Filarmónica 12 de Abril homenageou capitão Amílcar Morais

p O capitão Amílcar Morais foi reconhecido pelos 40 anos de ligação à 12 de Abril

O capitão Amílcar Morais foi homenageado pela Orquestra Filarmónica 12 de Abril durante a comemoração do 94.º aniversário da instituição, no domingo, recebendo a distinção de “Clave de Sol – Ouro”. A ligação de “cumplicidade” de quatro décadas foi realçada

O concerto que antecedeu o almoço comemorativo dos 94 anos da 12 de Abril foi já em homenagem capitão Amílcar Morais com músicas escritas pelo próprio mas com algumas adaptações, como explicou o maestro Luís Cardoso.
A ocasião foi aproveitada para a 12 de Abril receber um clarinete e um saxofone baixo, oferecidos por João Miranda, e uma trompa, oferecida por António Castilho. “É destes gestos e deste altruísmo que são feitas estas associações, pois não seria possível fazer uma casa destas sem esta ajuda”, comentou o presidente da direção, Hélder Filipe, para felicitar “os que ajudaram e os que sempre ajudam”.

LAÇOS AFETIVOS  E EMOCIONAIS

No almoço, António Silva fez a evocação do capitão Amílcar Morais. Mas, antes, falou da harmonia da União de Bandas de Águeda (UBA), elogiou autarquia municipal pela “sensibilidade” na aposta em atividades culturais e teceu críticas a “quem pretende prejudicar” a relação da UBA com a autarquia.
Sobre o capitão Amílcar Morais, falou numa “cumplicidade” de 40 anos com a 12 de Abril, sublinhando o facto de ter escolhido a instituição para “fazer o repositório do seu arquivo artístico”. A distinção, “com ouro de 24 quilates”, fez “justiça ao homem e ao compositor”, referiu António Silva.
Amílcar Morais recebeu a Clave de Sol das mãos do presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, afirmando-se “muito honrado e feliz” pelo galardão. Sublinhou os “laços afetivos e emocionais” e a “colaboração constante” que tem mantido com a 12 de Abril. “Com ela registei dos episódios mais marcantes e enriquecedores da minha vida com a música”.

APELO ÀS FORÇAS VIVAS

Das individualidades presentes, o presidente da Junta de Travassô/Ois da Ribeira, Sérgio Neves, referiu-se aos 94 anos como sendo de “uma história transversal a quase todas as pessoas da freguesia”, capaz de “envolver pessoas da terra e trazer pessoas de fora”.
Jorge Almeida referiu-se à juventude como “a alma desta casa” mas não esqueceu o envolvimento dos mais velhos para que a 12 de Abril seja “uma viva, dinâmica, que projeta o futuro todos os dias”. Recordou o espetáculo da véspera no Centro de Artes de Águeda para enaltecer o maestro Luís Cardoso e a “capacidade criativa, o coração, a alma e a força do concelho”. Referiu-se à UBA como um “extraordinário parceiro da câmara”, elogiando o seu papel e o “pilar” António Silva.
Manuel Rodrigues, presidente da assembleia geral da 12 de Abril, referiu o “passado e história construída a par e passo com ilustres figuras desta terra” para salientar que “cabe-nos manter a sua memória”. Enalteceu “o esforço” dos músicos, a “gestão rigorosa” da direção, o “valor real” do maestro, “responsável pela qualidade indiscutível da orquestra”, e a “importância dos mecenas” e das pessoas que prestam serviço voluntário à instituição. Lançou depois um repto às “forças vivas, amantes da cultura, para que continuam a apoiar o entusiasmo dos músicos”.

 

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