Sob a batuta de Hugo Oliveira, atual maestro, e dos ex-maestros Gil Miranda, Silas Granjo, João Dias e Luis Cardoso, o concerto juntou novamente em palco 150 músicos de várias gerações, que se apresentaram com uma das gravatas, ou lenço, que fazem parte de um fardamento que usaram, ou usam, ao serviço da “Rambóia”.

HOMENAGEM A ULISSES CARVALHO

O concerto iniciou-se com a marcha “Ulisses”, composta por Luís Cardoso em memória do presidente da direcção honorário Ulisses Carvalho de Jesus, dirigida pelo maestro Hugo Oliveira. De seguida ouviu-se uma obra do compositor italiano Gioachino Rossini. A escolha desta obra foi do maestro Gil Miranda, e a sua interpretação foi uma uma homenagem a todos os músicos fermentelenses, e particularmente a dois clarinetistas e a um percussionista que passaram pelas fileiras da Rambóia: Juan Marques, mais conhecido por “Anzol”, pela alegria e tenacidade com que a executava em sintonizada parceria com Cândido Santos, outro distinto clarinetista e compositor da terra, e ao também saudoso Abel Ferreira, mais conhecido por Ti Abel da Rita, que na execução dos solos de caixa sempre mostrou elevada responsabilidade e particular entusiasmo. Para dirigir “Gazza Ladra”, a segunda apresentação da noite, subiu ao palco o maestro Gil Miranda, que foi director artístico da Banda Marcial entre 1992 e 1996.

IMPORTANTE NÃO ESQUECER AS ORIGENS

A obra que se seguiu, inspirada nas margens da Pateira, foi-lhe atribuído o título “Os Golfos do Cepo Mouro” pelo seu compositor José d’Oliveira Pinto de Sousa, que foi o 7.º maestro da Banda Velha, e é certo que depois de 1908 não mais foi interpretada pela Banda Marcial. Tendo Luís Granjo e Diogo Diogo como solistas, subiu ao palco o maestro Silas Granjo, que foi diretor artístico da Banda Marcial entre 1980 e 1987, e que é neto do compositor e maestro José d’Oliveira Pinto de Sousa.

De seguida ouviu-se uma obra de autoria de Emílio Ruiz Cebrián, “Una Noche en Granada”, escolhida pelo maestro Carlos Marques, diretor artístico da Banda Marcial entre 2007 e 2009, e entre 2014 e 2015, e que não podendo estar presente deixou no ensaio geral deste concerto a seguinte mensagem: “Na música, como em tudo na vida, é muito importante que nunca nos esqueçamos das nossas origens. E quem nasceu na Banda Velha, nunca se esquece disso”. Para dirigir esta obra, em substituição do maestro Carlos Marques, subiu novamente ao palco o maestro Hugo Oliveira.

(notícia completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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