Homenagem a Manuel Alegre em Águeda

Homenagem a Manuel Alegre

“Eu devo-lhe muito, mas Águeda deve-lhe muito mais”, disse Gil Nadais, presidente da câmara, na cerimónia de homenagem ao escritor Manuel Alegre, que decorreu na noite de sexta-feira, no Centro de Artes de Águeda (CAA), e que juntou mais de 350 intérpretes na reposição do espetáculo “Alma”

“É aquele que mais longe levou o nome de Águeda”, afirmou ainda o presidente da câmara sobre Manuel Alegre, vencedor do Prémio Camões 2017, motivo que justificou a homenagem de Águeda ao romancista.
Gil Nadais, na sua intervenção, destacou ainda a “mensagem de liberdade” presente na obra do autor, a quem agradeceu “o apoio e o incentivo” que sempre lhe dispensou.

“Símbolo de liberdade”

“É um símbolo de liberdade e da capacidade de dizer não”, disse, por sua vez, o representante do Ministério da Cultura, Fernando Pinto de Amaral, sobre Manuel Alegre e a sua obra.
“Caros conterrâneos”, assim se dirigiu Manuel Alegre à vasta plateia, que encheu o Centro de Artes, agradecendo a Gil Nadais não só a iniciativa, mas o facto de “ter colocado Águeda no pelotão da frente”, num discurso em que lembrou os professores primários da Escola do Adro. “Fiz da minha vida uma luta permanente pela liberdade”, afirmou ainda o escritor, que irá receber, no dia 22 de novembro, o doutoramento ‘honoris causa’ da Universidade de Pádua, em Itália, em Línguas e Literaturas Modernas Europeias e Americanas, seis anos depois de aquela instituição de ensino ter criado a Cátedra Manuel Alegre, destinada ao estudo da Língua, Literatura e Cultura Portuguesas. Irá receber o doutoramento juntamente com Steven Spielberg e Malala Yousafzai.

Lobo Antunes: “Manuel Alegre deu-me a conhecer o mundo!”

Manuel Alegre também agradeceu à atriz Maria do Céu Guerra – que leu os seus textos na cerimónia – e os testemunhos gravados que se ouviram de Lourenço Duarte (estudante universitário de literatura), Beatriz Sequeira (aluna da Marques de Castilho) e ainda de Lídia Jorge, de Lobo Antunes – que afirmou que a obra de Manuel Alegre lhe deu a conhecer o mundo -, e ainda de Paulo Sucena, que Manuel Alegre classificou como “um dos mais competentes críticos literários portugueses”.

350 intérpretes de novo em palco

O espetáculo “Alma, Cantana Profana op. 23”, uma composição musical original a partir de textos de Manuel Alegre, voltou a juntar 350 intérpretes em palco, de vários grupos locais (Coral Polifónico Cantate Iubilo, Coro Juvenil do Conservatório Águeda, Coro Misto da Cruz Vermelha, Coro Sul Family, Grupo Coral da Santa Casa da Misericórdia de Águeda, Grupo Coral Jovem de Arcel, Grupo Coral Ré-Canto, Orfeão de Águeda, Orfeão de Barrô, Orfeão de Recardães e Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo), que aturam juntamente com a Orquestra Municipal de Águeda (constituída pela Banda Alvarense, Orquestra Filarmónica 12 de Abril, Banda Marcial de Fermentelos, Banda Nova de Fermentelos, Associação Musical e Recreativa Castanheirense), dirigida pelo maestro Luís Cardoso, e ainda Mário Marques (saxofone tenor solo), Sérgio Carolino (tuba solo) e Margarida Reis (mezzo-soprano solo).

ISABEL GOMES MOREIRA
350 intérpretes das coletividades de Águeda estiveram em palco

350 intérpretes das coletividades de Águeda estiveram em palco

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