Homenagem ao sócio número um nos 40 anos da ARCOR

ARCOR assinalou 40 anos

As comemorações dos 40 anos da ARCOR, no domingo, ficaram marcadas pela homenagem ao sócio número um da instituição, Agostinho Tavares, mas também pelas manifestações de preocupação em relação à diminuição de receitas e ausência de envolvimento dos jovens na vida da instituição

O programa das comemorações iniciou com a celebração de missa, no salão da associação, com homenagem ao antigo dirigente Agostinho Tavares (já falecido) e a exposição “História da ARCOR”. A direção homenageou o antigo vice-presidente e um dos fundadores da ARCOR com a colocação de uma placa onde se podia ler “Ao colega e amigo, Agostinho Tavares, um reconhecido agradecimento dos colegas de direção, mandato 2017/2020, por todo o empenho, dedicação, honestidade, amizade, gentileza e partilha de Saberes”.
Durante o almoço, Mário Marques, presidente da ARCOR, começou por referir-se à exposição “simples, mas valiosa” que retrata a história da instituição, fazendo referência a todos os antigos dirigentes e pessoas que fizeram parte da ARCOR, estando também “representados outros aspetos importantes da vida da ARCOR, a parte social, a arte, o desporto, a cultura”.

DIMINUIÇÃO DE RECEITAS

O dirigente alertou ainda para a diminuição das receitas da instituição por parte dos clientes, sócios e donativos, bem como da parte da Junta de Freguesia por causa do problema político que atravessa.
“As receitas diminuem, mas as despesas aumentam”, disse, apelando ao contributo de todos, uma vez que a ARCOR tem um “papel social de grande importância”.
“A aquisição de uma nova viatura, no valor de 37 mil euros, faz com que as contas também sejam afetadas, apesar de a ajuda da câmara, amigos da ARCOR e sócios, não cobriu o valor gasto”, referiu o presidente da instituição.
O discurso de Mário Marques foi feito também de muitos agradecimentos: a todos os que contribuem com donativos, às colaboradoras da ARCOR e a duas voluntárias, e a “três pessoas extremamente importantes” (Luís Ferreira que “gratuitamente ajuda nos projetos”, Paulo Santos que “presta serviços jurídicos de forma gratuita” e Comendador Augusto Gonçalves.

ÁREA SOCIAL E DESPORTIVA

Terminou o seu discurso fazendo homenagem a um “amigo, conselheiro, contador de histórias, sempre bem-disposto” que sempre será relembrado por todos. Homenagem que teve direito a palavras muito sentidas e calorosas por parte dos dois filhos de Agostinho Tavares e da sua esposa.
Augusto Gonçalves referiu-se às grandes dificuldades que as instituições sociais enfrentam e os grandes sacrifícios que têm que fazer “a começar naturalmente por quem as dirige”.
O presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, realçou a “notável capacidade dos aguedenses” de lutarem pelo desenvolvimento e bem estar das suas terras, desenvolvendo grandes projetos importantes para as pessoas. Lembrou que a ARCOR não tem só impacto na área social mas também desportiva.

GABRIELA REIS
(reportagem completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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