Fermentelos inaugurou sede e novos balneários

O Sporting de Fermentelos inaugurou a sede e os balneários do parque desportivo Constantino Marques Duarte

“Esta obra, fundamentalmente, deixa de envergonhar os atletas do Sporting Clube de Fermentelos e os seus dirigentes”, considerou Fernando Sampaio, presidente do clube, ouvido pelo Região de Águeda no sábado, dia da inauguração dos novos balneários do parque desportivo Constantino Marques Duarte e da sede do Sporting Clube de Fermentelos

As obras de construção dos balneários e sede iniciaram-se em julho de 2017. A infraestrutura começou a ser utilizada esta segunda-feira e a primeira competição que recebe é o trofeu Rui Carvalho, este fim-de-semana. O investimento ascendeu a 300 mil euros, contabilizados já o equipamento necessário.
“A obra em si custou 200 mil euros e agora, com os equipamentos, vai para próximo dos 300 mil”, pormenorizou Fernando Sampaio ao RA. Os dois pisos do novo edifício têm quatro balneários para equipas e dois para árbitros, com arrumos e sala das máquinas (no piso inferior, ao nível do campo, com saída para este) e fisioterapia, rouparia, lavandaria, sala de banhos, armazém, secretaria, gabinete técnico, sala da direção e um auditório/multiusos (no piso superior, ao nível da rua da Subida, lateral ao campo e por onde se passa a fazer o acesso das equipas).

FERMENTELENSES ADERIRAM

A Câmara Municipal de Águeda comparticipou, na sequência de dois protocolos estabelecidos entre o clube e a autarquia – “um para os balneários e outro para o edifício social” -, em 120 mil euros no total. “O restante foi comparticipado por empresas, sócios e fermentelenses de uma forma geral”.
Fernando Sampaio releva a adesão “muito boa” que o Sporting de Fermentelos teve para poder apresentar o novo equipamento social e desportivo. “As pessoas de Fermentelos, quando começaram a ver a obra arrancar, acreditaram que isto ia ter conclusão; e, dentro das possibilidades de cada um, contribuíram. Fiquei muito contente com a sua disponibilidade”, enalteceu o dirigente.
Os balneários antigos não vão manter-se e serão demolidos. “Estão completamente degradados”, disse Fernando Sampaio, que confidenciou: “Só era possível existirem porque, pelo menos há quatro épocas, não tem havido inspeção; se as autoridades competentes tivessem feito a inspeção não seria possível a sua aprovação”.
Já os contentores-balneário serão para continuar. “Irão ficar mais algum tempo para uma necessidade extra, nomeadamente para o Pateira Cup ou uma outra organização que necessite da sua utilização”.

BALNEÁRIOS DEIXAM DE ENVERGONHAR

Quanto o presidente do Sporting de Fermentelos refere que esta nova obra deixa de envergonhar atletas e dirigentes explica porquê. “Quem entrava naqueles balneários, e fundamentalmente os atletas da formação aos seniores, sentiam-se envergonhados perante as equipas que defrontavam; e até as equipas de arbitragem, que não tinham condições nenhumas, deviam chegar ali e interrogar-se de uma forma evidente o que andava um clube destes a fazer com as condições que oferecíamos”. Por isso, “esta obra já devia existir há pelo menos uma década”.
Com a obra concluída, os objetivos passam por “manter um nível qualitativo na formação aceitável e manter uma equipa sénior, porque entendemos que só faz sentido existir formação havendo uma equipa sénior, num patamar que dê o mínimo de prazer às pessoas e aos sócios do Fermentelos”.

SUBIDA DE DIVISÃO NÃO É OBJETIVO

Fernando Sampaio rejeita “horizontes demasiado alargados” para a equipa principal do clube. “Temos a noção da nossa realidade e quanto nos custa em termos financeiros, manter o clube nos diversos patamares”. Não vê o Sporting de Fermentelos como candidato à subida esta época? “Claro que não!”, respondeu de pronto o dirigente.
“A aposta não foi essa… É evidente que queremos os primeiros lugares, porque só assim conseguiremos manter o nível de pessoas ao domingo, a ver os nossos jogos – e isso só será possível se a maioria dos resultados se traduzirem em vitórias – mas a subida não é claramente o nosso objetivo”.
O clube vai ter mais equipas de formação. “Nós passámos por um período bastante complicado: houve um ano de interregno e todos os atletas foram parar a outros clubes, a construção demora algum tempo; mas, de ano para ano, e este é o quarto que estou novamente à frente do Sporting Clube de Fermentelos, o número de equipas tem vindo a aumentar”.

(reportagem completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
Autores

Notícias Relacionadas

*

Top