Impacto do Festim “não se mede só pela bilheteira”

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O Festim é um evento que não é de massas e cujo impacto não se mede só pela bilheteira”, considera Luís Fernandes, da d`Orfeu, associação organizadora, fazendo um balanço inicial da iniciativa, que este ano já vai na 10ª. edição

Omar Souleyman protagonizará assim o último concerto do festim, esta quinta-feira, dia 26, a partir das 22 horas, na tenda gigante do Agitágueda. O evento, que arrancou a 22 de julho, envolve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Estarreja, Ílhavo e Oliveira de Azeméis.
De acordo com Luís Fernandes, “o Festim vive para o público” e “há cada vez mais público que vive para o Festim” e é essa “a constatação maior desta 10ª edição”.
“Nas salas e recintos de todos os municípios se sentiu a mescla da comunidade local com uma franja itinerante de espetadores que percorreu os concertos, estivessem eles onde estivessem”, constata Luís Fernandes, defendendo que “é nessa relação de fidelidade que se suporta o êxito de um evento que não é de massas, em que as propostas apelam à descoberta, em que os impactos não se medem só pela bilheteira”.
Certo é que as plateias têm saído entusiasmadas dos concertos e puderam conhecer, este ano, propostas tão distintas como La Caravane Passe, Boban Markovic, Pascuala Ilabaca, Orchestre Poly-Rythmo, La Yegros ou Waldemar Bastos.
“Desde que, em 2009, aceitaram esta aventura conjunta, os municípios parceiros, os seus executivos e as suas equipas têm vivido o Festim com um orgulho e um empenho muito próprios”, refere ainda o responsável da d`Orfeu, sublinhando que “o projeto tem vindo a consolidar-se, a cada nova edição, com uma expressão extraordinária”.

“Inaugurou
uma filosofia
de trabalho
em rede na região”

Para Luís Fernandes, o Festim “tomou um papel decisivo na oferta cultural deste território” e “inaugurou uma filosofia de trabalho em rede na nossa região”.
O festim, lembra ainda Luís Fernandes, “continua a ser o único festival português a integrar a rede internacional de festivais de músicas do mundo (Forum of Worldwide Music Festivals, agora de âmbito mundial), o que lhe confere reconhecimento a uma grande escala junto dos artistas e permite oportunidades inigualáveis de programação, como mais uma vez constatámos”.
Para Luís Fernandes, o evento “continua a ser caso singular, um caso de estudo”. “Pode parecer um handicap a sua escala dispersa, com concertos em tantos locais e contextos diferentes, mas é precisamente a intermunicipalidade que lhe permite ter o multiplicado impacto que já tem”, considera.
Entretanto, o público da d’Orfeu pode anotar na agenda o 17º Festival “O Gesto Orelhudo”, que decorrerá entre os dias 10 e 13 outubro, e o OuTonalidades, que arranca já a 21 de setembro. Antes disso, a 7 de setembro, há a festa de lançamento da nova Escola de Palco.

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